O Flamengo é um dos times brasileiros com três títulos na Copa Libertadores. Mas o time de 1981 ficou marcado na história do clube. A conquista na Liberta foi apenas um detalhe a ser acrescentado para uma temporada inesquecível do Mengão. Naquele ano, três nomes se destacam: Zico, Adílio e Nunes.
O trio de ídolos do Rubro-Negro decidiram os jogos e deram a primeira taça da Libertadores ao clube. Mas não só nos três confrontos da final, os três jogadores terminaram a edição como artilheiros do torneio. Zico foi o maior artilheiro, com 11 gols, Nunes o segundo, com seis, e Adílio o terceiro, com três.
A temporada do Flamengo
1981 é considerado um ano histórico para o Flamengo. Além da primeira conquista na Copa Libertadores, o clube também venceu o Campeonato Carioca e o Mundial de Clubes. Dominante, foi uma temporada que marcou a idolatria de Zico no Mengão. Hoje visto como o maior ídolo da história do time.
Apesar do Galinho ser o maior destaque, não era o único. Nunes e Adílio também são heróis daquele ano de extremo sucesso para a equipe carioca. Os três jogadores participaram dos gols marcados nas três partidas da final da Liberta. O camisa 10 marcou os quatro gols do time, enquanto Adílio deu duas assistências e Nunes uma.
Mas o trio também se destacou em todo o ano e foram fundamentais para a conquista do estadual e a vitória contra o Liverpool. Na única partida contra o clube inglês, o camisa 9 marcou abriu o placar e depois anotou mais um gol. Já Adílio fez o segundo tento da partida. O título na Copa Intercontinental fechou o ano com sucesso.
Campanha do Flamengo na Libertadores
O Flamengo disputou a Copa Libertadores pela primeira vez em 1981, após ter sido campeão do Campeonato Brasileiro de 1980. Em 14 jogos, o Mengão só teve uma derrota, em um dos três jogos da final. Foram nove vitórias e quatro empates, com um ataque impressionante de 28 gols marcados.
Na fase de grupos, o Rubro-Negro terminou como líder do grupo, que contava com Atlético Mineiro, Cerro Porteño e Olimpia. Em seis partidas, não perdeu nenhuma vez, mas empatou quatro confrontos e terminou empatado com o Galo. Houve uma partida de desempate com uma grande polêmica.
Em 1980, o Atlético-MG e Flamengo decidiram o Brasileirão, criando uma rivalidade. O jogo na Liberta tinha os nervos à flor da pele e cinco jogadores do clube mineiro foram expulsos antes mesmo do intervalo, deixando apenas seis em campo. Por isso, foi dada a classificação para o Mengão, mesmo com o resultado de 0 a 0 em campo.
Na época, a Libertadores tinha um sistema de disputa diferente e, nas semifinais, seis times, separados em dois grupos, buscavam uma vaga na decisão. O Flamengo enfrentou o Deportivo Cali e o Jorge Wilstermann. Dominante, venceu os quatro jogos, com 10 gols feitos e apenas dois sofridos nessa fase.
As duas primeiras partidas foram complicadas, nas casas dos adversários. Indo para o Rio de Janeiro, com o apoio da torcida, venceu do time colombiano por 3 a 0 e do boliviano por 4 a 1.
Flamengo x Cobreloa na final
Mais uma vez, a disputa na Libertadores difere da atual nessa fase. Em jogos de ida e volta, seria decidido o campeão. No entanto, em caso de empate, não teria prorrogação e nem disputa de pênaltis. Um terceiro confronto seria realizado, em lugar neutro.
O Flamengo saiu na frente, ganhando por 2 a 1 no Rio de Janeiro. Zico fez os dois gols, o primeiro aos 11 minutos, com assistência de Adílio, e o segundo de pênalti, aos 30. O Cobreloa diminuiu no segundo tempo, com Victor Merello, também de pênalti.
Na segunda partida, em território chileno, Leandro fez gol contra, dando a vitória para o adversário, por 1 a 0. Com o resultado, não havia a definição do campeão. A decisão aconteceu no estádio Centenário, no Uruguai, e Zico, mais uma vez, brilhou em campo. Com dois gols, o Galinho deu a taça da Libertadores para o Flamengo pela primeira vez.
Neste jogo, Adílio e Nunes deram uma assistência cada, também deixando seus nomes marcados na conquista.
Ídolos do Flamengo
Os três jogadores, os atacantes Zico e Nunes, e o meia Adílio se tornaram grandes ídolos do Flamengo. O camisa 10 é, até hoje, considerado por muitos como o maior jogador que o Rubro-Negro já teve. Mesmo sendo o mais lembrado pela torcida, a idolatria pelos outros dois permanece nos torcedores.
O Galinho terminou sua carreira com 732 jogos pelo Flamengo e mais de 509 gols. Foram duas passagens pelo clube, a primeira, e de maior sucesso, entre 1971 e 1983. Em apenas dois anos, retornou e ficou até 1989. É o jogador que mais atuou pelo Mengão.
Adílio é o terceiro na lista com mais partidas com a camisa do time: 617. Nesse período, entre 1975 e 1987, o camisa 8 marcou 129 tentos. Já Nunes ficou menos tempo na equipe, entre 1980 e 1983, chegando a voltar em 1984, 1987 e 1990. Ao todo, foram 214 jogos pelo Flamengo e 99 gols, 51 apenas em 1981.
O trio de jogadores fez história com o Rubro-Negro e chegaram a conquistar outros títulos juntos, como Campeonato Brasileiro de 1980 e 1982. Lado a lado, fizeram o Mais Querido viver um período dominante no futebol brasileiro.
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