O UFC Vancouver, marcado para o próximo sábado (18), promete ser um dos eventos mais relevantes do segundo semestre. Realizado na Rogers Arena, em British Columbia, o card mistura nomes consolidados e talentos locais em busca de afirmação.
Entre os destaques, três lutadores se sobressaem como apostas para sair fortalecidos da noite. Cada um, em contextos diferentes, carrega uma oportunidade clara de avançar em suas trajetórias — e o evento pode ser decisivo para o futuro de todos eles.
Brendan Allen: a chance de provar que pertence à elite
Brendan Allen chega ao main event do UFC Vancouver com uma missão clara: consolidar-se entre os melhores pesos-médios do mundo. Originalmente fora do card, ele entrou de última hora para substituir Anthony Hernandez e enfrentar Reinier de Ridder, ex-campeão duplo do ONE Championship e candidato ao title shot do UFC.
O duelo, que será o evento principal da noite, é um choque de estilos. De Ridder é conhecido por seu grappling sufocante, mas Allen — um faixa-preta de jiu-jítsu com bom volume em pé — garante que o holandês “nunca enfrentou alguém como ele”. Em entrevista ao MMA Mania, o canadense afirmou que não teme o jogo de solo do rival e que está confiante em vencer com autoridade.
A confiança tem base. Allen vem de uma vitória sólida sobre Marvin Vettori no UFC 318, um resultado que o recolocou nos trilhos após derrotas para Anthony Hernandez e Nassourdine Imavov. Com 13 vitórias no UFC, ele já se consolidou como um nome regular no top 10, mas ainda busca aquele triunfo que o coloque de vez na conversa pelo cinturão.
Se vencer De Ridder, um atleta que chega ao Ultimate com enorme reputação, Allen pode finalmente conquistar o status de “contender legítimo” — e, com isso, abrir caminho para enfrentar nomes como Sean Strickland ou Dricus du Plessis em 2026.
Mike Malott: o orgulho canadense e o seu maior desafio no UFC
No co-main event, o canadense Mike Malott terá a luta mais importante de sua carreira. Ele enfrentará Kevin Holland, um dos lutadores mais carismáticos e perigosos da divisão dos meio-médios. Para Malott, o combate representa mais do que uma chance de subir no ranking — é uma oportunidade de provar que pode competir com veteranos estabelecidos.
A luta tem ingredientes de sobra para ser a “Fight of the Night”. Holland é conhecido por seu estilo imprevisível e provocador, enquanto Malott costuma pressionar desde o primeiro minuto, combinando técnica e força.
Malott já demonstrou evolução constante desde sua estreia no UFC. Suas vitórias anteriores vieram de maneira dominante, mostrando poder de nocaute e um jiu-jítsu eficiente. Agora, enfrentando um adversário que já cruzou o caminho de nomes como Stephen Thompson e Khamzat Chimaev, o canadense pode provar que pertence à elite da categoria — especialmente se vencer com estilo diante de sua torcida.
Aiemann Zahabi: o retorno do veterano em busca de afirmação
Fechando a lista dos nomes a observar, Aiemann Zahabi entra em ação contra Marlon Vera, em um duelo válido pelo peso-galo (61 kg). O combate carrega um sabor especial: é o retorno de Zahabi a um palco canadense, e ele chega embalado após vencer José Aldo no UFC 315.
Zahabi, irmão do renomado treinador Firas Zahabi, do Tristar Gym, sempre foi visto como um lutador técnico e cerebral, mas por vezes discreto. Agora, aos 38 anos, ele busca um segundo ato em sua carreira. Enfrentar Marlon Vera — um ex-desafiante ao cinturão, conhecido por sua agressividade e durabilidade — é um teste de fogo, mas também uma chance de mostrar que ainda tem lenha para queimar.
Vera, por outro lado, tenta se recuperar após um período instável. Isso torna o duelo uma colisão de estilos: técnica refinada contra força bruta. Se Zahabi conseguir impor seu ritmo, pode dar um passo importante para entrar ao top 10 e recolocar o Canadá no mapa dos pesos-galos.
(Foto: Louis Grasse/PxImages)