O nome de Anderson Talisca tem chances de voltar ao radar em 2025, e com motivos de sobra. Depois de dividir vestiário com Cristiano Ronaldo e Sadio Mané no Al-Nassr, o meia-atacante de 31 anos decidiu que era hora de retornar ao mais alto nível do futebol mundial. E olha… os frutos dessa escolha já começaram a aparecer.
Depois de um bom tempo brilhando (em tão, tão distante) na Arábia Saudita, Talisca chegou até a ser cogitado por clubes do Brasileirão. Mas deixou esse papo de volta ao país pra lá assim que o Fenerbahçe de José Mourinho apareceu interessado. E cá entre nós: quem recusaria um convite do Special One?
A equipe turca, inclusive, chegou bem perto das semifinais da Liga Europa, mas acabou eliminada nos pênaltis pelo Rangers, mesmo após tirar um 2×0 de desvantagem. Apesar da dor da queda, ficou a sensação de que o Fener tem bola pra ir longe e Talisca é parte disso.
Mesmo sem ser titular absoluto ainda, muito por conta de questões físicas (ele está voltando de lesão), o brasileiro tem feito barulho. Em três partidas como titular, já marcou cinco gols e deu uma assistência. Tá voando! Hoje, ele precisa de apenas 49 minutos em campo para participar de um gol. E se liga nesse número: já finalizou 16 vezes, com 10 chutes certos. O pé esquerdo continua afiado.
Talisca sempre chamou atenção pela força física, pela canhota pesada e pela capacidade de decidir jogos do nada. E se continuar nessa pegada, não é nenhum absurdo imaginar seu nome pintando numa convocação da Seleção Brasileira. Afinal, ele é versátil, pode jogar centralizado, mais recuado como camisa 10 ou até como ponta, e cairia como uma luva em diversos esquemas, dependendo, claro, de quem vai comandar a Amarelinha nos próximos meses.
Seja como titular, reserva de luxo ou arma secreta no banco, o importante é que Talisca tá de volta ao mapa. E a torcida agora é pra que o físico colabore, porque bola, a gente já sabe que ele tem de sobra.
Talisca e Seleção Brasileira

Tá difícil cravar quem será o novo treinador da Seleção Brasileira. Jorge Jesus já foi nome quente, Ancelotti parecia certo, outros nomes vieram e sumiram… A verdade é que, enquanto a CBF à deriva, tem jogador se mexendo pra chamar atenção, e Anderson Talisca é um desses.
O camisa 94 fez o movimento certo: deixou de lado o conforto e os cifrões do futebol asiático pra voltar a competir em alto nível. Tudo bem, não estamos falando de Premier League, La Liga ou Bundesliga, mas a liga turca merece respeito. E mais ainda, é preciso reconhecer a coragem do cara. Não faltaram propostas que garantiriam mais alguns milhões na conta, mas ele preferiu o desafio no Fenerbahçe de José Mourinho.
A real é que, quando um jogador vai pra uma liga menos visada, acaba sendo meio que apagado do radar. Por isso, esse retorno à Europa recoloca Talisca no mesmo patamar de observação dos brasileiros que ainda batalham nos grandes centros. E convenhamos: com o futebol que ele tem, não seria nenhum absurdo vê-lo vestindo a Amarelinha.
Talisca sempre foi esse jogador diferenciado, físico de respeito, chute pesado e boa leitura de jogo. Bate de frente com zagueiro, mas também tem “finesse” pra meter uma bola açucarada. Pode atuar mais centralizado, abrir pelo lado, pisar na área ou fazer o pivô. É um meia moderno com faro de gol, do tipo que cabe bem nesse “novo futebol” onde centroavante fixo virou quase peça de museu.
Numa Seleção cada vez mais móvel no ataque, ter um cara como ele pode ser muito útil. E vamos ser sinceros: com 31 anos, ele sabe que não vai ter muitas outras chances. Por isso, cada jogo agora é final. É manter o físico, continuar com essa pegada, que o nome dele vai voltar a ser discutido em mesa de convocação.
Claro, a gente sabe como o futebol é cruel. Hoje é destaque, amanhã pode virar estatística. Mas o ponto aqui não é exagerar elogio, é reconhecer que Talisca fez a escolha certa e tem bola pra aproveitar esse novo momento. Nunca brilhou nos maiores palcos? Talvez. Mas se a Seleção quer um grupo versátil e com fome, tá aí um nome pra olhar com carinho.
Foto: Ahmad Mora/Getty Images