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Thiago Maia no Santos? Confira como “menino da vila” seria utilizado em sua volta ao clube

O volante Thiago Maia parece ter descoberto finalmente, por qual time atuará nesta temporada de 2025. Ele será o novo reforço do Santos, depois de idas e vindas do clube paulista pela contratação do atleta do Internacional. A necessidade pela chegada de um novo profissional para a posição foi o principal motivo pela busca incessante do Peixe, pelo retorno de um jogador criado na Vila Belmiro.

Diante desta grande movimentação, muito em prol da boa temporada feita por Thiago Maia pelo Colorado em 2024. Imaginava-se que o clube gaúcho faria mais para segurar o volante, porém, o acordo junto ao Flamengo pela chegada do atleta, fez o Internacional pensar um pouco mais sobre a sua ação. Sem contar na chance de lucrar com um profissional, que ainda nem foi pago por completo.

A contratação de Thiago Maia tem tudo para elevar o nível do Santos nesta temporada, principalmente pelo fraco rendimento de Rincón, Diego Pituca e João Schmidt. No momento, o Peixe busca no mercado, novas opções para o local, assim como tem observado a possibilidade de contratar atletas para a defesa e para as laterais.

A chegada do volante do Inter tem tudo para ser importantíssimo, uma das melhores contratações desta campanha. Simplesmente pelo fato de Thiago Maia conseguir e ter a capacidade para assumir a titularidade com facilidade, um jogador capaz de atuar em alto nível no quesito defensivo, e ajudar na criação das jogadas, sem esquecer da saída de bola.

Como joga Thiago Maia?

Thiago Maia Santos
Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional

 

Apesar de ter tido altos e baixos no Flamengo, Thiago Maia foi um atleta importantíssimo para o clube rubro-negro. O profissional era capaz de segurar a onda, ainda mais quando o time adversário se interessava em pressionar a saída de jogo do clube carioca. Essa questão não era problema para o volante, porque a bola em seus pés, não era medo ou questão de ansiedade.

Diante de um time ofensivo como Pedro Caixinha tenta colocar em campo, Thiago Maia pode auxiliar nos dois lados de campo com tranquilidade. Existe a característica do treinador português pedir para os seus profissionais marcarem algo, que o volante tem como uma das suas principais forças, a pressão no campo defensivo do oponente, conciliado com a sua habilidade na questão de roubar a bola no lado contrário ao seu gol.

Ao puxar os números na época de Jorge Sampaoli no Flamengo, Thiago Maia era responsável por 15% das roubadas de bola no último terço do campo. Era o principal nome quesito, contando com a presença de Gerson, Cebolinha, Pulgar e Wesley em seguida. É impossível tirar o merecimento do volante nesta situação, porque ele já apresentou em diversos momentos, a capacidade de tomar a decisão exata, mesmo que ela precise ser tomada de forma rápida.

Em algumas situações, Thiago Maia precisava cobrir seus companheiros, e mesmo assim, escolhia os melhores caminhos. Sempre se postou como um jogador ágil e com alta capacidade defensiva, algo que o Santos tem sangrado para encontrar. O fato deles atuarem no 3-2-5, acaba expondo bastante o sistema defensivo, caso o trabalho dos volantes não seja de qualidade.

Os espaços são muito bem gerenciados por Thiago Maia, estão é difícil encontrá-lo “exposto” na marcação. Um confronto entre Flamengo x Fluminense coloca muito bem esses pontos na mesa, um time como a equipe tricolor, que na época era reconhecidíssimo pela suas saídas de bola a partir do goleiro, as trocas de passes rápidos.

Quando a pressão chegava, conseguiam sair jogando e abrindo espaço para contra-ataques rápidos. Entretanto, Thiago Maia foi capaz de ler muito bem essas situações, sem deixar que o adversário colocasse o Flamengo na roda. Assim que o oponente tinha a bola, ele chegava junto, não dava tempo, não dava espaço, se jogava, dava carrinho, não existia pontos que não eram colocados na mesa, para a marcação pressão ser deixada de lado.

Não dá para imaginar que todas as movimentações da marcação pressão darão certo. Por conta disso, é necessária a recomposição rápida, para repor os buracos no sistema defensivo e no meio de campo. Por essas e outras, que é necessário dar um valor tremendo a Thiago Maia, o volante se apresenta com o mesmo ímpeto no ataque, quanto na defesa.

Quando está focado e em forma, pode ter certeza que ele deixará tudo de si nas quatro linhas. É muito disso que Pedro Caixinha quer no seu elenco, apesar de ter deixado o RB Bragantino, que gostava bastante de trabalhar nos ideias da marca Red Bull. Sem faltar vontade, com muita energia em campo, Thiago Maia conta com um pouco disso em suas raízes, na sua naturalidade, tendo chances de fazer muito sentido nas mãos do treinador português.

Thiago Maia no Santos

Thiago Maia Santos
Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

 

Com as peças presentes no momento, não há possibilidade de Thiago Maia não cavar uma vaga entre os 11 titulares. O volante é capaz de atuar tanto como primeiro volante, quanto segundo, sendo uma forma de Pedro Caixinha colocá-lo no lugar que achar melhor. De imediato, é imaginável que entre no local de Tomás Rincón, e deixe Pituca um pouco mais solto na direita.

Outro nome que está à caminho, pode auxiliar bastante no meio de campo defensivo do Santos. Ao lado de Thiago Maia, tem tudo para Zé Rafael marcar presença, como segundo volante, atleta com alta capacidade ofensiva, ainda mais por ter sido meia-atacante no passado. Os dois possuem habilidades na defesa e no ataque, sendo um ponto considerado misto neste contexto.

Nos lugares de Jadsom e Lucas Evangelista, Pedro Caixinha tem tudo para contar com Thiago Maia e Zé Rafael. É um “glow up” interessante, as peças nas mãos do treinador português hoje, são um pouco melhores do que no Massa Bruta, em grande parte das posições, o sistema ofensivo principalmente. Ter Guilherme, Neymar, Soteldo e Tiquinho Soares é algo a ser valorizado, por conta disso, os problemas estão do ataque para trás.

Mesmo sem estar no melhor dos momentos financeiros, o Santos está pronto para buscar por reforços.

Foto: Pedro H. Tesch/AGIF