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UFC 322 terá Tracy Cortez x Erin Blanchfield; veja as implicações na categoria

A categoria peso mosca feminino do UFC vive um momento mais competitivo, onde o topo do ranking está bastante definido, mas cheio de nuances que podem moldar os próximos capítulos da divisão.

A campeã Valentina Shevchenko, amplamente reconhecida como uma das maiores lutadoras de todos os tempos, segue como uma figura dominante. Porém, o cenário abaixo dela está se ajustando com novas contenders surgindo e outras buscando consolidar sua posição para desafiar a lenda do esporte.

Neste contexto, a luta entre Erin Blanchfield, atualmente 4ª colocada no ranking, e Tracy Cortez, 8ª colocada, anunciada pelo Ultimate para o UFC 322, ganhou um peso muito maior do que o simples resultado de mais um confronto no octógono.

Em 2019, as duas lutadoras já se enfrentaram no Invicta FC, onde Cortez saiu vencedora por decisão dividida. Esse histórico adiciona um tempero especial à rivalidade, com Blanchfield buscando a revanche e a oportunidade de mostrar sua evolução e crescimento desde aquele combate. No UFC 322, o duelo é praticamente uma “title elimination fight”, uma luta que, na prática, pode garantir ao vencedor a próxima chance pelo cinturão, dependendo do que acontecer com a campeã Valentina Shevchenko.

A importância desse combate não está apenas no fato de ser uma revanche, mas na janela de oportunidade que ele representa para ambas as lutadoras. Com Shevchenko provavelmente defendendo seu título contra a número 1 do ranking, a brasileira Natalia Silva, e com as números 2 e 3, Manon Fiorot e Alexa Grasso, já tendo tido suas oportunidades, a vitória no UFC 322 será crucial para se posicionar como a principal desafiante em um cenário que tende a ficar ainda mais claro e definido após a próxima defesa de título.

O caminho de Shevchenko e as possíveis implicações do resultado

Valentina Shevchenko é a maior lutadora da história do peso-mosca feminino do UFC
Valentina Shevchenko é a maior lutadora da história do peso-mosca feminino do UFC (Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Se Valentina Shevchenko confirmar sua supremacia contra Natalia Silva, que vem em ascensão como número 1, o cenário para a próxima desafiante se abre ainda mais. A vencedora entre Blanchfield e Cortez, sobretudo se for convincente, se torna a favorita natural para disputar o cinturão, pois o UFC costuma valorizar performances dominantes e a hierarquia estabelecida pelo ranking.

No entanto, há um cenário alternativo que pode complicar as coisas. Caso Natalia Silva surpreenda e conquiste o cinturão, há uma possibilidade do UFC promover uma revanche automática contra Shevchenko, dada a dominância da campeã e o histórico do esporte de valorizar revanches em disputas de título. Nesse caso, a vencedora da luta do UFC 322, por mais que tenha conquistado seu direito, pode ver seu sonho de lutar pelo cinturão ser adiado, tendo que encontrar pelo caminho antes Fiorot ou Grasso.

O futuro da divisão e o valor da luta do UFC 322

O UFC 322, com o confronto entre Erin Blanchfield e Tracy Cortez, representa muito mais do que um simples combate no card do evento. Ele simboliza a linha divisória entre as lutadoras que ainda buscam seu espaço entre as melhores da divisão peso mosca e aquelas que estão prestes a disputar o cinturão mais cobiçado da categoria.

Para as duas atletas, é uma chance de ouro não apenas para provar sua superioridade pessoal, mas também para conquistar o direito de desafiar uma campeã que, mesmo estando ainda muito bem, já começa a ser questionada por novas gerações que buscam derrubá-la. A forma como cada uma delas desempenhará nesse combate poderá definir não só suas carreiras, mas também o rumo da divisão nos próximos meses.

Entretanto, o desfecho da defesa de título de Shevchenko contra Natalia Silva será fundamental para o calendário da divisão, podendo tanto abrir caminho para uma nova desafiante como emperrar a divisão como Valentina e Alexa fizeram no passado recente.

(Imagem de capa: Invicta FC/X)