Na tarde deste domingo (13), a Inglaterra venceu a Finlândia por 3 a 1 com tranquilidade no Helsinki Olympic Stadium, em partida válida pela quarta rodada da Liga B da Liga das Nações. Grealish, Alexander-Arnold e Rice foram os autores dos gols ingleses, enquanto Hoskonen descontou para a Finlândia nos minutos finais.
O time treinado por Gareth Southgate apresentou mudanças consideráveis em relação ao 11 inicial que foi derrotado para a Grécia na última quinta-feira (10). Com Phil Foden no banco e sem Bukayo Saka, o treinador inglês optou por escalar o jovem Angel Gomez, do Lille (ex-Manchester United), e abrir Cole Palmer pela direita, além de contar com o retorno de Harry Kane. Guehí substituiu Rico Lewis na zaga e Trent Alexander-Arnold jogou pela esquerda, com Walker entrando no time titular.
Com o resultado, a Inglaterra ocupa a segunda colocação do Grupo 2, com nove pontos, empatada com a líder Grécia. Por outro lado, a Finlândia segue na última posição, sem nenhum ponto, após quatro derrotas consecutivas e corre o risco de ser rebaixada.
Resumo e análise da partida:
A partida começou com forte pressão inglesa contra a defesa finlandesa, como já era de se esperar devido à diferença de qualidade entre as equipes. Aos 17 minutos, Angel Gomez fez um belo lançamento que encontrou Grealish, que finalizou com categoria na saída do goleiro Hradecky para abrir o placar. A Inglaterra dominou a posse de bola, com mais de 70%, e apesar de algumas falhas na saída de jogo, a Finlândia não conseguiu aproveitar as oportunidades para marcar.
Foram oito finalizações para a equipe da escandinávia na primeira etapa, mas nenhuma delas foi em direção ao gol de Dean Henderson. Vale destacar que, a maior parte das finalizações aconteciam de fora da área – Kallmann, centroavante da Finlândia, finalizou apenas uma vez durante todo o confronto. E apesar do domínio, o futebol apresentado pela Seleção Inglesa ainda deixava a desejar.
Uma posse de bola sem objetividade e um deserto de ideias no meio-campo tornava o time de Southgate bastante previsível, mesmo contra um adversário consideravelmente inferior. Para piorar a situação, Harry Kane e os dois pontas (Palmer e Grealish) tinham tremenda dificuldade em associar, algo que deveria ser o extremo oposto tendo em vista a qualidade técnica dos atletas – e no meio, Bellingham esteve bastante apagado.
No segundo tempo, a intensidade do jogo diminuiu, com a Inglaterra controlando as ações e a Finlândia tentando contra-atacar. Sem muitas surpresas, a qualidade do futebol jogado também reduziu drasticamente. Em uma rara chance, Fredrik Jensen quase empatou para o time da casa, mas o ditado “quem não faz, toma”, foi aplicado de imediato.
Aos 28 minutos, tivemos o melhor momento da partida. Em cobrança de falta, Trent Alenxader-Arnold acertou um chute espetacular e colocou a bola no ângulo de Hradecky, ampliando o placar para os ingleses em grande estilo. Southgate mexeu na equipe e buscou um pouco mais de “ânimo” no setor ofensivo com as entradas de Phil Foden e Ollie Watkins, e a decisão acabou surtindo efeito.
Já aos 39 minutos, Watkins fez uma ótima jogada, driblando a defesa pela esquerda e acionando Declan Rice dentro da área – o volante apareceu bem para completar e marcar o terceiro para sua equipe. Ainda deu tempo de Hoskonen marcar o gol de honra da Finlândia, aproveitando de cabeça após um escanteio cobrado por Walta.
Resultado: Finlândia 1 – 3 Inglaterra
Com o fim da parada internacional, a Inglaterra volta em campo pela Nations League apenas no dia 14 de novembro, em uma revanche contra a Grécia. Já a Finlândia tentará uma reação na competição em um duelo contra a Irlanda, na mesma data.