Futebol Brasileirão

Adeus Carille! Confira 3 nomes que podem assumir o Vasco!

O ciclo de Fábio Carille no Vasco chegou ao fim. E não deu nem tempo de esquentar direito no cargo. O treinador, que chegou ao clube em janeiro de 2025 com a missão de dar uma cara mais competitiva e segura ao time, não resistiu à sequência de maus resultados e acabou demitido. A diretoria, liderada por Pedrinho, tomou a decisão após perceber que a equipe não mostrava evolução, dentro e fora de campo. A pressão da torcida, claro, também pesou (e muito) para essa mudança.

Carille foi contratado com a promessa de um Vasco mais sólido defensivamente, apostando em um estilo mais reativo — que, em tese, combinaria com o elenco montado. Só que a prática foi bem diferente da teoria. O time era burocrático, pouco criativo e, para piorar, nem a tal “solidez” na defesa apareceu de verdade. Em vários jogos, o Vasco parecia perdido em campo, sem ideias claras e, muitas vezes, sofrendo derrotas dolorosas. O último golpe foi a eliminação precoce na Copa do Brasil, somada a um começo de Brasileirão bem abaixo das expectativas.

A insatisfação cresceu rápido. Pedrinho, que até então bancava o treinador nos bastidores, entendeu que a situação ficou insustentável. No final das contas, o Vasco se viu obrigado a agir antes que o ano ficasse ainda mais complicado. A demissão foi inevitável — e, para muitos, até tardia.

Agora, o clube já se movimenta para encontrar o novo comandante. E três nomes aparecem no radar: Fernando Diniz, Thiago Carpini e Jorge Sampaoli. Vamos falar um pouco de cada um?

Fernando Diniz: o favorito de Pedrinho

O nome da vez é Fernando Diniz. E não é segredo pra ninguém que Pedrinho é fã declarado do trabalho do treinador. O próprio presidente já afirmou publicamente a admiração pelo estilo de jogo do técnico — posse de bola, construção desde a defesa e muita movimentação. Diniz, que está sem clube desde que deixou o Fluminense no fim de 2024, é visto como o alvo principal para assumir o Vasco.

O perfil do treinador agrada por vários motivos. Primeiro, por ter uma filosofia ofensiva e ousada, que poderia resgatar a identidade do Vasco de um time que joga pra frente. Segundo, por ter experiência recente de sucesso, como a conquista da Libertadores e da Recopa Sul-Americana com o Flu. E, claro, o fato de estar livre no mercado facilita a negociação.

Mas também tem o lado do desafio: Diniz é conhecido por precisar de tempo para implementar seu estilo de jogo. E o Vasco não tem esse luxo agora. A equipe precisa de resultados imediatos pra afastar o risco de crise. A questão é saber se o técnico vai topar pegar um projeto tão cheio de urgências e pressões.

Vasco, Fernando Diniz

Foto: Getty Images Sport

Thiago Carpini: a aposta jovem

Caso não consiga convencer Diniz, o Vasco já trabalha com outros planos. Um deles é Thiago Carpini, hoje técnico do Vitória. Segundo informações do GE, o clube carioca já fez contatos para entender melhor a situação do jovem treinador.

Carpini foi uma sensação no ano passado, ao fazer um ótimo trabalho no Juventude e chamar atenção do mercado. Mas em 2025, as coisas não estão tão boas assim. No Vitória, ele acumula resultados ruins: foi vice-campeão baiano, perdendo para o rival Bahia, e faz campanha ruim na Sul-Americana, onde o time é o lanterna do seu grupo. Apesar disso, ainda é visto como um técnico de grande potencial.

No Vasco, Carpini seria uma aposta. Um treinador moderno, de boas ideias, mas ainda em início de carreira e com pouca bagagem em clubes de massa. A grande dúvida é se ele conseguiria lidar com a pressão de comandar um gigante como o Vasco em um momento tão delicado. Ainda assim, é um nome que a diretoria observa com carinho.

Thiago Carpini, Vitória

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Jorge Sampaoli: o “plano C” experiente

Se nem Diniz nem Carpini aceitarem o desafio, o Vasco pode acabar recorrendo a um velho conhecido do futebol brasileiro: Jorge Sampaoli. O argentino, que já passou por Santos, Atlético-MG e Flamengo, é visto como uma alternativa interessante — embora um pouco mais arriscada.

Sampaoli tem um estilo intenso, ofensivo, e costuma cobrar muito dos seus jogadores. No Brasil, já mostrou que pode fazer times jogarem bonito (como no Santos de 2019) e também que pode criar ambientes turbulentos (como no Flamengo e no Galo). Ou seja: é 8 ou 80.

O argentino está livre no mercado desde que deixou o Flamengo e, mesmo com seu histórico de conflitos nos bastidores, ainda é muito respeitado como treinador. Para o Vasco, seria uma escolha parecida com o que tentou no início do ano: um nome forte, que poderia dar uma cara nova ao time — caso aceite a proposta.

É importante lembrar que Sampaoli já esteve no radar de clubes brasileiros este ano, mas seu alto salário e as exigências de estrutura sempre foram entraves. O Vasco, no entanto, está disposto a conversar, principalmente se as primeiras opções não se concretizarem.

Jorge Sampaoli, Vasco

(Foto de Miguel Schincariol/Getty Images)

Próximos passos no Vasco

O fato é que o Vasco precisa agir rápido. A temporada já está em andamento, o Brasileirão é longo, mas erros de início podem custar caro. O time precisa de um técnico que saiba lidar com a pressão, consiga organizar a casa e, de preferência, traga de volta a esperança para uma torcida que já anda desconfiada há muito tempo.

Entre os três nomes citados, Diniz é claramente o preferido — tanto da diretoria quanto da maioria dos torcedores. Mas a missão de convencer o técnico não vai ser fácil. Se não rolar, Carpini e Sampaoli surgem como alternativas bem diferentes: uma aposta no novo e outra na experiência.

O torcedor vascaíno segue na expectativa. E, como sempre, com aquela mistura de esperança e preocupação que já virou marca registrada.

O que vem por aí? Só o tempo vai dizer. Mas uma coisa é certa: o Vasco precisa acertar dessa vez.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco