A temporada do tênis para os principais tenistas da ATP e WTA já foi encerrada. No entanto, diversas histórias e narrativas marcaram 2025. Escolhemos cinco que foram destaque em alguns torneios ou durante o ano inteiro.
5 grandes histórias de 2025
5 – A evolução de Alexander Bublik
O público está acostumado a ver Alexander Bublik não levar o tênis a sério e foi o que causou tanta surpresa com a sua mudança de postura. O cazaque começou a temporada como o 33º do ranking da ATP e chegou a cair para a 80ª posição ainda no primeiro semestre. Foi nesse período que disputou o Challenger de Phoenix, quando perdeu a final para João Fonseca.
Sem resultados expressivos até então, vivia uma fase ruim e essa havia sido a primeira vez que passou das quartas de final no ano. Nos torneios seguintes, seguia sem sucesso até estar em mais uma decisão, no Challenger de Turim. Dessa vez sendo campeão, iniciou uma virada em sua atitude como tenista.
Poucas semanas depois, chegou nas quartas de Roland Garros, mas não foi só isso. Em sua ótima campanha eliminou Alex de Minaur e Jack Draper, 9º e 5º do ranking no período. Acabou sendo derrotado por Jannik Sinner, mas já causou surpresa. A partir de então, Bublik vem de excelente crescente.
Na competição seguinte, foi campeão no ATP 500 de Halle, eliminado Sinner na segunda rodada. Ainda venceu o ATP 250 de Gstaad, o ATP 250 de Kitzbuhel e o ATP 250 de Hangzhou. Mesmo sendo torneios menores, terminou como o terceiro tenista com mais títulos na temporada, atrás apenas de Carlos Alcaraz e Jannik.
Além disso, fecha 2025 como o 11º do mundo, sua melhor posição na carreira.

4 – Lois Boisson surpreende em Roland Garros
Até então desconhecida pelo público, Lois Boisson foi a sensação de Roland Garros 2025. A francesa de 22 anos entrou na chave principal através de wild card. Sendo a 361ª no ranking, causou surpresa durante as duas semanas do Grand Slam francês.
Logo na sua estreia, enfrentou Elise Mertens, 22ª do mundo. A vitória veio em três sets, mas avançou para a segunda rodada. Derrotou Anhelina Kalinina e Elsa Jacquemot na sequência para chegar nas oitavas de final. Foi quando veio uma das grandes zebras do evento: Boisson eliminou Jessica Pegula.
A americana era top 3 e entrou como a clara favorita, mas Lois contou com a ajuda do público para vencer em três sets. Situação semelhante se repetiu nas quartas, contra Mirra Andreeva, então 6ª do ranking. A derrota só veio na semifinal, quando não conseguiu sequer reagir contra Coco Gauff.
Mesmo assim, os espetaculares resultados a elvaram para a 65ª posição. Pouco depois, em julho, venceu o WTA 250 de Hamburg e terminou o ano dentro do top 40.
3 – Primos brilham no Masters 1000 de Xangai
Arthur Rinderknech e Valentin Vacherot fizeram um Masters 1000 de Xangai perfeito. Primos, os tenistas nunca haviam tido grandes sucesso no Circuito principal da ATP. Ambos entraram para a disputa na China como grandes zebras, mas foram finalistas do confronto. Essa foi a primeira vez que ambos disputaram uma decisão de Masters 1000.
Vacherot foi quem ficou com o título, mas a campanha de ambos chamou a atenção. O monegasco derrotou Bublik, Tomas Machac, Tallon Griekspoor, Holger Rune e Novak Djokovic. Já Rinderknech ganhou de Alex Michelsen, Alexander Zverev, Jiri Lehecka, Felix Auger-Aliassime e Daniil Medvedev.
Com grandes saltos no ranking da ATP, o francês terminou o ano na frente, sendo o 29º. Mas seu primeiro está logo atrás, como o 31º.
2 – Mirra Andreeva vence dois WTA 1000 seguidos
Com apenas 18 anos, Mirra Andreeva teve um fim de ano complicado. Só que a jovem tenista mostrou todo seu talento ainda no início de 2025. Em fevereiro e março, quando a russa ainda estava com 17 anos, foi campeã de dois WTA 1000 seguidos.
Na época, Mirra estava fora do top 10 em seu primeiro título, em Dubai. Mesmo assim, derrotou Iga Swiatek e Elena Rybakina, com a final sendo contra Clara Tauson. Já em Indian Wells, voltou a derrotar a polonesa e a cazaque, ganhando também de Aryna Sabalenka na decisão.
Ainda teve alguns bons resultados até o fim do ano, só que não conseguiu mais se destacar tanto. Ainda muito nova, aparentemente sentiu a pressão de estar entre as melhores do mundo. Mesmo assim, chegou a disputar uma vaga no WTA Finals 2025, só que ficou de fora e apenas se classificou nas duplas.

1 – Disputa entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner
Durante todo o ano, houve uma disputa direta entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. 1º e 2º no ranking da ATP, nesta ordem, não é segredo nenhum que ambos estão alguns níveis acimas dos adversários no circuito. A posição até mudou durante a temporada, mas a hegemonia dos dois tenistas não foi ameaçada em momento algum.
Em Grand Slams, foram imbativéis, com três das quatro finais sendo entre eles. Apenas o Australian Open teve uma decisão diferente, com Jannik ficando com o título ao enfrentar Alexander Zverev. Cada um terminou o ano com dois majors: Sinner venceu na Austrália e Wimbledon, enquanto Carlos ficou com Roland Garros, em jogo épico, e US Open.
O italiano esteve no topo por mais da metade de 2025, sendo ultrapassado pelo rival apenas no fim. Ainda disputou pelo n.º 1, no ATP Finals, mas não conseguiu. A diferença entre ambos é de apenas 550 pontos, o que já deixa a temporada de 2026 animada. Não só isso, mas a vantagem para o 3º do ranking é grande.
Zverev está no top 3, com 5.160 pontos. Neste momento, Alcaraz tem 12.050 e Sinner tem 11.500, deixando o alemão com mais de 6.000 pontos a menos que o top 2. Com o nível de tênis apresentado nesse ano, é esperado que a disputa entre Carlos e Jannik siga dessa forma no próximo ano: apenas entre os dois.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images