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Copa do Brasil Futebol

Vasco esbarra no “quase” na Copa do Brasil e cria novo trauma no torcedor

Todo o ambiente positivo estava preparado para o Vasco na tarde de domingo (21), com uma ótima temperatura para os cariocas aproveitarem as ruas do Rio de Janeiro e iniciarem uma festa total em caso de título cruzmaltino, uma torcida sofrida que lotou as arquibancadas do Maracanã e desde as primeiras horas do dia esteve reunida com milhares de pessoas em diferentes pontos da cidade. A expectativa havia crescido principalmente depois de um desempenho tão positivo no jogo de ida da Copa do Brasil, mas o futebol aprontou e a irregularidade que incomodou tanto o Gigante da Colina na reta final da temporada voltou a surgir, justamente no momento mais decisivo e importante de sua história nos últimos anos.

Como foram construídos os gols do Corinthians sobre o Vasco

Considerando principalmente que Fernando Diniz é apontado por muitos elogiosos de seus trabalhos como um grande estudante das ações de jogo, acaba sendo desalentador que dois gols tenham sido sofridos em jogadas de transições rápidas, sendo este um desenho favorável, mas acima de tudo previsível adotado pelo Corinthians desde a escalação inicial sem a presença de Rodrigo Garro. No primeiro gol, Matheuzinho aproveitou liberdade concedida por Cuesta e Léo Jardim ficou no meio do caminho na tentativa do corte, fatores que colaboraram para Yuri Alberto marcar o gol (além de ter esbanjado categoria individual com uma ótima “matada” na bola”).

No segundo gol, tivemos um erro crasso de Puma Rodríguez (pior jogador em campo), dando a bola para o Timão justamente no momento em que mais da metade dos jogadores cruzmaltinos estavam na fase de ataque. A reposição deveria ter sido perfeita, mas a própria desvantagem numérica impediu que a marcação conseguisse se ajustar depois de um excelente lance individual construído por Breno Bidon, cujo venceu duelo individual com Barros e foi responsável direto pelo decisivo gol de Memphis Depay.

A torcida apoiou bastante no primeiro tempo e seguiu cantando alto após o gol sofrido na etapa inicial, tendo sido importante na reação psicológica dos jogadores do Vasco na busca pelo empate com a cabeçada fulminante de Nuno Moreira (em mais um erro individual na decisão), mas o 2º gol foi catalizador e trouxe novamente todos os traumas de um time que completará 15 anos sem levantar nenhuma taça nacional/internacional, permitindo-se ser dominada pela torcida do Timão durante o restante da etapa complementar.

Diante de um time muito bem comportado fisicamente e emocionalmente (levando o Vasco para pequenas confusões arranjadas em catimbas), somente uma chance real de gol surgiu para o Gigante da Colina, quando Rayan cobrou falta com muita força e exigiu grande defesa de Hugo Souza, um dos principais rostos na conquista do Timão.

Vasco está de ressaca total após fim de ano decepcionante

O clima de “terra arrasada” não pode contaminar um Vasco que superou suas expectativas na Copa do Brasil e chegou onde o torcedor não imaginava inicialmente, mas o 14º lugar no Brasileirão é um sinal de que o trabalho poderia ter sido conduzido da melhor forma, considerando também os vexames sofridos na Copa Sul-Americana. Mas o torcedor certamente não quer saber disso agora, está de ressaca, depois de ver seu jejum de títulos ampliado e mais uma vez o Corinthians em seu caminho nas decisões.

Imagem: AGIF