Na noite desta quinta-feira (15), o Athletico derrotou o Belgrano pelo placar de 2 a 1 na Ligga Arena, na partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Os argentinos abriram o placar nos primeiros minutos de jogo, com Franco Jara, enquanto Erick e Christian viraram o jogo para o time paranaense.
Belgrano marca nos primeiros segundos, mas Athletico consegue o empate
Logo aos 25 segundos, a equipe de Córdoba conseguiu abrir o marcador. Em um cruzamento de Velázquez pela esquerda, Franco Jara se posicionou no meio da área e cabeceou para o fundo da rede, tirando o zero do placar em Curitiba. Aos 6 minutos, Cuello fez o cruzamento, a defesa argentina afastou, Mastriani e Christian disputaram a bola, que caiu nos pés de João Cruz, que finalizou perto do gol defendido por Chicco.
Aos 18 minutos, o uruguaio Agustín Canobbio cruzou para Christian, que subiu e cabeceou no meio do gol, nas mãos de Ignacio Chicco. Aos 27 minutos, o Belgrano teve mais uma chegada: em uma falta cobrada por Metilli, a bola resvalou na barreira, e Quignón pegou a sobra, mas a bola foi para fora.
Três minutos depois, Fernandinho fez um passe primoroso para Erick, que dominou e chutou, mas a bola passou raspando a trave e não entrou. Aos 37 minutos, Esquivel bateu uma falta e Chicco fez uma bela defesa, concedendo escanteio ao Furacão. Não demorou muito para o gol de empate do Athletico sair, apenas três minutos depois: aos 40 da primeira etapa, Esquivel cruzou do lado esquerdo, e Erick subiu entre os dois marcadores do Belgrano para cabecear para o fundo do gol de Chicco, igualando o marcador na Ligga Arena.
Na segunda etapa, a virada athleticana acontece
A pressão do Athletico começou logo aos cinco minutos da etapa final: em um cruzamento de Kaíque Rocha pela direita, a bola sobrou para o uruguaio Agustín Canobbio, que tentou finalizar duas vezes, sendo bloqueado em ambas. No minuto seguinte, Cuello tentou um chute cruzado, com a bola desviando e indo para fora, resultando em escanteio. Na cobrança de João Cruz, Fernandinho tentou desviar e a defesa argentina interceptou.
A primeira chegada do Belgrano na etapa final aconteceu aos dez minutos: Velázquez cruzou pela esquerda, Metilli chutou de primeira e mandou para fora, desperdiçando o que poderia ser o segundo gol. Seis minutos depois, o time paranaense virou o jogo: Esquivel fez um cruzamento primoroso pela esquerda, e Christian, também entre os zagueiros e de cabeça, testou para o fundo da rede.
Aos 21 minutos, uma falha da zaga athleticana quase custou caro, com o gol de empate do Belgrano: Esquivel e Thiago Heleno não se entenderam na disputa pela bola, Chavarría tocou e Reyna mandou para as redes. Na revisão do VAR, o gol foi anulado por falta de Reyna em Thiago Heleno. Aos 27 minutos, João Cruz cruzou para a área, Thiago Heleno desviou “de casquinha” para o meio da área e Canobbio chutou para o gol, mas Ignacio Chicco desviou com a ponta dos dedos e evitou o que seria o terceiro gol do Athletico.
Três minutos depois, Metilli avançou em um contra-ataque e chutou de fora, em uma boa defesa de Léo Linck. Velázquez pegou a sobra e fez um cruzamento, Chavarría cabeceou e Léo Linck salvou o Athletico do empate. Em resposta, o Athletico puxou um contra-ataque com Fernandinho.
Ele lançou Christian, que dominou e acionou Canobbio. O uruguaio tentou finalizar na saída de Chicco, ainda que travado, mas Meriano salvou em cima da linha o que seria o terceiro gol. Aos 44 minutos, Julimar dominou, abriu espaço e chutou, em uma boa defesa de Chicco, com a bola saindo para escanteio.
F.T.: Athletico 2-1 Belgrano
Análise Final
O que se viu na Ligga Arena foi um jogo de oportunidades para ambos os lados e um Belgrano disposto a complicar a vida do Athletico. Os argentinos saíram na frente com apenas 25 segundos de jogo, mas viram o Furacão conseguir virar o jogo.
Vale ressaltar que o vencedor deste confronto enfrentará Huachipato ou Racing nas quartas de final da Copa Sul-Americana. O jogo da volta será na próxima quinta-feira (22), no Gigante de Alberdi, em Córdoba, na Argentina. Os paranaenses jogam por um empate para avançar, enquanto os argentinos precisam vencer por dois ou mais gols de diferença para se classificar sem precisar das penalidades máximas.