UFC Londres: Evloev x Murphy
Lutas UFC

UFC Londres – Evloev x Murphy; confira tudo sobre o evento deste sábado

O UFC Londres volta a ocupar a O2 Arena com um card que traduz bem o momento atual da organização: mistura de atletas invictos, prospectos em ascensão e nomes já consolidados tentando se manter relevantes. Mais do que um evento com apelo local, o show em Londres apresenta combates que podem mexer diretamente com o futuro de diferentes categorias.

A luta principal entre Movsar Evloev e Lerone Murphy é o grande eixo da noite, mas o restante do card sustenta o evento com confrontos que carregam suas próprias narrativas. Entre eles, o duelo de prospectos entre Luke Riley e Michael Aswell Jr., o embate técnico entre Michael Page e Sam Patterson, além da luta de afirmação nos médios entre Roman Dolidze e Christian Leroy Duncan.

Confira a prévia do UFC Londres:

Lerone Murphy x Movsar Evloev

Invencibilidade em jogo, estilos contrastantes e um possível salto rumo ao title shot nos penas. O confronto entre Movsar Evloev e Lerone Murphy reúne todos os elementos de uma luta com impacto real no ranking do UFC.

Evloev é, antes de tudo, um lutador de controle. Seu grappling é consistente, sua tomada de decisão é segura e seu estilo gira em torno de reduzir riscos. Ele não precisa dominar de forma espetacular para vencer, basta ser mais eficiente ao longo dos rounds. É o tipo de atleta que acumula vitórias sem necessariamente empolgar, mas que se torna cada vez mais difícil de ser ignorado na corrida pelo cinturão dos penas do UFC.

Murphy oferece um contraponto interessante. Mais solto em pé, com boa movimentação e capacidade de adaptação, o britânico trabalha melhor em cenários abertos. Ele não depende de um único plano de luta, o que pode ser crucial contra um adversário tão disciplinado taticamente.

O fator casa pode ter influência. Lutando em Londres, Murphy tende a crescer com o apoio do público, especialmente em rounds equilibrados. Ainda assim, Evloev já mostrou maturidade suficiente para lidar com pressão externa. A luta deve ser definida na disputa de território: ou o russo impõe seu grappling, ou o britânico mantém a luta em pé e transforma o combate em algo mais imprevisível.

Luke Riley x Michael Aswell Jr.

O duelo entre Luke Riley e Michael Aswell Jr. representa bem o estágio intermediário de construção dentro do UFC. São dois lutadores que ainda não enfrentaram a elite da divisão, mas que começam a dar passos mais firmes em direção a esse nível.

Riley chega com invencibilidade e expectativa. Seu estilo agressivo, baseado em pressão e volume, costuma funcionar bem contra adversários que demoram a se ajustar. Lutando em casa, ele tende a iniciar o combate ditando o ritmo, tentando impor intensidade desde os primeiros minutos.

Aswell aparece como o típico adversário perigoso fora dos holofotes. Sem a mesma carga de expectativa, ele pode atuar com mais liberdade, explorando erros e aproveitando brechas. Esse tipo de perfil costuma complicar favoritos, principalmente quando a luta entra em fases mais equilibradas.

O combate deve ser definido na capacidade de adaptação. Se Riley conseguir manter o controle desde o início, pode encaminhar a vitória. Mas se Aswell sobreviver à pressão inicial e ajustar sua estratégia, o cenário pode mudar rapidamente. Fato é que essa é uma luta que o UFC casou muito bem, com dois lutadores dispostos a vencer a todo custo dentro da maior organização de MMA do mundo.

Michael Page x Sam Patterson

O confronto entre Michael Page e Sam Patterson é, possivelmente, o mais técnico do card principal. Page é um striker refinado, com estilo pouco ortodoxo e controle absoluto de distância. Sua movimentação constante e precisão nos golpes fazem dele um adversário difícil de ser pressionado.

Ele raramente luta fora do seu ritmo. Quando consegue impor seu jogo, transforma o combate em uma espécie de xadrez em pé, onde cada movimento é calculado. Esse tipo de abordagem costuma frustrar adversários mais agressivos.

Patterson entra como o oposto em termos de momento. Mais jovem e em crescimento, ele aposta em agressividade e volume. O desafio será justamente encontrar o equilíbrio entre pressionar e não se expor. Contra Page, qualquer erro pode ser punido com precisão.

A luta tende a girar em torno de controle de espaço. Se Page mantiver a distância, terá vantagem. Se Patterson conseguir encurtar e transformar o combate em trocação franca, o cenário muda.

Roman Dolidze x Christian Leroy Duncan

Roman Dolidze e Christian Leroy Duncan protagonizam uma luta com forte caráter de afirmação na divisão dos médios do UFC. Dolidze já enfrentou nomes relevantes no UFC e chega com mais experiência em combates de alto nível. Seu estilo é físico, direto e baseado em pressão. Ele tenta reduzir o espaço do adversário e transformar a luta em um confronto de força, onde sua resistência e potência fazem diferença.

Duncan representa a nova geração. Mais dinâmico, com melhor movimentação e abordagem mais moderna, ele tenta usar velocidade e variação de golpes para neutralizar adversários mais físicos. Lutando em casa, terá o apoio do público como um fator adicional. O combate deve ser decidido pelo ritmo. Se Dolidze conseguir travar a luta, leva vantagem. Se Duncan mantiver fluidez, pode controlar as ações.

Iwo Baraniewski x Austen Lane

O confronto entre Baraniewski e Lane adiciona ao card o elemento clássico dos pesos-pesados: imprevisibilidade. Em lutas dessa categoria, a margem para erro é mínima, já que um único golpe pode definir o resultado.

Ambos os lutadores carregam poder de nocaute, o que naturalmente transforma o combate em uma disputa de momentos. Não se trata apenas de técnica, mas de quem consegue impor sua força no momento certo. Esse tipo de luta costuma ser mais curta, mas intensa. Mesmo sem grande construção tática e técnica, o risco constante mantém o nível de atenção alto do início ao fim.

Kurtis Campbell x Danny Silva

Fechando o card principal do UFC Londres, o duelo entre Kurtis Campbell e Danny Silva traz um contraste interessante entre volume e estratégia. Campbell tende a trabalhar com pressão e constância, buscando desgastar o adversário ao longo dos rounds.

Silva, por outro lado, aposta em leitura de luta e ajustes. É um lutador que costuma crescer com o passar do combate, aproveitando erros e mudanças de ritmo. Esse tipo de confronto, menos explosivo e mais técnico, pode acabar sendo um dos mais equilibrados da noite. A definição deve passar pela capacidade de adaptação e controle emocional em momentos importantes.

Participação brasileira no card

No card preliminar, três brasileiros representam o país. Após duas derrotas nas suas duas primeiras lutas no UFC, Ravena Oliveira tenta se recuperar contra a local Shanelle Dyer. Outro que busca afirmação na organização é Antonio Trocoli, que enfrenta Mantas Kondratavicius, um perigoso lituano que faz a sua estreia no UFC após garantir sua vaga via Contender Series.

Por falar em enfrentar adversários perigosos, Felipe Franco tem o maior desafio da noite para os brasileiros. Ele enfrenta o português Mario Pinto, invicto na carreira. Franco finalmente faz a sua estreia no UFC após ter perdido no Contender Series no ano passado.

Onde assistir e horários do UFC Londres:

O UFC Londres começa às 14h, com o card preliminar. O card principal, por sua vez, tem início previsto para às 17h. A transmissão será exclusiva do Paramount+.

Confira o card completo do UFC Londres:

Card principal

Lerone Murphy x Movsar Evloev
Luke Riley x Michael Aswell Jr.
Michael Page x Sam Patterson
Iwo Baraniewski x Austen Lane
Roman Dolidze x Christian Leroy Duncan
Kurtis Campbell x Danny Silva

Card preliminar

Mason Jones x Axel Sola
Nathaniel Wood x Losene Keita
Mario Pinto x Felipe Franco
Mantas Kondratavicius x Antonio Trocoli
Louis Sutherland x Brando Pericic
Shem Rock x Abdul-Kareem Al-Selwady
Shanelle Dyer x Ravena Oliveira

(Foto: Divulgação/UFC)