A Copa Libertadores da América novamente estava em jogo entre brasileiros, Flamengo e Palmeiras disputavam a honra de ser o único clube do país com quatro conquistas do maior torneio do continente. Em campo, o Rubro-Negro foi melhor e saiu com a vitória fazendo por merecer.
O duelo foi tenso quase o tempo inteiro, mas apesar disso, o Flamengo parecia mais objetivo, querendo ter a bola no campo de ataque. Mesmo assim, no primeiro tempo nada de importante aconteceu em lances de gol, porém, a não expulsão de Pulgar pode ter sido o grande momento para o Fla na etapa.
Já no segundo tempo, o Flamengo foi ainda mais ofensivo e deixou mais espaços para o Palmeiras. Entretanto, quando Danilo abriu o placar, com exceção de uma chance clara de Vitor Roque, não teve mais jogo para o Verdão, pois o experiente time do Fla amarrou a partida e saiu de campo como tetracampeão da América.
O título coroa um grande trabalho, de um time que sabe investir bem seu capital, montando ano após ano grandes elencos. Do outro lado, também tinha uma equipe bem organizada e milionária, mas o Flamengo investe em jogadores que chegam para resolver imediatamente e isso se reflete em conquistas.
Agora, sobra ao Flamengo vencer o Ceará na próxima quarta-feira (3) e comemorar mais um título, o do Brasileirão. Enquanto isso, o Palmeiras precisará juntar os cacos, entender o que Abel Ferreira pensa para o futuro e analisar os motivos que fizeram o Verdão passar 2025 em branco.
Confira como foi a partida que já entrou para a história como uma das mais importantes da história do Flamengo.
Jogo amarrado e tenso
O jogo começou com o Flamengo tendo uma postura de posse de bola e construção na base da troca de passes. Enquanto isso, o Palmeiras parecia ligado na marcação, disposto a não deixar o adversário respirar na saída. Os primeiros minutos foram de muito estudo e pouca emoção.
O tempo passava e ficava claro que o Flamengo era mais agudo que o Palmeiras, Samuel Lino estava disposto a atormentar a defesa adversária e Arrascaeta era o homem mais perigoso. Aos 15 minutos, a primeira finalização mais perigosa veio num chute de Lino que passou perto.
Após um domínio do Flamengo, o Palmeiras começou a jogar mais, ficar com a posse de bola. Aos 20’ veio a primeira grande chance do Verdão, com Khellven cruzando e Vitor Roque cabeceando com muito perigo.
Depois disso, o equilíbrio passou a tomar conta do jogo, com os dois times brigando muito pela posse de bola e não produzindo nada de substancial ofensivamente. Aos 30’ um lance capital: Pulgar agrediu Bruno Fuchs, mas o VAR não chamou e o árbitro não expulsou.
O Palmeiras evoluiu no jogo e foi melhor na reta final do primeiro tempo, rondando a área do Flamengo, tendo mais a posse de bola do que no início, mas sem criar uma chance mais objetiva.
E assim, com o duelo nervoso e sem oportunidades claras, Flamengo e Palmeiras foram para os vestiários com um morno zero a zero no placar e uma polêmica de arbitragem bem forte.
Danilo é herói e Flamengo é tetra
A etapa complementar começou com o Flamengo ligado, mantendo a posse de bola e tentando criar situações, mas o Palmeiras marcava bem e claramente estava com o contra-ataque encaixado para aproveitar os espaços.
Com 10 minutos do segundo tempo, o jogo era nervoso, brigado, quase sem espaços para atacar. O Flamengo tinha mais a bola, mas não criava nada de importante.
Eis que aos 21 minutos, após uma pressão de escanteios, Arrascaeta cobrou um córner da direita e Danilo subiu sozinho, cabeceou no canto direito de Carlos Miguel e abriu o placar. O gol foi um prêmio para o Flamengo, que atacava mais, abrindo 1 a 0 merecidamente.

O Palmeiras aumentou o senso de urgência e foi para cima com tudo. A postura do time mudou totalmente, já que o Verdão passou a manter mais a bola no campo de ataque. Aos 25’, Murilo, na área, teve uma boa oportunidade num chute cruzado.
Depois desses pequenos momentos de pressão, o Palmeiras não conseguia mais ficar muito com a bola no ataque, pois o Flamengo marcava muito forte e amarrava o jogo.
Só que mesmo assim o Palmeiras, na base do abafa conseguia rondar a área do Flamengo. Aos 43’ um lance incrível: Flaco López cruzou, Gustavo Gómez tentou de cabeça, a bola bateu em Léo Pereira e sobrou limpa para Vitor Roque, na pequena área. O atacante enfiou o pé na bola, mas ela desviou em Danilo e foi para fora.
Já nos acréscimos, com o Palmeiras todo no campo de ataque, o Flamengo tinha mais espaço. Everton Cebolinha fez grande jogada e sofreu uma falta em ótima posição. O próprio Cebolinha cobrou, Carlos Miguel desviou e ela ainda caprichosamente tocou na trave. Seria o gol do desafogo.
Mas, não precisou. O Palmeiras não tinha equilíbrio mental, técnico e tático para encontrar o empate e assim o Flamengo venceu e se tornou o maior brasileiro campeão da Libertadores, com quatro conquistas.
Final: Flamengo 1x0 Palmeiras
(Imagem de capa: Hector Vivas/Getty Images)