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Treta no Judô: Sueca discute com árbitro e Japonês se recusa a sair de tatame em Paris

O primeiro dia de Judô nas Olimpíadas de Paris foi marcado por confusões, tanto no masculino, quanto no feminino. Começando na disputa do masculino, onde o japonês Ryuju Nagayama, após perder por decisão da arbitragem, se recusou a aceitar a derrota, cumprimentar o rival e até mesmo sair do tatame.

Tudo começou ainda no começo do combate, Ryuju foi pego em um estrangulamento por Garrigos e os dois judocas começaram o combate de solo. Após alguns segundos, a árbitra encerrou o duelo e deu vitória ao espanhol.

Porém o japonês não desistiu, nem perdeu a consciência e também não foi aberta a contagem de 20 segundos na imobilização para ser declarada a vitória por ippon. A decisão irritou Nagayama, que se recusou a cumprimentar o adversário e permaneceu no tatame por quase três minutos pedindo revisão.

Francisco já dava entrevista aos veículos espanhóis enquanto o adversário seguia na área de combate gesticulando em busca de uma revisão de vídeo. Ryuju Nagayama é o 6º colocado do ranking mundial, uma posição a menos que Garrigos. O japonês foi quem eliminou o brasileiro Michel Augusto nas oitavas de final por punições.

 

NO JUDÔ FEMININO, SUECA SE IRRITA COM PUNIÇÃO E DISCUTE COM O ÁRBITRO

E se enganou que as tretas pararam por aí, na semifinal da categoria até 48 kg do judô entre Tara Babulfath, da Suécia, e Natsumi Tsunoda, do Japão, a sueca perdeu ao receber a terceira punição durante o golden score, discordou da marcação e bateu boca com a arbitragem.

As duas atletas tinham dupla punição durante o tempo extra. Sendo assim, qualquer novo shidô representaria a vitória. O motivo da punição foi uma defesa ilegal feita pela sueca, que ela insistiu que fosse revista.

“Teve um momento que ela desligou [a pegada da rival] com as duas mãos e teve uma desconexão do kimono. Isso não pode. O shidô foi por isso. Você pode cortar sim, mas você tem que estar com a outra mão conectada no kimono. Ela cortou com as duas mãos e foi pegar de novo, isso não pode na regra. Só que o árbitro deveria ter parado imediatamente e dado a punição. Ele deixou correr” – explicou a comentarista da TV Globo, Maria Suellen Altheman.

Após muita reclamação, Babulfath cumprimentou a adversária e, ainda protestando, deixou o tatame aceitando a derrota. Ela irá disputar a repescagem pelo bronze. Tsunoda tentará o primeiro título olímpico da carreira. Ela é tricampeã mundial.

Tradicionalmente um esporte muito disciplinado, é incomum ver cenas como essa no judô. Mesmo quando discordam de marcações, os atletas costumam acatar e deixar a área de competição sem reclamar.

(Fotos: Reprodução/COI)