A seleção estadunidense feminina de vôlei está classificada para a final das Olimpíadas de Paris. Os Estados Unidos derrotaram a Seleção Brasileira por 3 a 2, na tarde desta quinta-feira (8), na capital francesa. A equipe norte-americana estará novamente na disputa pela defesa do título conquistado em Tóquio.
Como foi o jogo?
O jogo das semifinais das Olimpíadas começou com os Estados Unidos abrindo uma vantagem grande, de cinco pontos. A linha de recepção brasileira estava bastante pressionada e com dificuldades no passe. Porém, na passagem de saque de Ana Cristina, o Brasil voltou para o jogo, com a relação bloqueio e defesa funcionando, com Carol e Tainara. A vantagem estadunidense se reduziu para um ponto nas Olimpíadas.
O set voltou a ter mais equilíbrio por parte das duas equipes, mas com a seleção brasileira tendo que correr atrás nas viradas de bola. E diante desse cenário, o Brasil não apenas correu atrás como virou a partida, com um nível de intensidade nos bloqueios muito grande, parando as atacantes estadunidenses. Porém, a seleção norte-americana teve ótima passagem com Washington, e elas voltaram a ficar na frente do placar. E Plummer fechou a primeira parcial em 25 x 23.
O segundo set nas semifinais das Olimpíadas começou com uma sequência do fim do primeiro: muito equilíbrio, e nenhuma das equipes abrindo vantagem. Dessa vez, a seleção dos Estados Unidos teve de correr atrás do placar. Nesse cenário, o Brasil conseguiu abrir uma pequena vantagem com os bloqueios funcionando novamente, especialmente na Skinner, que estava recebendo muitas bolas.
Outro detalhe para essa vantagem da seleção brasileira foi a excelente passagem de saque de Thaísa, que conseguiu criar raízes no serviço e forçou um tempo técnico dos EUA. Mas o bloqueio verde e amarelo seguiu muito intenso, e a vantagem brasileira aumentou para pelo menos quatro pontos. Essa diferença foi se alterando até o fim do set, mas o Brasil fechou a parcial em 25 x 18.
A tônica do jogo no terceiro set foi a mesma de muito equilíbrio, até que os Estados Unidos abriram uma rápida vantagem no começo da parcial. Os bloqueios norte-americanos começaram a funcionar nas atacantes brasileiras e o saque delas dificultou a linha de recepção do Brasil. A vantagem estadunidense estava na casa dos seis pontos.
E essa vantagem norte-americana foi aumentando cada vez mais. A dificuldade de passar pelo lado brasileiro acabou deixando óbvio os ataques pelas pontas, facilitando a leitura das bloqueadoras dos Estados Unidos. Nesse cenário bastante tranquilo para as estadunidenses, elas fecharam em 25 a 15.
O quarto set começou nervoso para o lado brasileiro e as estadunidenses abriram uma pequena vantagem de três pontos. Mas, o Brasil rapidamente voltou para o jogo, novamente com o bloqueio e a defesa. O jogo, nesse momento, voltou a ter muito equilíbrio e com as duas equipes elevando cada vez mais o nível de intensidade, principalmente o time brasileiro.
Ana Cristina teve outra ótima passagem pelo saque e deu a possibilidade do Brasil abrir uma vantagem, mesmo que de apenas dois pontos. E a ponteira brasileira foi a grande destaque da parcial, permitindo ao time verde amarelo fazer as viradas de bola e manter o prejuízo para o lado estadunidense. Firme no jogo, o Brasil foi consistente em termos ofensivos e fechou o set em 25 a 23 e levou o jogo para o tie-break.
No quinto e decisivo set, o equilíbrio visto durante todo o jogo se intensificou, chegando ao ápice da concentração para as duas equipes. O bloqueio brasileiro apareceu e mais uma passagem produtiva de Ana Cristina deram uma pequena vantagem para o time verde e amarelo.
Depois de um rally de 36 segundos, as estadunidenses voltaram a empatar e passar na frente do placar no tie-break. Não apenas passou a frente como abriu vantagem e fechou a parcial em 15X11.
Olimpíadas
Agora, o Brasil disputará a medalha de bronze, enquanto os Estados Unidos irão para a decisão do ouro. As duas seleções esperam o duelo entre Itália e Turquia para saberem seus adversários.