O Sport não poderia ter sacramento seu rebaixamento para a segunda divisão do futebol brasileiro de maneira mais simbólica do que ocorreu com a melancólica goleada sofrida para o Flamengo por 5 a 1 na Arena Pernambuco, jogando fora de seu estádio com mando de campo vendido e presença maior da torcida dos rubro-negros cariocas mesmo com a partida sendo disputada no Nordeste. Um gol precoce marcado no primeiro tempo poderia indicar uma última fagulha de esperança para os jogadores que estavam em campo, mas a dupla expulsão ainda no primeiro tempo e a facilidade nos gols sofridos em um segundo tempo que teve ritmo de treino ajudam à entender essa queda.
Sem nenhum técnico efetivo no comando (pois Daniel Paulista foi demitido no fim de outubro depois de fazer um alerta considerável sobre o futuro do clube à longo prazo) e com um presidente que resolveu se afastar do cargo um ano antes de uma péssima temporada em todos os sentidos, fica mais fácil entender a tragédia que foi o ano de 2025 do Sport, o primeiro rebaixado com muitos méritos no Brasileirão.

A queda do Sport do início ao fim do Brasileirão
É importante ressaltar que os problemas começaram dentro de campo com nenhum técnico sendo capaz de somar pontos com o elenco do Sport, pois Daniel Paulista fez 14 pontos apenas em 18 jogos disputados, em uma temporada que começou com Pepa somando dois pontos em sete jogos (e sendo demitido logo na sequência) antes da chegada de António Oliveira, que durou apenas quatro rodadas no comando, evidenciando também a falta completa de organização e planejamento da diretoria na escolha de comissões técnicas.
Outro problema constante foi a falta da definição de uma escalação titular definitiva, algo que começou ainda na gestão de Pepa, atrapalhando o entrosamentos dos jogadores em um elenco extremamente limitado no nível técnico. Esse trabalho acabou sofrendo prejuízos mesmo com o título do Campeonato Pernambucano (conquistado com o Brasileirão em andamento), depois de ter sido derrotado pelo Retrô no tempo regulamentar, levantando a taça somente na cobrança por pênaltis. O técnico não repetiu nenhuma escalação no ano e acabou sendo demitido sem modificar essa indigesta estatística.
A torcida chegou a ficar ansiosa depois que António Oliveira foi demitido por causa da mudança que foi provocada em toda a gestão de futebol e uma reestruturação que foi comandada pela chegada de Ambrogini, um profissional que havia trabalhado em Cruzeiro, Figueirense, Real Valladolid, Inter de Limeira e Athletico-PR. No entanto, o elenco que teve investimento de R$ 60 milhões terminará este ano com aproximadamente 15 jogadores negociando suas saídas para a adequação orçamentária, incluindo Derik Lacerda, destaque no ataque que provavelmente será negociado com outros times mais importantes do Brasileirão, sendo importante ressaltar também que o zagueiro Antônio Carlos e o volante Du Queiroz já foram liberados e estão oficialmente fora.
Vale destacar que Ambrignini negociou 11 jogadores via empréstimo durante a paralisação de junho do Brasileirão e trouxe de volta Daniel Paulista buscando jogadores que tivessem muito comprometidos com o Sport, mas apesar do aumento da competitividade, os resultados não vieram muito por conta das chances que foram desperdiçadas em jogos contra Bahia, Santos e São Paulo por exemplo, fruto de mudanças constantes no estilo de jogo.
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