NFL Dolphins Training Camp
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NFL: Expectativas para o novo Dolphins

A temporada da NFL de 2026 promete ser um marco de reconstrução para o Miami Dolphins, que chega ao início dos treinos de pré-temporada com uma identidade completamente distinta daquela vista nos últimos anos sob o comando de Mike McDaniel. A saída do técnico, somada a decisões drásticas na folha de pagamento, transformou o ataque da equipe do time da Florida em um verdadeiro ponto de interrogação para analistas e torcedores.

O ponto de partida dessa mudança foi a decisão da diretoria de dispensar o quarterback Tua Tagovailoa e o wide receiver Tyreek Hill, além de negociar a saída do también wide receiver Jaylen Waddle, enviado ao Denver Broncos em uma troca que surpreendeu boa parte do mercado. Esses três nomes formavam o núcleo principal do ataque comandado por McDaniel, que não resistiu aos resultados aquém do esperado e foi dispensado do cargo de treinador principal ao final da última temporada.

Mudanças na comissão técnica marcam as incertezas

Com a saída de McDaniel, a responsabilidade de reformular o esquema ofensivo recai sobre Bobby Slowik, que assume oficialmente a função de coordenador ofensivo dos Dolphins. Slowik não é um nome desconhecido do público da NFL: ele ganhou notoriedade no Houston Texans, onde teve papel importante na chegada e no desenvolvimento do quarterback C.J. Stroud. Entretanto, sua passagem por Houston terminou de forma abrupta após uma temporada de 2024 abaixo das expectativas, o que resultou em sua demissão . Depois desse revés, Slowik passou o ano de 2025 integrado à comissão técnica dos Dolphins, período que serviu como uma espécie de reconstrução de sua reputação dentro da organização.

A permanência de Slowik na equipe se deve, em grande parte, ao novo técnico principal, Jeff Hafley, que assumiu o comando após a saída de McDaniel e fez questão de manter o coordenador ofensivo em seu novo projeto. A escolha reforça a ideia de continuidade estratégica, mesmo em meio a tantas mudanças de elenco, e sinaliza que Hafley confia na visão ofensiva de Slowik para reconstruir a unidade a partir de peças praticamente novas.

Nova cara na posição mais importante da NFL

Um dos maiores desafios dessa reformulação é justamente a posição de quarterback. Sem Tua Tagovailoa, o novo titular será Malik Willis, um jogador com perfil de mobilidade e características bem diferentes das exigidas no esquema anterior, o que deve obrigar Slowik a adaptar boa parte de seu playbook tradicional. Essa mudança de perfil no comando do ataque já gerou debates entre a torcida sobre quantos quarterbacks a equipe deveria levar para a temporada regular, dado o estilo de jogo mais dependente de corrida e improviso de Willis.

Enquanto alguns nomes seguem

Enquanto isso, o general manager Jon-Eric Sullivan tem trabalhado para dar sustentação ao elenco em outras frentes. A diretoria optou por estender os contratos de jovens veteranos considerados peças-chave, como o running back De’Von Achane, o center Aaron Brewer e o linebacker Jordyn Brooks, movimentos vistos como coerentes com o discurso de reconstrução sustentável promovido pela nova gestão.

No que diz respeito aos recebedores, a saída simultânea de Hill e Waddle deixou um vazio evidente no grupo de wide receivers, algo que preocupa na NFL atual, e a expectativa em torno de quem vai assumir o protagonismo nas rotas de passe é um dos principais tópicos de discussão entre os veículos que cobrem a equipe durante a pré-temporada.

Do lado defensivo, também há renovação significativa. Na linha de frente, os únicos nomes remanescentes de peso são Chop Robinson e Cameron Goode, já que Miami reforçou a posição com quatro veteranos via free agency, além de selecionar Max Llewellyn, da Iowa, na sétima rodada do Draft de 2026, complementando o grupo com dois jogadores não draftados. Já entre os linebackers, a expectativa é bem mais otimista: liderado pelo All-Pro Jordyn Brooks, o grupo conta com nomes de destaque no draft recente, como Jacob Rodriguez, finalista do Heisman selecionado na segunda rodada, além de Trey Moore e Kyle Louis, ambos escolhidos na quarta rodada do NFL Draft.

Existe uma luz no fim do túnel

Apesar de todo o ceticismo natural que cerca uma equipe em plena reconstrução, há sinais de otimismo externo: os Dolphins deram um salto expressivo no ranking de talentos jovens da ESPN, saindo da 31a posição na edição anterior para o 12o lugar em 2026, reflexo direto do investimento recente em jogadores em início de carreira. Resta agora, à medida que o training camp avança, ver se essas peças conseguirão se encaixar rapidamente sob o novo esquema de Bobby Slowik e sob a liderança de Jeff Hafley.

Foto: Megan Briggs/Getty Images