Jogadores do Atlético-MG comemoram gol da vitória sobre Red Bull Bragantino
Futebol Copa Sul-Americana

Estilo ‘copeiro’ do Atlético Mineiro aparece novamente; como isso pode ser uma força nos mata-matas?

O Atlético-MG deu um importante passo para as quartas de final da Copa Sul-Americana. A equipe mineira contou com a falha do goleiro Cleiton para vencer o Red Bull Bragantino por 1 a 0, em Bragança Paulista, e possui uma vantagem para o jogo de volta, disputado na próxima quarta-feira (19), às 19h, na Arena MRV.  Mais do que uma vitória, o resultado mostrou o poder copeiro do Galo em competições de mata-mata, ao suportar a pressão do time da casa e ter eficiência tática para conseguir o gol.

Vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2025, da Copa do Brasil de 2024 e da Copa Libertadores da América do mesmo ano, o Atlético sabe jogar torneios deste segmento, por mais que tenha oscilado e passado por mudanças no período. Sob o comando de Eduardo Domínguez, o Galo reforça este estigma e, caso mantenha o ritmo, pode almejar resultados melhores em relação às temporadas anteriores.

O primeiro tempo foi equilibrado, com poucas chances para ambas as equipes e diversos erros de passes. Já na etapa final, o Galo teve uma atuação melhor, obtendo maior volume de jogo e pressionando com mais frequência a área do Bragantino. Diante da vitória e da renovação do espírito copeiro do Atlético, confira dois pontos que mostram que a equipe ainda se mantém competitiva na competição.

A eficiência letal e oportunismo do Atlético-MG

A maturidade tática do Atlético-MG de Eduardo Domínguez reforça que a equipe está preparada para as competições de mata-mata. Atuando fora de casa sob a pressão do Red Bull Bragantino, o time mineiro teve controle emocional, ainda que encerrasse o confronto com menor posse de bola (55% a 45%) e menor número de finalizações (19 a 10).

O Atlético soube neutralizar os espaços, apostando na marcação constante, que impossibilitou um avanço ofensivo do time paulista. Em certos momentos do jogo, o Galo cadenciou o ritmo, aguardando com paciência o momento em que o Bragantino cometesse um deslize para ir em direção ao ataque.

O oportunismo do Atlético-MG aconteceu aos 27 minutos da etapa final. Após Igor Gomes lançar Tomás Cuello, o argentino apareceu nas costas da defesa da equipe paulista e aproveitou o vacilo do goleiro Cleiton para abrir o placar. A capacidade de converter em gol, ainda que tivesse poucas oportunidades claras, define o espírito copeiro de um time e o Atlético-MG aparenta ter.

A resistente e sólida defesa mineira

Assim como o oportunismo no ataque, a solidez defensiva foi um pilar fundamental para que o Galo tivesse a vantagem para o confronto da volta.

O técnico Eduardo Domínguez montou o Atlético-MG no esquema tático 4-2-3-1, resultando em uma excelente coordenação e atuação coletiva, e suportou a pressão e intensidade ofensiva do Red Bull Bragantino. O goleiro Everson foi um dos grandes destaques do jogo, com quatro defesas consideradas difíceis, e trouxe segurança para o time depois do gol de Tomás Cuello na reta final.

Everson dominando bola contra Bragantino
Everson foi um dos destaques do Atlético-MG no jogo. Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Os zagueiros do Galo realizaram desarmes precisos por baixo e, no alto, foram eficientes graças às rebatidas das bolas aéreas. Taticamente, a linha defensiva compactuou e bloqueou as transições rápidas do Red Bull Bragantino. Este jogo cauteloso da defesa mostrou que a equipe teve frieza e experiência necessárias para manter o espírito copeiro na competição continental de mata-mata.

A defesa foi testada pela pressão do Bragantino em busca do empate, mas contou com a destacada atuação dos jogadores de linha e do goleiro Everton. A capacidade de saber sofrer sem demonstrar uma desorganização coletiva faz com que o torcedor do Atlético-MG possa ir à Arena MRV, com o sentimento mais tranquilo, graças à confiança adquirida pelo time titular.

Créditos da foto da capa: Anderson Romão/AGIF