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Futebol Série B

Santos mantém planos de mandar jogos em São Paulo, mas esbarra na falta de estádios

Com o objetivo de penetrar camadas além da baixada santista, o Santos mantém o planejamento de mandar jogos fora da Vila Belmiro. Porém, a direção do Peixe tem encontrado dificuldades para encontrar estádios para receber jogos do time na Série B do Brasileirão. A preferência tem sido por partidas que sejam realizadas em São Paulo.

O sucesso de público em partidas no Morumbis e na Neo Química Arena nas finais do Campeonato Paulista, animaram o presidente Marcelo Teixeira, que permanece buscando alternativas. No entanto, o Santos vem tropeçando na falta de opções na capital paulista, já que a diretoria do clube não tem conseguido a liberação junto aos rivais. Havia um plano, por exemplo, de mandar o confronto diante do Avaí, no estádio do Morumbis, casa do São Paulo.

Vamos estudar (jogos fora da Vila Belmiro) de acordo com o andamento da competição. Tínhamos interesse em transferir o jogo do Avaí, deste sábado, da Vila Belmiro. Mas nós não conseguimos estádio, em termos de locação, para jogar em São Paulo”.

Nossa pretensão não foi alcançada. Então, continuaremos jogando na Vila Belmiro até termos estádio, que pode ser o Pacaembu, ou outro que nós estejamos planejando para transferir os jogos da Vila”.

— declarou Marcelo Teixeira em entrevista coletiva nessa quarta.

Santos aguarda a liberação do Pacaembu para mandos em SP

Com a reforma do estádio do Pacaembu na reta final, e a aquisição do local pela iniciativa privada, o Santos espera tê-lo como sua segunda casa durante a campanha em que busca o retorno à primeira divisão. Em março, o clube e a concessionária Allegra Pacaembu, responsável pelo local, assinaram uma carta de intenções para utilização do espaço. 

O Peixe aguarda pela finalização das obras para definir o jogo que marcará a reinauguração do estádio, além da utilização do espaço em mais partidas na capital paulista. Em abril, Marcelo Teixeira revelou a proposta do departamento de futebol em ter até sete partidas como mandante em outras localidades. Estádios como o Maracanã e Mané Garrincha foram cogitados, porém, não foram adiante. O estádio do Café, em Londrina, foi a primeira e única experiência do Santos até aqui, mas acabou sendo negativa, diante da derrota da equipe para o Botafogo-SP, num jogo que fez parte da série de quatro partidas sem vencer, e derrubou o Alvinegro na tabela.

Além do revés, a logística também falhou e sofreu críticas, já que a delegação santista passou seis horas na estrada, numa viagem de ônibus entre Londrina e Novo Horizonte, onde o Santos enfrentou o Novorizontino no Jorge Ismael de Biasi. Posteriormente, Marcelo Teixeira reconheceu o problema que fez a equipe disputar quatro jogos longe da baixada santista e permanecesse quase um mês fora da Vila Belmiro.

Diante da crise em campo, a diretoria suspendeu o planejamento de jogos em outros locais. A Vila foi determinante na recuperação do Santos nas cinco partidas seguintes, onde venceu quatro e empatou uma, na campanha de dez jogos de invencibilidade, que levaram o Peixe de volta à liderança da Série B.

Numa situação mais cômoda na temporada, o Santos retomou o projeto de mandar partidas fora de seu estádio. Contudo, para evitar o desgaste causado pelo confronto e revés em Londrina, a prioridade é mandar partidas em São Paulo.

O plano de atuar mais na capital e utilizar futuramente o novo Pacaembu afetaram também, as tratativas entre o Santos e a WTorre para a construção da Nova Vila Belmiro. Após o final da administração Andrés Rueda, a gestão Marcelo Teixeira renegociou com a construtora um número maior de partidas da equipe fora de casa, durante a ampliação do estádio.

Projeto do novo estádio do Santos
Foto: Divulgação/WTorre