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UFC 328 pega fogo antes da luta: rivalidade entre Chimaev e Strickland sai do controle

O UFC 328 ainda nem aconteceu oficialmente, mas a sensação é que parte da luta principal já começou e provavelmente terminou com vantagem para os seguranças, que trabalharam mais do que muito árbitro em evento numerado.

A coletiva pré-luta entre Khamzat Chimaev e Sean Strickland virou um caos completo nesta quinta-feira, em Newark, com direito a policiais armados no palco, xingamentos voando de um lado para o outro, ameaças constantes e até um chute na região íntima durante a encarada final. Sim, aconteceu exatamente isso.

E honestamente? Se alguém ainda tinha dúvida sobre o nível de ódio entre os dois pesos-médios, ela provavelmente desapareceu depois de apenas cinco minutos de coletiva.

O ambiente no RWJBarnabas Health Hockey House já parecia estranho antes mesmo dos lutadores aparecerem. O público estava completamente elétrico, gritando sem parar, enquanto o UFC claramente demonstrava preocupação real com o clima do evento.

A presença de policiais armados em destaque no palco não é exatamente algo comum em coletivas da organização. Isso sozinho já mostrava que Dana White e companhia esperavam problemas. E os problemas vieram rápido.

Chimaev e Strickland transformaram coletiva em guerra

Nem houve espaço para Dana White fazer a tradicional abertura perguntando quem faria a primeira pergunta. Os insultos começaram praticamente instantaneamente, ambos estavam se coçando por esse momento.

Durante cerca de meia hora, a coletiva virou uma mistura de reality show, bar de madrugada e conferência de imprensa do UFC raiz. Perguntas importavam pouco. Bastava um olhar atravessado para Chimaev e Strickland começarem outra sequência de provocações.

E não estamos falando de trash talk leve. Os dois passaram boa parte do tempo trocando palavrões pesadíssimos em um nível que deixou até Dana White parecendo se divertir com o absurdo da situação.

Quando perguntaram ao presidente do UFC onde essa rivalidade se encaixava entre as mais intensas da história da organização, a resposta foi direta:

“Top 3 de todos os tempos.”

E sinceramente? Pode até parecer exagero no calor do momento, mas o clima realmente lembrava aquelas rivalidades antigas em que existia uma sensação genuína de perigo no ar. Não parecia promoção artificial. Estamos falando de um ódio real, com direito à ameaça de morte, que está longe de ser da boca para fora.

Nem a distância conseguiu evitar o caos

O UFC até tentou minimizar os riscos.

Diferente da configuração tradicional, Chimaev e Strickland foram colocados em extremos opostos da mesa principal. No meio deles estavam o campeão peso-mosca Joshua Van e o desafiante Tatsuro Taira, que provavelmente passaram a coletiva inteira pensando algo como: “cara… o que está acontecendo aqui?”

E convenhamos: devia ser uma experiência bem desconfortável. Van e Taira são conhecidos justamente por serem lutadores extremamente respeitosos e tranquilos. Enquanto isso, dos dois lados do palco, Chimaev e Strickland pareciam personagens de um programa policial ao vivo.

O contraste foi quase cômico. A luta entre Van e Taira, originalmente marcada para o UFC 327, acabou virando praticamente uma atração secundária escondida no meio do caos da luta principal, e faz sentido, porque esses dois não conseguiriam entregar um main-event, a verdade é essa.

E não porque a luta seja ruim, muito pelo contrário. Mas simplesmente porque toda atenção do evento foi sequestrada pela insanidade envolvendo os pesos-médios.

O chute que explodiu a coletiva do UFC 328

Se alguém achava que a situação terminaria “apenas” nos xingamentos, veio a encarada final. E aí o caos saiu oficialmente do controle.

Mesmo com seis seguranças, dois policiais e Dana White literalmente participando da separação entre os lutadores, ainda assim aconteceu contato físico.

Durante a confusão da encarada, Khamzat Chimaev acertou um chute na região íntima de Sean Strickland. Imediatamente, vários seguranças precisaram agarrar os dois lutadores e empurrá-los para fora do palco.

Por alguns segundos, a sensação era de que uma briga generalizada realmente poderia acontecer ali.

Felizmente, nenhum dos dois aparentou sofrer dano sério, mas o episódio aumentou ainda mais a tensão para o restante da semana do UFC 328.

Porque ainda existe mais uma encarada pela frente: a pesagem cerimonial de sexta-feira. E agora existe uma pergunta inevitável: quantos seguranças o UFC vai precisar colocar entre esses dois?

Dana White claramente ama o caos

Se existe alguém que parecia confortável no meio de toda essa loucura, esse alguém era Dana White. Em determinado momento, o presidente do UFC até brincou com uma declaração recente de Strickland.

“Segundo minha terapeuta, eu sou um sociopata”, disse White sorrindo. “Então por que eu não gostaria de ter uma encarada aqui hoje?”

E essa frase resume muito do que o UFC representa em grandes rivalidades.

Porque, goste ou não, rivalidade real vende luta. O público percebe quando existe animosidade genuína entre dois atletas. E no caso de Chimaev e Strickland, ninguém parece estar atuando.

Os dois claramente querem se destruir.

UFC 328 ganha clima raro de grande luta

O UFC vive constantemente tentando promover rivalidades intensas, mas nem sempre consegue criar algo autêntico. Muitas vezes o trash talk parece ensaiado, exagerado ou simplesmente artificial.

Com Chimaev e Strickland, a sensação é completamente diferente. Existe tensão legítima. Existe desconforto real. E existe aquela energia imprevisível que transforma certos eventos em algo muito maior do que apenas um card numerado comum.

O Prudential Center provavelmente terá uma atmosfera absurda no sábado. O público já comprou totalmente o caos dessa rivalidade, e agora resta saber até onde isso vai.

Porque quando até a coletiva precisa de policiamento reforçado, talvez o UFC tenha encontrado algo raro novamente: uma rivalidade que ultrapassou a promoção e virou pessoal de verdade. E isso costuma ser combustível perfeito para grandes lutas.

Foto: Matt Davies/Ag Fight