Em um duelo tenso e recheado de emoções, o Atlético Mineiro segurou o líder Botafogo no empate sem gols na noite desta quarta-feira, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo, o Galo resistiu bravamente às investidas do time carioca, que tentou de todas as formas, mas não conseguiu balançar as redes.
Com o empate, o Botafogo chegou aos 67 pontos, mas vê o Palmeiras, que tem 65, encostar perigosamente. A liderança que parecia consolidada agora está sob ameaça, e o confronto direto entre as duas equipes na penúltima rodada pode ser decisivo para o título.
O Atlético entrou em campo com uma estratégia clara: neutralizar o poderoso ataque botafoguense e administrar suas forças pensando na final da Libertadores. Mesmo sem conseguir impor um ritmo ofensivo, o time mineiro apresentou uma defesa sólida, comandada pelo goleiro Everson, que brilhou em várias ocasiões para garantir o empate.
Por outro lado, o Botafogo, que já foi soberano na liderança, vive agora um momento de pressão. Com o segundo empate sem gols consecutivo, o time de Artur Jorge perdeu a oportunidade de abrir vantagem antes do confronto direto.
Expulsão e primeiro tempo equilibrado
O primeiro tempo da partida foi equilibrado, com as equipes alternando bons momentos. O argentino Thiago Almada, destaque do Botafogo, quase abriu o placar em dois lances perigosos: um chute forte de fora da área, que parou em uma grande defesa de Everson, e uma cobrança de falta que passou próxima ao gol. Almada mostrou-se o principal articulador das jogadas ofensivas, distribuindo o jogo e tentando quebrar a defesa atleticana com sua técnica apurada.
Porém, o cenário mudou aos 32 minutos, quando Rubens, lateral do Atlético, foi expulso após receber dois cartões amarelos em sequência ao cometer faltas sobre Luiz Henrique. Com um jogador a mais, o Botafogo aumentou a pressão, chegando perto de marcar com Vitinho, que cabeceou por cima do gol, e em uma troca de passes entre seus laterais que quase terminou em gol.
Botafogo pressiona, mas não consegue marcar
Na segunda etapa, o Botafogo se lançou ao ataque. Vitinho teve outra grande oportunidade de cabeça, mas parou em Everson, que mostrou segurança. Marlon Freitas também apareceu com perigo em um cruzamento de Almada, mas desperdiçou a chance.
Apesar do controle botafoguense, o Atlético se fechou bem, apostando em Hulk e Bernard para segurar a bola nos momentos de alívio. Enquanto isso, o técnico Luís Castro tentou de tudo, colocando atacantes como Jeffinho, Igor Jesus, Matheus Martins e Júnior Santos. Este último quase marcou em um belo lance individual, mas a bola passou rente à trave.
Nos minutos finais, o Botafogo intensificou a pressão. Matheus Martins quase deu uma assistência para Bastos, que chegou desequilibrado e não conseguiu finalizar bem. Já nos acréscimos, Hulk tentou surpreender com um chute do meio-campo que passou perto, mas o empate foi selado.
Final: Atlético-MG 0-0 Botafogo
Mesmo sem balançar as redes, o confronto mostrou o espírito competitivo de ambas as equipes. O Botafogo dominou o jogo, com 27 finalizações contra apenas três do Atlético, mas a falta de eficiência no ataque e a atuação brilhante de Everson custaram caro. Para o Atlético, o empate foi uma vitória moral e um sinal de que o time está pronto para grandes desafios, enquanto o Botafogo sai com mais perguntas do que respostas antes da reta final do Brasileirão.