Ryan Reynolds cumprimenta os torcedores do Wrexham, clube do qual é proprietário, na partida contra o Milton Keynes Dons.
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Wrexham bate na trave e já planeja salto rumo à Premier League na próxima temporada; confira

O Wrexham viu o sonho do acesso à elite inglesa escapar por muito pouco. Após o empate em 2 a 2 com o Middlesbrough na última rodada, o clube terminou na sétima posição da EFL Championship, apenas dois pontos atrás da zona de playoffs.

A vaga ficou com o Hull City, que venceu o Norwich City e garantiu o sexto lugar. Para o Wrexham, restou a frustração momentânea, mas também um sentimento de orgulho pela campanha histórica.

Afinal, esta foi a melhor temporada do clube em seus 162 anos de existência, além de marcar o retorno à segunda divisão inglesa após mais de quatro décadas. Um salto impressionante para um time que estava fora da Football League até 2023.

Aprendizado pode ser chave para evolução

Apesar do gosto amargo no fim, a temporada deixa lições importantes. O time comandado por Phil Parkinson mostrou competitividade, mas também revelou fragilidades que custaram caro na briga pelo acesso.

Foram 14 empates ao longo da campanha, além de 24 pontos desperdiçados em jogos que o time chegou a estar vencendo. Números que ajudam a explicar por que a equipe ficou fora do G6 por margem tão pequena.

Por outro lado, o Wrexham também demonstrou poder de reação, recuperando 23 pontos em partidas nas quais saiu atrás no placar. Um indicativo de força mental, mas que não compensa a falta de consistência.

Mercado será decisivo para próximo passo

O clube investiu pesado na última janela, contratando 13 jogadores e elevando o nível do elenco. Agora, a tendência é de ajustes mais pontuais, buscando qualidade em posições específicas.

A filosofia deve seguir a mesma: decisões duras e foco no desempenho. O crescimento recente do Wrexham passou justamente por uma postura firme na reformulação do elenco, sem espaço para acomodação.

Para dar o próximo passo, o clube precisará manter essa agressividade no mercado, mas com mais precisão nas escolhas.

Defesa é principal problema a ser resolvido

Se há um ponto claro a ser corrigido, é o sistema defensivo. O Wrexham sofreu 65 gols na temporada, um dos piores números entre os times da parte de cima da tabela.

Para efeito de comparação, o campeão Coventry City sofreu 20 gols a menos. A diferença mostra o quanto a defesa foi determinante para o desfecho da campanha.

O ataque conseguiu mascarar parte do problema, mas em uma disputa equilibrada como a Championship, esse tipo de fragilidade costuma custar caro.

Goleiro e alas são prioridades no elenco

Outra questão importante está no gol. O Wrexham terminou a temporada sem um titular absoluto na posição. Arthur Okonkwo teve bons momentos, mas ainda apresenta falhas, enquanto Danny Ward alternou atuações seguras com erros decisivos.

A tendência é que o clube busque um goleiro mais completo, capaz de oferecer segurança e liderança defensiva.

Além disso, o sistema com alas exige velocidade e intensidade, algo que faltou em vários momentos da temporada. Jogadores como Issa Kabore e Liberato Cacace sofreram com lesões e irregularidade, o que prejudicou o funcionamento da equipe.

Futuro é promissor mesmo sem acesso

Mesmo sem o acesso, o cenário para o Wrexham é positivo. O clube mostrou que pode competir em alto nível e já construiu uma base sólida para a próxima temporada.

A experiência adquirida, aliada a ajustes pontuais no elenco, pode transformar a frustração atual em combustível para uma campanha ainda mais forte.

Se conseguir corrigir seus principais problemas e manter o nível competitivo, o Wrexham entra como um dos favoritos na próxima edição da Championship. E, dessa vez, com ainda mais argumentos para brigar por uma vaga na Premier League que pode ser o maior momento da história do clube.