O Super Mundial está logo ali, batendo na porta, e já é hora de começar a falar sobre o que vem por aí nos Estados Unidos. É claro que os holofotes estão todos voltados para os times europeus, que chegam carregando o favoritismo nas costas, Paris Saint-Germain, Real Madrid, Inter de Milão, Bayern de Munique e por aí vai. Mas vamos combinar? O papo que mais anima é sobre quem pode simplesmente chocar o mundo e destruir as expectativas.
Num cenário onde ninguém sabe muito bem o que esperar, é interessantíssimo ficar de olho em alguns nomes que podem aprontar bonito. Além dos representantes brasileiros, Palmeiras, Flamengo, Botafogo e Fluminense, outros adversários de respeito chegam com a missão de fazer valer o seu tempo, com a promessa de dar a vida dentro das quatro linhas no Super Mundial.
Dinheiro é o que não falta nessa brincadeira, e ver um clube que não está focado nisso pode ser justamente a surpresa que a gente nem imaginava. Por isso, se liga nesses cinco times que podem bagunçar o Super Mundial, surpreender os adversários e, claro, o público que não vai perder a chance de acompanhar cada detalhe desse torneio espetacular.
5 times que podem surpreender no Super Mundial
1. Al-Ahly

É impossível olhar para esse nome e não lembrar das incontáveis participações no Mundial de Clubes. O Al-Ahly é figurinha carimbada na competição, e por isso mesmo, ninguém deveria se espantar de vê-los no Super Mundial, prontos para dar trabalho.
O time sempre se mostrou sólido, bem organizado e com qualidade. E tudo isso pode fazer a diferença no Grupo A, onde terá pela frente Inter Miami, Palmeiras e Porto. O Al-Ahly carimbou seu passaporte para o Super Mundial após conquistar a Liga dos Campeões da CAF em 2020-21 e 2022-23. Chega forte, embalado por boas campanhas no campeonato nacional e também internacional, mostrando constância, algo fundamental nesse tipo de torneio.
Com Marcel Koller no comando, o Al-Ahly costuma alternar entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, priorizando uma defesa sólida, transições rápidas e muita intensidade física. E não custa lembrar: eles sabem muito bem jogar competições mata-mata. Num grupo com uma equipe europeia que pode vacilar, um time brasileiro ainda em fase de adaptação e o Inter Miami recheado de veteranos, não dá para descartar um brilho africano neste Super Mundial.
2. River Plate

O River Plate carrega tradição como poucos e não está indo para os Estados Unidos a passeio. O time chega com fome, querendo muito mais do que apenas participar. Vai encarar uma chave complicada, com Inter de Milão, Monterrey e Urawa Reds, sendo visto como o segundo melhor time do grupo — mas todo cuidado é pouco, porque soberba aqui pode ser fatal.
Os Milionários vêm de uma boa fase na Libertadores, mas sem tanto brilho nas competições nacionais. Parece que o foco virou mesmo o cenário internacional. Um detalhe interessante é a saída de Simone Inzaghi da Inter, o que pode deixar os italianos um pouco menos estáveis, já que mudanças de técnico sempre balançam um pouco as estruturas.
Por isso, não é nenhuma loucura considerar que o River Plate pode liderar esse grupo do Super Mundial. Claro, o time precisa corresponder dentro de campo e pode ter um empurrãozinho da sua apaixonada torcida. Além disso, se o Borussia Dortmund ficar com a primeira colocação do grupo oposto, o River pode pegar um confronto mais equilibrado nas oitavas, talvez até contra um Fluminense da vida, um duelo que pode ser mais jogável do que encarar um europeu logo de cara.
3. Flamengo

Colocar um time brasileiro nessa lista é polêmico, mas às vezes é preciso. O técnico Filipe Luís virou sensação nacional e carrega uma expectativa enorme no Super Mundial. O Flamengo chega com elenco completo e cai num grupo com Chelsea, Los Angeles FC e Esperance.
Assim como outros clubes brasileiros, o Mengão é visto como o provável segundo colocado da chave. Mas não dá para tratar a chance de vitória contra o Chelsea como um sonho distante. Futebol é jogado, e se o Flamengo encaixar, pode beliscar a liderança e ter uma vida bem mais tranquila no mata-mata do Super Mundial.
O grande desafio? Segurar a ansiedade. O time já tropeçou em momentos importantes na temporada justamente por não conseguir controlar esse fator emocional. Se aprenderem com os erros, dá para sonhar alto.
4. Al-Hilal

Sem Jorge Jesus, sem Neymar, sem título da Champions Asiática e sem o Sauditão… ainda vale ficar de olho no Al-Hilal? Vale sim! Mesmo depois do choque de realidade que derrubou o Mister, o Al-Hilal seguiu firme na sua obsessão pelo topo. Eles viraram a página e foram buscar Simone Inzaghi, que saiu da Inter de Milão após um duplo vice (Champions e Série A Enilive).
Todo mundo fala sobre os buracos defensivos no Sauditão, e Inzaghi chega justamente para tentar resolver isso. A pergunta é: será que ele vai conseguir ajustar a defesa a tempo de o Al-Hilal apresentar um bom futebol no Super Mundial? Só os jogos vão responder. O grupo é casca: Real Madrid, Pachuca e RB Salzburg.
A missão não será das mais simples, mas com nomes como Malcom, Marcos Leonardo, Mitrovic e companhia, o Al-Hilal pode muito bem beliscar uma vaga no mata-mata do Super Mundial. O Real Madrid deve ficar com a liderança, mas a segunda colocação? Essa está em aberto, e só Deus sabe quem vai ficar com ela.
5. Mamelodi Sundowns

Para fechar com chave de ouro, o Mamelodi Sundowns, um dos nomes mais curiosos e interessantes do Super Mundial. Mesmo sem conquistar a Liga dos Campeões da CAF, o time ficou muito bem posicionado e ganhou a chance de disputar o torneio.
No cenário nacional, eles dominam sem dó, mas nas decisões internacionais, costumam bater na trave. Mesmo assim, a aposta aqui é num Mamelodi Sundowns forte e sem medo de encarar adversários de fora da África do Sul. Nada de pipocar!
O grupo deles já foi citado: é o mesmo do Fluminense, e muita gente já cravou o Tricolor como dono da segunda vaga. Mas, calma lá! Futebol se resolve no campo, e o Mamelodi Sundowns pode sim surpreender no Super Mundial. O céu é o limite para os sul-africanos se eles conseguirem mostrar o que sabem fazer.
Foto: Reprodução/Al-Hilal