Quando rumores circulam que o seu principal jogador está sendo sondado para trocas, é sinal que a temporada e/ou a situação do time não é das melhores. Esse é o estado do Miami Dolphins e o seu dilema sobre negociar (ou não) a sua estrela: Tyreek Hill.
A situação entre a franquia e o wide receiver está bagunçada desde o fim da temporada 2024, onde o “Cheetah” afirmou na coletiva pós-jogo que não estaria no Dolphins para 2025. Depois, voltou atrás e continuou com a equipe mas longe de estar em sintonia com o quarterback, Tua Tagovailoa, e suas frustrações se tornaram visíveis durante a semana 1 em que seu time foi dominado e batido pelo Indianapolis Colts.
Miami, com o passar dos anos, não conseguiu se manter em nível competitivo para brigar por playoffs. A divisão, que agora tem um novo rei no Buffalo Bills, não está no mesmo nível de uma AFC North, por exemplo, onde possui três candidatos fortes aos playoffs. New York Jets e New England Patriots estão em estágios diferentes de suas respectivas reconstruções, o que tornaria o caminho dos Dolphins mais acessível visando pelo menos wild card dentro da AFC.
Tyreek Hill e Miami Dolphins – Casamento por um fio
Mas o time de Mike McDaniel sucumbiu. Problemas aos montes na linha ofensiva, defesa que perdeu suas peças (em especial a secundária) durante a offseason e o QB que está marcado por severas concussões, a ponto dos técnicos da NFL cogitarem a aposentadoria para preservá-lo. Essa junção de fatores faz com que uma franquia que era vista como presença certa nos playoffs da AFC e em franca ascensão desde 2021 entrar em colapso dentro de campo.
Fora dele, a depender dos donos, a ideia é manter comissão técnica e jogadores para mais uma tentativa. Com um dono, Stephen Ross, que já tem 85 anos de idade, rebuild não é uma opção por enquanto. O que torna a ideia de trocar Tyreek Hill mais improvável, pois tem contrato até 2026 e cap hit de quase U$ 52 milhões. E o WR tem os próprios problemas fora de campo para resolver.
Com 32 anos, Hill talvez precise de novos ares para voltar a exibir o seu jogo dinâmico. Quando está focado, é um dos melhores no que diz respeito a velocidade e conquistando jardas após a recepção. Nessa altura do campeonato, uma troca para extrair o máximo de valor pelo camisa #10 seria apenas em caso de extrema necessidade de um contender como por exemplo seu antigo time, o Kansas City Chiefs, mas esbarra na falta de cap.
Em caso de corte visando 2026, Miami economizaria por volta de U$ 36 milhões para tirar o time do vermelho e investir no elenco para o futuro. Porém, na situação em que está, o ideal seria fazer uma limpa maior. Não tem técnico mais pressionado na NFL do que Mike McDaniel e como os holofotes estão todos apontados para ele, Hill passa despercebido. Caso os resultados não aconteçam e o HC cair durante a temporada, o foco mudará.
O que seria possível conseguir por Tyreek Hill?
Uma escolha de dia 2 (segunda ou terceira rodada) seria um valor mais plausível pelo WR. Não dá para cobrar além por um jogador que dá todos os sinais de descontentamento e insatisfação com a franquia. Seria um “gol” (ou touchdown, falando em termos de futebol americano) para a franquia, mas com um dono em idade e que quer ganhar, essa negociação só aconteceria em último caso.
Resumindo: os Dolphins estão numa sinuca de bico, onde não há uma luz no fim do túnel e tudo em volta avisa, aponta e clama por uma reconstrução. Com mais algumas semanas até a trade deadline em novembro, Miami sonha com um milagre. Caso contrário, a situação que se vê está a um passo de explodir. Quanto mais segurar, pior será.



