O defensor Dan Ballard destacou que a contratação de Granit Xhaka foi determinante para elevar o patamar do Sunderland, permitindo que a equipe competisse de igual para igual na metade superior da tabela da Premier League. O meio-campista foi um dos principais reforços trazidos na última janela de transferências de verão, após o clube garantir o acesso à elite inglesa por meio dos playoffs da Championship. Aos 33 anos, o suiço chegou ao clube vindo do Bayer Leverkusen e rapidamente recebeu a braçadeira de capitão.
Sua presença e liderança tiveram efeito imediato em um elenco que conseguiu se adaptar com rapidez às exigências do mais alto nível do futebol inglês. Atualmente, o Sunderland ocupa a oitava colocação na Premier League, apenas dois pontos atrás do G4, após a vitória por 1 a 0 no clássico contra o Newcastle, disputado no último domingo. Ballard, zagueiro titular e integrante da seleção da Irlanda do Norte, relembrou que fazia parte das categorias de base do Arsenal na época em que Xhaka atuava pelos Gunners.
Em entrevista ao programa Football Focus, ele confessou surpresa com o impacto do suíço: “Ele é um jogador incrível. Fiquei realmente surpreso quando sua contratação foi confirmada. Não sabia exatamente o que esperar, mas jamais imaginei que alguém pudesse transformar tanto o time como ele transformou”. Com sete vitórias e apenas quatro derrotas em 16 partidas disputadas na liga, Ballard associa diretamente esse desempenho à mentalidade vencedora trazida por Xhaka nesta temporada pelo Sunderland.
Apesar de Xhaka ser recém-chegado ao clube, Ballard defende o Sunderland desde 2022 e teve papel decisivo na campanha que garantiu o acesso na temporada passada. Antes de se transferir, ele não havia disputado nenhuma partida pela equipe principal do Arsenal ao longo de três temporadas. Hoje, consolidado como jogador da Premier League e presença constante na seleção norte-irlandesa, o zagueiro reconhece que sua trajetória não foi simples.”Eu nunca fui exatamente o destaque da minha geração ou algo do tipo”, relembrou.
Além das atuações consistentes de Xhaka e Ballard nas rodadas recentes, o treinador dos Black Cats também tem sido amplamente elogiado. O francês Régis Le Bris assumiu o comando da equipe no verão de 2024, e sua leitura tática tem sido fundamental para os resultados expressivos do Sunderland. Entre os destaques estão a vitória fora de casa sobre o Chelsea, os empates contra Arsenal — atual líder — e Liverpool, campeão vigente, em Anfield, além do triunfo sobre o rival Newcastle no último fim de semana.

Como Granit Xhaka elevou os padrões do Sunderland e ajudou o clube a se estabelecer entre os líderes da Premier League
A chegada de Granit Xhaka ao Sunderland tem sido um dos principais fatores por trás da campanha surpreendente do clube na Premier League. Mais do que agregar qualidade técnica ao meio-campo, o suíço promoveu uma mudança profunda na mentalidade do elenco, elevando os padrões internos e impulsionando o time a se firmar na parte alta da classificação.
Desde os primeiros dias no clube, Xhaka assumiu naturalmente uma posição de comando. Com passagens relevantes por Arsenal e Bayer Leverkusen, além de vasta experiência internacional, ele introduziu uma cultura de exigência constante, tanto nos treinamentos quanto nas partidas oficiais. De acordo com companheiros, o impacto foi imediato: intensidade elevada, foco competitivo e cobrança diária passaram a definir o ambiente do grupo.
Dentro das quatro linhas, Xhaka oferece equilíbrio e segurança. Sua capacidade de organizar a saída de bola, controlar o ritmo do jogo e proteger o setor defensivo tem sido essencial para dar solidez ao Sunderland diante de adversários mais experientes da elite inglesa. Soma-se a isso sua inteligência tática e precisão nos passes, que permitem à equipe manter a posse e administrar momentos decisivos das partidas.
Os efeitos dessa liderança aparecem diretamente nos resultados. O Sunderland não apenas compete, mas demonstra regularidade contra times do topo da tabela, apresentando uma campanha madura para um elenco majoritariamente jovem. Xhaka atua como um verdadeiro “termômetro competitivo”: quando a intensidade diminui, ele reage imediatamente; quando é necessário acalmar o jogo, assume o controle.
Fora de campo, sua influência também é notável. Atletas mais jovens passaram a adotar uma postura mais profissional, espelhando-se nos hábitos, na disciplina e na mentalidade do capitão. A mensagem transmitida é clara: o desempenho diário precisa refletir as ambições do clube.
Com Xhaka como referência, o Sunderland deixou de ser apenas uma grata surpresa da temporada e passou a ser visto como uma equipe sólida e respeitada na Premier League. A combinação entre liderança, experiência e rendimento técnico explica por que os Black Cats conseguiram elevar o nível e se consolidar entre os primeiros colocados.

Xhaka reencontrou seu melhor futebol no Sunderland após duas temporadas no Bayer Leverkusen?
A transferência de Granit Xhaka para o Sunderland na temporada 2025-26 reacendeu o debate sobre o melhor momento de sua carreira recente, especialmente em comparação com os dois anos anteriores defendendo o Bayer Leverkusen, na Bundesliga — uma liga conhecida por seu alto nível tático — e agora na Premier League, considerada uma das competições mais físicas e intensas do futebol mundial.
Xhaka deixou o clube alemão após duas temporadas marcadas por sucesso coletivo, sendo peça importante em um elenco campeão da Bundesliga e da Copa da Alemanha. Foram mais de 60 partidas disputadas, com contribuições frequentes em gols e assistências. Na temporada 2024/25, atuou em 33 jogos, exercendo papel central na organização do meio-campo e na criação ofensiva dos Werkself, além de ajudar o time a se manter competitivo tanto no cenário doméstico quanto europeu.
No Sunderland, entretanto, sua função passou por uma transformação significativa. Alçado à condição de capitão logo no início da temporada, Xhaka trouxe não apenas conhecimento tático, mas também uma liderança que se tornou um dos pilares da campanha surpreendente do clube na Premier League.
Enquanto no Bayer Leverkusen ele atuava em um sistema já consolidado, com domínio de posse e controle do ritmo, na Inglaterra passou a ser o organizador e estabilizador de um time recém-promovido, constantemente testado em duelos físicos intensos e transições rápidas — um desafio que ele tem enfrentado com eficiência.
Já com a camisa do Sunderland, seus números em passes progressivos, criação de jogadas e influência no meio-campo se destacam, mesmo em um campeonato mais imprevisível e exigente fisicamente do que a Bundesliga. Seu papel tornou-se mais abrangente: além de ditar o ritmo, assume responsabilidades defensivas e mentais, orientando jogadores mais jovens e influenciando diretamente o comportamento coletivo.
Essa influência se reflete na posição atual da equipe na tabela, figurando entre os primeiros colocados — um cenário inesperado para um clube promovido e inicialmente apontado como candidato à luta contra o rebaixamento.
Em comparação, é possível afirmar que Xhaka encontrou no Sunderland um papel ainda mais central do que tinha no Leverkusen. De maestro da posse de bola, passou a ser um verdadeiro eixo emocional e tático da equipe. Se na Bundesliga seu desempenho era marcado pela eficiência em um sistema estruturado, na Premier League ele se consolidou como referência técnica, física e de liderança em um contexto de maior intensidade.
A adaptação bem-sucedida ao futebol inglês indica que, sim, Xhaka vive um momento de grande impacto — talvez até mais visível e determinante do que em seus últimos anos na Alemanha.
Se isso representa o “melhor futebol” de sua carreira recente, a resposta depende do critério adotado: tecnicamente, sua passagem pela Bundesliga foi de altíssimo nível; porém, em termos de influência global e capacidade de transformar a trajetória de uma equipe inteira, sua atuação no Sunderland tem se mostrado ainda mais significativa — confirmando-o não apenas como um veterano em forma, mas como um protagonista da Premier League.
(Foto: Getty Images)