O Rio Open terminou com Marcelo Melo e Rafael Matos campeões nas duplas e Sebastián Báez campeão no simples. O evento foi um sucesso de público, com o Jockey Club Brasileiro, local do torneio, sempre lotado. No entanto, a organização do evento busca formas de crescer.
O contrato com o atual local, onde é usado o saibro, vai até 2027. Só que o piso não é o ideal para o momento no Circuito da ATP. Nesse período, os tenistas ainda estão em disputas na quadra dura e a terra batida apenas começa a ser foco mais tarde.
Possíveis mudanças no Rio Open
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Após o fim do Rio Open 2025, Luiz Carvalho, um dos diretores, deu entrevista coletiva e falou sobre o futuro do evento. E deixou claro que uma possível mudança no piso pode acontecer. O saibro não atrai nomes de peso nesse momento da temporada:
“Acredito que seria um caminho para trazer mais jogadores, um cartel de opções maior. O saibro dificulta muito as conversas com os principais nomes. Eles estão mais profissionais. Precisariam sair da Austrália no piso duro, vir para o saibro e depois voltar ao piso duro, algo que fazem menos hoje em dia. Sou muito crítico ao calendário. O tênis sul-americano não perderia se os torneios fossem para a quadra dura. Hoje, os jogadores latino-americanos são de quadra dura: João Fonseca, (Francisco) Cerúndolo também. Continuaremos puxando isso. Envolve vários fatores, mas estamos nos esforçando.”
O Golden Swing atual, como também é chamado a gira sul-americana, conta com três eventos: o ATP 250 de Buenos Aires, o Rio Open e o ATP 250 de Santiago. Todos eles são disputados no saibro, o que faz ser uma característica da gira.
Mas a organização do torneio brasileiro não descarta se desligar do Golden Swing. Nesse caso, se os eventos argentino e chileno manterem o saibro, a possibilidade seria seguir sozinho com um torneio na quadra dura.
E, sim, essa troca permitiria que mais tenistas do top 10 jogassem no Brasil. Em 2025, apenas Alexander Zverev (2º) veio para a disputa. Holger Rune (13º) e Lorenzo Musetti (17º) se lesionaram e não puderam participar. Para 2026, no entanto, Luiz Carvalho não quis revelar com quem a organização está negociando.
A expectativa é que, mesmo não seguindo o calendário de pisos da ATP, João Fonseca continue a voltar. Assim como os outros brasileiros: Thiago Monteiro, Thiago Seyboth Wild, Rafael Matos, entre outros.
Outra mudança está ligada diretamente ao local. Com uma alta demanda por ingressos, as quadras do Jockey Club Brasileiro ficaram pequenas. Na principal, a quadra Guga Kuerten, a capacidade é de apenas 6.200 pessoas.
Com o crescimento do evento e do tênis brasileiro, é necessário um espaço maior. Por isso, tem se falado na expansão do local e Marcia Casz, diretora geral do Rio Open, comentou sobre o assunto:
“Não digo para 2026, mas, com certeza, para 2027, pois requer planejamento. Estamos estudando todas as possibilidades e opções para duplicar o tamanho do torneio.”
Torneio da WTA no Rio
Nos primeiros três anos do Rio Open, o evento contava também a disputa feminina. As edições de 2014, 2015 e 2016 foram vencidas por Kurumi Nara, Sara Errani e Francesca Schiavone, respectivamente. Só que, desde então, não há mais eventos da WTA no país.
Na coletiva, Luiz Carvalho revelou que há negociações para que o Circuito feminino volte ao Brasil:
“O sonho (novo torneio feminino no Brasil) está cada vez mais próximo. Ainda não está fechado, mas as nossas intenções continuam a ser de trazer a WTA de volta ao Brasil. Não é um processo fácil. Na verdade, é bem difícil, um risco enorme, apesar do sucesso, de a Bia e de outras meninas já terem um nome. Estamos cautelosos, mas com boas perspectivas.”
Caso as negociações terminem bem, o esperado é que seja criado um outro evento. Ou seja, as disputas da WTA não serão vinculadas ao ATP 500 do Rio de Janeiro. Ainda não há mais informações sobre pisos, locais e período do ano da possível disputa.
Foto: Rio Open