Roberto Martinez
Futebol Eurocopa

A ressurreição de Roberto Martínez em 2025 sob a proteção de Cristiano Ronaldo

A trajetória de Roberto Martínez à frente da seleção portuguesa é uma verdadeira história de redenção no futebol europeu. Contratado em 2023 em meio a desconfianças e críticas, o técnico espanhol enfrentou olhares céticos da imprensa e da torcida. Dois anos depois, Martínez celebra a conquista da Liga das Nações da UEFA em 2025, um título alcançado após mudanças táticas ousadas, renovações na equipe e, sobretudo, sob a proteção e apoio público de Cristiano Ronaldo.

Essa combinação de liderança técnica e respaldo do maior craque português resultou na “ressurreição” de Roberto Martínez como treinador vitorioso. Neste texto informativo e analítico, revisitamos toda a passagem de Roberto Martínez pela seleção de Portugal – desde a chegada conturbada, passando pelos percalços no Euro 2024, até o apoteótico título da Liga das Nações – destacando como Cristiano Ronaldo desempenhou um papel chave nessa jornada.

Chegada de Roberto Martínez e ceticismo inicial

Quando Roberto Martínez foi anunciado como novo treinador da seleção portuguesa em janeiro de 2023, a notícia dividiu opiniões. Especialistas e torcedores questionaram a escolha de um estrangeiro, após anos sob comando de Fernando Santos (técnico campeão da Euro 2016 e da Liga das Nações 2019). Martínez chegava com o peso de um ciclo decepcionante pela seleção da Bélgica – sua equipe, repleta de estrelas, fracassara precocemente na Copa do Mundo de 2022. Assim, muitos se perguntavam se ele seria o nome certo para aproveitar a talentosa geração portuguesa e, principalmente, lidar com a situação delicada de Cristiano Ronaldo na equipe.

Logo de início, Roberto Martínez deixou claro que contava com Cristiano Ronaldo. O capitão, então com 38 anos, vinha de uma Copa do Mundo turbulenta (foi reserva nas fases finais no Qatar) e muitos achavam que seria o fim da era CR7 na seleção. Contrariando expectativas, o novo treinador abraçou o astro: Ronaldo foi chamado e titular nos primeiros jogos das Eliminatórias para a Euro 2024. Essa decisão gerou críticas de parte da mídia, que via a manutenção de um jogador veterano como um possível obstáculo à renovação.

Questionava-se se Roberto Martínez teria coragem de renovar a seleção e deixar Ronaldo no banco quando necessário – havia quem sugerisse que o técnico “temia” confrontar o status do craque. Apesar do burburinho, dentro do grupo a influência de Ronaldo era inegável e Martínez inteligentemente optou por tê-lo como aliado, canalizando a liderança do capitão a favor do projeto.

Primeiros jogos e resultados expressivos

Em campo, a era Martínez começou de forma avassaladora contra adversários modestos, o que serviu para ganhar confiança. Na estreia, Portugal goleou Liechtenstein por 4-0, seguida de um 6-0 sobre Luxemburgo. Ao longo de 2023, a seleção acumulou goleadas históricas – incluindo um 9-0 sobre Luxemburgo, a maior vitória da história portuguesa. Cristiano Ronaldo brilhou nesses primeiros jogos, marcando vários gols (foram quatro gols nos dois primeiros jogos sob Martínez) e ampliando seus recordes.

A seleção mostrou um ataque prolífico, chegando a 24 gols marcados sem sofrer nenhum nos seis primeiros jogos das Eliminatórias. Essa arrancada impecável garantiu classificação antecipada para a Euro 2024 e parecia indicar um novo fôlego ofensivo.

Entretanto, os mais céticos ponderavam que os resultados elásticos vieram contra seleções de nível técnico inferior. Havia dúvidas sobre o “real teste”: como Portugal de Martínez se comportaria contra rivais tradicionais? Além disso, mesmo com a média de gols alta, alguns críticos apontavam falta de desafios táticos e a necessidade de equilibrar a equipe contra adversários fortes.

Martínez, por sua vez, usou essa fase para integrar novos talentos e dar profundidade ao elenco: jogadores jovens como Gonçalo Ramos, Vitinha, João Félix, Rafael Leão e outros tiveram oportunidades de brilhar ao lado dos experientes Bernardo Silva, Bruno Fernandes e do próprio Ronaldo. O treinador também começou a implementar suas ideias táticas, privilegiando a posse de bola, pressão adiantada e versatilidade nas posições – sinais de que a renovação seria gradual, sem ruptura brusca.

Euro 2024: expectativas, eliminação e críticas

Chegado o Euro 2024, em junho na Alemanha, a expectativa sobre Portugal era alta. A campanha impecável nas eliminatórias e o talento do elenco colocavam a seleção entre as candidatas ao título. Na fase de grupos da Euro, Portugal apresentou bom futebol e avançou ao mata-mata sem maiores sustos. Porém, nas quartas de final veio o choque: eliminação para a França, nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal. Foi um balde de água fria nas ambições lusas.

Cristiano Ronaldo, então com 39 anos, jogou todas as partidas do torneio, mas passou em branco – pela primeira vez em sua carreira, não marcou gols em uma competição internacional de grande porte (descontando cobranças de pênalti em disputa).

A queda nas quartas de final frustrou torcedores e abriu espaço para uma onda de críticas a Roberto Martínez. Analistas apontaram falhas: a equipe teria sido conservadora diante de um adversário forte, e novamente surgiu a questão da dependência de Ronaldo. O técnico foi acusado por alguns de “pouco ousado” e até de “acovardado” por não ter tirado Ronaldo em momentos em que o jogo pedia sangue novo.

A imprensa internacional debateu se Martínez estava “refém” de Cristiano Ronaldo, hesitando em substituí-lo mesmo quando o craque não correspondia em campo. Internamente, porém, não se ouviram queixas públicas dos jogadores – o grupo permanecia unido.

Nesse momento delicado, Cristiano Ronaldo saiu em defesa do treinador. O capitão usou sua voz influente para reforçar que Roberto Martínez tinha feito “um trabalho extraordinário” e que as críticas eram exageradas e desrespeitosas. Ronaldo enfatizou publicamente que a eliminação doía, mas que a seleção estava no caminho certo sob o comando do espanhol. Esse respaldo público de CR7 funcionou como um escudo para Martínez.

Em vez de uma possível demissão precipitada (que chegou a ser especulada por alguns veículos), a Federação Portuguesa de Futebol manteve sua confiança no projeto. Ficou claro que, com o apoio do maior ídolo nacional no vestiário, Roberto Martínez ganhava sobrevida e legitimidade para seguir no cargo e corrigir rumos.

Ajustes pós-Euro: mudanças táticas e renovação gradual

Superado o baque do Euro 2024, Roberto Martínez teve tempo para refletir e ajustar a rota. A Liga das Nações 2024/25 aparecia no horizonte como chance imediata de redenção e título. Nos meses seguintes, o treinador promoveu mudanças táticas significativas e ajustes no elenco baseando-se nas lições do Euro.

Demonstrando flexibilidade, Roberto Martínez adotou abordagens diferentes conforme o adversário: em alguns jogos utilizou uma linha de três zagueiros para dar solidez defensiva; em outros, voltou ao tradicional 4-3-3 para aproveitar a qualidade de seus atacantes abertos. Essa variação mostrou que Portugal trabalhava múltiplas variantes táticas, tornando a equipe menos previsível.

Uma mudança notável foi o reposicionamento de alguns jogadores para resolver carências no time. Um exemplo foi a utilização do jovem médio João Neves como lateral-direito em determinadas partidas – uma solução tática para melhorar a saída de bola e povoar o meio-campo, já que Neves traz qualidade técnica mesmo atuando aberto pela direita. Essa decisão inusitada, que poderia ser alvo de críticas, acabou funcionando e mostrou a coragem de Martínez em testar novas ideias.

Além disso, o técnico deu mais minutos a jogadores promissores como Francisco Conceição, um extremo veloz e driblador, filho do ídolo Sérgio Conceição. Francisco passou a entrar frequentemente no segundo tempo dos jogos, trazendo fôlego novo ao ataque. Roberto Martínez evidenciava confiar não apenas em um “onze” titular, mas sim em um elenco de 16, 17 jogadores prontos para decidir – enfatizando que as peças vindas do banco poderiam ser tão importantes quanto os titulares.

No aspecto estratégico, Portugal passou a apresentar um futebol ainda mais ofensivo, porém equilibrado. Martínez insistiu no controle da posse de bola, mas sem perder a verticalidade. A equipe aprendeu a atacar com muitos jogadores, trocando passes rápidos e movimentação intensa, ao mesmo tempo em que ficou treinada para se recompor rápido e evitar contra-ataques adversários. Essa evolução tática foi acontecendo jogo a jogo na Liga das Nações, com o treinador ajustando detalhes conforme enfrentava oponentes de estilos variados.

E a liderança de Cristiano Ronaldo continuou sendo parte integrante desse processo: Ronaldo aceitou as mudanças táticas e serviu de exemplo aos mais jovens, mostrando comprometimento total. Se Martínez pedia intensidade na marcação ou recomposição, lá estava o veterano de 39-40 anos dando o máximo em campo, inspirando seus colegas. A sinergia entre técnico e capitão, que poderia ter sido um ponto de atrito, transformou-se em ponto forte do grupo.

Campanha vitoriosa na Liga das Nações 2025

A confiança reconstruída de Portugal se traduziu numa campanha sólida na Liga das Nações 2024/25, culminando em glória. Na fase de grupos, a seleção portuguesa terminou em primeiro lugar contra adversários tradicionais como Croácia, Polônia e Escócia. Os resultados mostraram equilíbrio e poder de reação: por exemplo, uma importante vitória por 5-1 sobre a Polônia em Lisboa confirmou a vaga na fase final (Final Four) com uma rodada de antecedência, exibindo o poderio ofensivo do time de Martínez.

Foram partidas em que Portugal precisou também mostrar resiliência, como um suado 2-1 sobre a Croácia e um empate difícil em Glasgow contra a Escócia. A essa altura, já se notava um coletivo forte e unido – a equipe sabia sofrer quando necessário e tinha variados recursos para buscar vitórias.

Nas quartas de final (uma novidade desta edição da Liga das Nações), Portugal enfrentou a Dinamarca em uma eliminatória de ida e volta que quase complicou os planos. No jogo de ida em Copenhague, a seleção foi surpreendida e derrotada por 1-0, resultado que colocou Martínez novamente sob pressão. A crítica local voltou a questionar: seria outro fracasso em mata-mata? Contudo, na partida de volta em Lisboa, Portugal mostrou caráter de campeão.

Com o Estádio da Luz lotado e Cristiano Ronaldo liderando o time em campo, a seleção partiu para cima. Martínez fez ajustes pontuais no time titular, apostando em uma formação mais ofensiva. O resultado foi um emocionante 5-2 após prolongamento (4-1 nos 90 minutos, igualando o agregado e levando à prorrogação). Essa virada espetacular para 5-3 no agregado garantiu a Portugal um lugar na fase final e reforçou a moral do grupo. Ficou evidente que os jogadores acreditavam no treinador – a comemoração efusiva de Ronaldo e companhia após eliminar a Dinamarca simbolizava a união entre equipe e comissão técnica.

Chegou então a fase final na Alemanha, em junho de 2025, reunindo quatro gigantes: Portugal, Alemanha, Espanha e França. No sorteio, coube a Portugal encarar a seleção anfitriã, a Alemanha, na semifinal. Em Munique, diante de mais de 70 mil torcedores, Portugal viveu uma batalha duríssima. A Alemanha saiu na frente no placar, testando a fibra dos portugueses. Foi quando brilhou uma das apostas de Martínez: Francisco Conceição, vindo do banco no segundo tempo, marcou um golaço aos 63 minutos, empatando a partida em 1-1.

A confiança do treinador no jovem mostrou-se acertada mais uma vez. Impulsionado pelo empate, Portugal cresceu no jogo e, perto do final, quem decidiu foi Cristiano Ronaldo. O eterno capitão, que jamais havia vencido a Alemanha em sua longa carreira, apareceu no lugar certo para marcar o gol da virada por 2-1. O experiente craque de 40 anos comemorou com emoção aquele triunfo inédito pessoal e histórico para o país. Martínez, à beira do campo, exibia satisfação – sua equipe demonstrara coragem tática (soube aguentar a pressão alemã e explorar os espaços) e frieza para aproveitar as oportunidades. A classificação para a final estava garantida, e com ela, a chance da tão esperada redenção.

A final da Liga das Nações 2025 colocou Portugal frente a frente com a Espanha, país natal de Roberto Martínez. Era um duelo carregado de simbolismo: Roberto Martínez contra sua terra, buscando o primeiro título como técnico de seleções; Cristiano Ronaldo em sua possível última final internacional; e Portugal tentando se tornar a primeira bicampeã da competição. Em campo, o que se viu foi um espetáculo dramático digno da grande decisão. A Espanha, com sua posse de bola característica, impôs dificuldades e conseguiu ficar em vantagem duas vezes ao longo do jogo.

Portugal teve que correr atrás do resultado em ambas as ocasiões. Mostrando alma, competência e personalidade, como definiu o próprio Roberto Martínez depois, a seleção lusa empatou primeiro com um gol de Bruno Fernandes e, mais tarde, com mais um gol decisivo de Cristiano Ronaldo, fazendo 2-2 e levando a partida para a prorrogação. Cada gol português foi celebrado com fervor e parecia carregar um significado especial – principalmente o de Ronaldo, que comprovava mais uma vez sua capacidade de decidir, calando aqueles que duvidaram de sua importância no time.

Na prorrogação, o equilíbrio prevaleceu, com as duas equipes exaustas e cautelosas. Roberto Martínez fez substituições para renovar o fôlego da equipe, incluindo lançar mão de Rúben Neves e Trincão, jogadores que haviam sido titulares na semifinal mas começaram no banco na final – uma prova de que o treinador sabia utilizar todo o elenco conforme a necessidade de cada jogo. A decisão foi para os pênaltis, aumentando a tensão ao máximo.

Foi nesse momento que novos heróis emergiram: o goleiro Diogo Costa defendeu uma cobrança crucial dos espanhóis, enquanto os batedores portugueses mostraram categoria. Coube ao meio-campista Rúben Neves converter o pênalti final que selou a vitória por 5-3 nas penalidades, coroando Portugal como campeão da Liga das Nações mais uma vez.

A cena após o último pênalti foi de pura catarse: jogadores em êxtase, muitos em lágrimas – entre eles Cristiano Ronaldo, visivelmente emocionado ao conquistar mais um troféu por seu país, quase duas décadas depois de sua estreia na seleção. Roberto Martínez foi carregado nos ombros por alguns atletas, celebrando o primeiro título de sua carreira como técnico de seleções.

A imagem de Martínez abraçando Ronaldo no gramado rodou o mundo: treinador e capitão, unidos no momento de glória, simbolizavam a jornada difícil porém vitoriosa que ambos percorreram para chegar ali.

O papel de Cristiano Ronaldo: líder e escudo do treinador

Em toda essa caminhada, Cristiano Ronaldo teve um papel duplo fundamental: dentro de campo, como goleador e líder técnico, e fora dele, como um escudo protetor e avalista público do trabalho de Martínez. A influência de Ronaldo no elenco português sempre foi grande, e o treinador soube canalizar isso de forma positiva. Em vez de um confronto de egos, a relação entre eles foi marcada por respeito e admiração mútuos.

Martínez frequentemente elogiou a dedicação e fome de vitória de Ronaldo, ressaltando como a experiência do craque de cinco Bolas de Ouro era essencial para criar um espírito vencedor no grupo. Por sua vez, Ronaldo nunca escondeu seu apreço pelo treinador: elogiou abertamente as metodologias de treino, a atenção dada aos detalhes e a comunicação clara de Martínez com os jogadores.

Quando as críticas externas apertaram – especialmente após o Euro 2024 – Ronaldo colocou a cara a tapa para defender o comandante. Com décadas sob os holofotes, o capitão sabe lidar com pressão midiática e usou esse talento para aliviar o ambiente em torno da seleção. Sua mensagem foi clara: o grupo confiava plenamente em Roberto Martínez. Essa postura do camisa 7 praticamente blindou o treinador: críticas que vinham de fora perdiam força quando o maior ídolo nacional reiterava o apoio ao trabalho em curso.

Além disso, Ronaldo continuou entregando dentro das quatro linhas, marcando gols decisivos na Liga das Nações (inclusive dois gols entre semifinal e final) que validaram as escolhas do treinador. Assim, cada boa atuação e declaração de Ronaldo serviram para fortalecer a posição de Martínez, calando vozes contrárias.

Vale destacar que Cristiano Ronaldo, aos 40 anos, se reinventou em campo para continuar competitivo. Roberto Martínez soube gerir seu tempo de jogo ao longo da Liga das Nações, poupando-o em momentos oportunos e extraindo seu melhor nas partidas decisivas. O capitão correspondeu fisicamente e mostrou adaptação tática: já não era o atacante que pressiona o tempo todo, mas soube dosar energia, escolher momentos para definir e orientar os companheiros.

Essa sintonia fina entre técnico e jogador foi crucial para o sucesso de Portugal. Fica evidente que a “proteção” de Ronaldo a Roberto Martínez não foi apenas política – foi também a proteção de quem comprou a ideia do treinador e deu tudo de si para que ela funcionasse em campo.

Da desconfiança ao triunfo

A saga de Roberto Martínez na seleção portuguesa é um capítulo de superação e aprendizagem no cenário do futebol europeu. De um início desacreditado à consagração continental em 2025, Martínez passou por provações intensas. Foi contestado, ajustou planos, enfrentou gigantes e, com perseverança, deu a volta por cima. O título da Liga das Nações não apenas encerrou um jejum de conquistas da seleção desde 2019, como também validou o trabalho do treinador espanhol, provando que suas ideias podiam sim levar Portugal à glória.

Fundamental nesse caminho foi a parceria com Cristiano Ronaldo – a “proteção” do craque foi simbólica e prática. Sob a tutela inspiradora de Ronaldo no vestiário e em público, Martínez ganhou tempo e tranquilidade para implementar sua visão. E ao retribuir essa confiança com resultados, conseguiu algo que poucos esperavam após as críticas do Euro: ressuscitou sua reputação.

Agora, com o troféu em mãos, Roberto Martínez se firma de vez como o comandante de Portugal rumo aos próximos desafios, mostrando que a união entre experiência e inovação pode render frutos. A seleção portuguesa renasce forte, amalgamada pela liderança de um técnico resiliente e de um capitão lendário – uma dupla improvável que soube calar os céticos e levantar mais uma taça para a nação.

Em suma, a trajetória de Roberto Martínez à frente de Portugal, respaldada pelo apoio incondicional de Cristiano Ronaldo, comprova que no futebol confiança e trabalho coletivo são tão importantes quanto talento individual. Sob a proteção de seu maior ídolo, Martínez reconstruiu a equipe e a si próprio, escrevendo uma história de sucesso que ficará gravada na memória do futebol português. O ceticismo deu lugar ao orgulho: Portugal é novamente campeão, e Roberto Martínez – com Ronaldo ao lado – renasce como um dos grandes protagonistas do esporte.

Creditos imagem de capa: reprodução Marca.com