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Benfica responde acusações de corrupção em transferências de jogadores brasileiros

Nesta terça-feira (16), o Benfica se manifestou oficialmente contra as denúncias do Ministério Público de Portugal, que investiga supostas irregularidades nas transferências de jogadores brasileiros. A instituição classificou as acusações como “infundadas” e confirmou que exercerá seu direito de defesa, esclarecendo que “nenhum outro membro atual ou anterior do Conselho de Administração, incluindo o Presidente, foi acusado no âmbito deste processo”.

Contexto da Investigação

O caso que tramita na justiça portuguesa envolve a alegação de que 6,7 milhões de euros (aproximadamente R$ 41,2 milhões) foram retirados da Sociedade Anônima Desportiva (SAD) do clube. O foco da investigação são as transferências de Marcelo Hermes e Daniel dos Anjos, que chegaram ao Benfica sem custo de contratação. No entanto, o clube desembolsou 4,2 milhões de euros em comissões, gerando questionamentos sobre os valores envolvidos, visto que o mercado indicava que os jogadores não valiam mais de 725 mil euros na época.

Marcelo Hermes, que se transferiu do Grêmio em 2017, atualmente defende as cores do Criciúma, enquanto Daniel dos Anjos, agora no Leiria, também se juntou ao Benfica no mesmo período. Importante ressaltar que, devido à época das negociações, o atual presidente do clube, Rui Costa, não será julgado criminalmente.

Possíveis consequências para o Benfica

Conforme informações do jornal ‘Público’, o ex-presidente Luís Filipe Vieira, que comandou o Benfica de 2003 a 2021, enfrentará um julgamento por suposta falsificação de negócios que teriam sido realizados para desviar recursos do clube. A SAD do Benfica também está sendo acusada de corrupção ativa e fraude fiscal qualificada.

Em sua nota oficial, o Benfica reiterou que seus advogados analisarão detalhadamente as acusações recebidas, que responsabilizam o clube por atos supostamente cometidos por Vieira e um antigo assessor. Caso a condenação se confirme, o clube poderá enfrentar uma suspensão de seis meses a três anos de competições de futebol.

Além do clube de Lisboa, o Vitória de Setúbal também está sob investigação pelo Ministério Público de Portugal.

(Foto: Patricia de Melo Moreira / AFP)