João Fonseca (80º) foi campeão Challenger de Phoenix, ao derrotar Alexander Bublik (82º). Em um jogo complicado, o jovem de 18 anos venceu do ex top 20 em dois sets. Com as parciais equilibradas, ambos os sets foram para o tie break, terminando em 6/7 (5) e 6/7 (0).
O brasileiro foi para a competição após eliminação precoce em Indian Wells. Contra Jack Draper (14º), um dos erros cometidos foi não ter paciência. Ainda novo, se precipitou diversas vezes ao enfrentar o britânico, fazendo decisões erradas. No entanto, mostrou que aprendeu com a situação.
Evolução de João Fonseca

Nesta semana, João Fonseca e sua equipe escolheram por disputar o Challenger de Phoenix. Sua postura em quadra prova que foi uma escolha acertada. Em um torneio de nível inferior ao Circuito da ATP, o tenista se saiu muito bem durante toda a semana.
Primeiro, é importante perceber que, apesar de se tratar de um challenger, a disputa estava semelhante a um ATP 250. Com vários atletas já bem estabelecidos no Circuito, a competição não era fácil. João precisou passar Pavel Kotov (102º), Jan-Lennard Struff (46º), Hugo Gaston (93º) e Kei Nishikori (76º) antes de chegar na final.
Em cinco jogos, só perdeu um set, para o alemão, nas oitavas de final. Os resultados em Arizona foram:
- Pavel Kotov: 6/2 e 6/4;
- Jan-Lennard Struff: 6/1, 4/6 e 6/3;
- Hugo Gaston: 4/6 e 4/6;
- Kei Nishikori: 6/3 e 6/3;
- Alexander Bublik: 6/7 (5) e 6/7 (0).
Apesar de ter sido apenas cinco partidas, João mostrou grande evolução.
Paciência nos pontos

Desde o início de sua carreira, ainda na categoria juvenil, João Fonseca se destacou pela força que tem. O tenista nunca escondeu que gosta de bater, só que isso também leva a vários erros não forçados. E foi também uma das principais críticas contra o brasileiro na derrota para Draper em Indian Wells.
Indo para o Challenger de Phoenix, João parecia decidido em trabalhar exatamente esse fator. Em quadra, o brasileiro mostrou mais paciência nos pontos, escolhendo bem os momentos de atacar e usar sua força contra o adversário.
Sem se importar em jogar uma ou duas bolas a mais nos pontos, cometeu menos erros. É claro, Fonseca continuou com sua característica de sempre: batendo forte e arriscando em alguns lances. Alguns deram certo, outros não, nada além do normal nas partidas de tênis.
Só que esse amadurecimento mostra algo muito importante para um tenista: sua capacidade de aprendizagem. João já está em um alto nível, no entanto, deixa claro que pode crescer ainda mais. O que também não era uma dúvida, já que tem apenas 18 anos.
Mas essa aptidão de aprender rapidamente com seus erros já foi observada antes. Por vezes, até mesmo durante uma partida, o brasileiro já mostra isso. Agora, esse momento de evolução ficou ainda mais claro.
Campeão no Challenger de Phoenix
Durante toda a semana, João Fonseca jogou com mais calma em quadra. Saindo um pouco daquilo que estamos acostumados do brasileiro, mostrou paciência e soube atacar nos momentos certos. Assim como também se defendeu muito bem quando precisou.
Com boas atuações nessa atitude, teve boas partidas e chegou a dominar os adversários. Contra Nishikori, Fonseca teve o seu melhor desempenho. Mas contra Bublik, o brasileiro precisou brilhar. O cazaque é conhecido por tentar ‘truques’ diferentes durante um jogo.
Sem soluções contra João, o ex top 20 arriscou até mesmo saques por baixo. Com vários voleios, surpreendeu em diversos momentos, mas não conseguiu entrar na cabeça de Fonseca. Se mantendo firme, o jovem tenista manteve seu bom nível.
Com a conquista, João Fonseca é o novo 60º melhor do mundo. Essa é o seu novo melhor ranking, com 955 pontos conquistados. No entanto, o número 1 do Brasil não terá muito tempo de descanso e já irá jogar no Masters 1000 de Miami, uma nova oportunidade de escalar o ranking da ATP.
Foto: Instagram/@joaoffonseca