Para voltar ao primeiro escalão do futebol brasileiro em alta, o Santos age cautelosamente em busca de um nome badalado para ser a vitrine do clube em 2025. O Peixe acredita que ao trazer um medalhão para o elenco, passará uma mensagem positiva ao mercado e, consequentemente, atrair outros jogadores com o mesmo status. Depois de sonhar com Neymar e Paulo Henrique Ganso, o clube tem na mira Gabigol, do Flamengo, e Dudu, do Palmeiras, prestes a encerrar contrato com seus respectivos times.
A dupla recebeu do Santos nas últimas semanas uma proposta milionária com salários ultrapassando a casa de R$ 2 milhões mensais para cada e valores de luva (premiação pela assinatura de contrato) de mais de R$ 20 milhões. Dudu e Gabi são ídolos em seus clubes que estão prestes a deixar, e passam por um momento de mudanças na carreira. Além disso, são respeitados pelos adversários, possuem bons retrospectos nas últimas temporadas e, com isso, são apontados pelo Peixe como potenciais geradores de receita.

A matemática santista é simples: gastar mais para ter um time competitivo e, sobretudo, garantir uma exposição maior na mídia e oportunidades de ganhar títulos em seu retorno à Série A do Brasileiro e Copa do Brasil. Caso o plano dê certo, os reforços de peso seriam pagos com regularidade e ainda por cima dariam lucros ao Alvinegro Praiano.
Além da questão financeira, o Santos compreende que jogadores como Gabigol e Dudu trarão retorno esportivo imediato. Contudo, apesar do movimento considerado atrevido internamente, o clube deve encarar uma parada dura para fechar algum desses acordos. Isto porque, o Cruzeiro já havia feito contato com ambos anteriormente, e ao que tudo indica, deve fechar com a dupla nas próximas semanas.

Movimento do Santos por medalhões não é o primeiro de Marcelo Teixeira
Estando em seu sétimo mandato como presidente do Santos, Marcelo Teixeira já fez um movimento semelhante por jogadores renomados, ao trazer grandes atletas para a Vila Belmiro entre o final da década de 1990 e início dos anos 2000. Porém, o alto investimento e potencial midiático não se transformou em conquistas para a equipe.
Ao trazer craques como os ex-Corinthians Marcelinho Carioca e Freddy Rincón, o tetracampeão Viola, e o ex-Vasco e Palmeiras Edmundo, o Santos não decolou e acabou não quebrando um jejum de quase duas décadas sem conquistas. O clube passou por um período de espera até 2002, quando apresentou para o Brasil um elenco de jovens composto por jogadores como Diego Ribas, Robinho, Elano e Léo, para vencer o Campeonato Brasileiro daquele ano, e atrair holofotes para o que se tornou a segunda geração dos Meninos da Vila.