A temporada do saibro já está acontecendo e serão dois meses de disputa na terra batida. No passado, era comum que alguns tenistas se destacassem em apenas um tipo de quadra. E, por isso, aparecia atletas que, depois, não tinham sucesso algum.
Atualmente, não ocorre no mesmo nível e os ‘especialistas de saibro’ foram diminuindo cada vez mais. Mesmo assim, ainda é possível encontrar jogadores que costumam brilhar durante esses dois meses. E, no resto do ano, possuem maior dificuldade.
Especialistas no saibro
Casper Ruud
Casper Ruud é o atual número 6 do ranking da ATP, apesar disso, seu sucesso é basicamente no saibro. O norueguês tem 24 finais disputadas na carreira, 17 são nesse piso e sete em quadra dura. Dos seus 12 títulos conquistados, 11 foram na terra batida.
Ao ver seu histórico em Grand Slam, o tenista mostra grande dificuldade em todas as disputas, menos em Roland Garros. Nos últimos três anos, foram duas finais e uma semifinal. Em 2022, perdeu para Rafael Nadal e, em 2023, para Novak Djokovic (5º).
Em 2024, chegou em cinco decisões, duas na quadra dura e três no saibro. Venceu no ATP 500 de Barcelona e ATP 250 de Genova, ambos na terra. Mesmo sendo um top 10, Ruud não tem sucesso nas outras superfícies. Na atual temporada, seu melhor avanço foi na única final que chegou, no ATP 500 de Dallas.

Francisco Cerúndolo
Argentino melhor ranqueado, Francisco Cerúndolo (23º) tem uma clara preferência pelo saibro. O tenista não possui tantas finais quanto Ruud na carreira. Até aqui, foram seis, cinco sendo disputadas na terra batida e apenas uma foi na grama.
Campeão de três ATP 250, duas são no saibro: em julho de 2022, no ATP 250 da Suécia, e em julho de 2024, no ATP 250 da Croácia. Nesse ano, chegou na final do ATP 250 de Buenos Aires, quando foi superado por João Fonseca (59º).
Na atual temporada, só chegou em apenas mais uma semifinal, no ATP 250 de Santiago. Também jogado no saibro, perdeu para Laslo Djere (78º), em três sets. Na quadra dura, chegou duas vezes nas quartas, em Indian Wells e Miami Open.

Sebastián Báez
Segundo argentino da lista e o n.º 2 do país, Sebastián Báez (36º) é mais que se aproveita bem do saibro. Em sua carreira, o tenista de 24 anos tem 10 finais e apenas uma não foi na terra batida. Com sete títulos conquistados até aqui, venceu seis no saibro.
O atleta foi o campeão do Rio Open nos últimos dois anos. Sua última decisão foi no ATP 250 de Santiago, quando foi superado por Djere em três sets. Disputou Indian Wells e Miami Open na sequência, mas foi eliminado já na estreia.
Agora, no ATP 250 de Bucareste, voltou a ter bons resultados. Passando por Gabriel Diallo (81º) e Francisco Comesana (64º), está na semifinal.
Nicolás Jarry
O chileno Nicolá Jarry tem sete finais em sua carreira, todas no saibro. Em 2024, chegou até mesmo na final do Masters 1000 de Roma, quando perdeu para Alexander Zverev. O tenista foi campeão pela última vez no Circuito da ATP em maio de 2023.
Apesar disso, foram duas decisões no saibro na última temporada. O tenista de 29 anos não está tendo o mesmo sucesso até aqui. Em Bucareste, Santiago e Buenos Aires, foi eliminado já na estreia. No Rio Open, perdeu nas oitavas. Mesmo assim, é um nome que pode aparecer durante a temporada de saibro mais uma vez.

Thiago Monteiro
Número 2 do Brasil, Thiago Monteiro (94º) não tem uma final no Circuito da ATP. Mas, em Challengers, todas as suas decisões foram no saibro. Em 2025, teve duas apenas em março, no Challenger de Santiago e no de Assunção.
Buscando subir no ranking, a temporada é um ótimo momento para o brasileiro. Sem estar classificado para o maiores torneios, irá disputar mais um Challenger e, depois, joga o quali do Masters 1000 de Madrid.
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