Antes de tudo, uma parada pode ser a melhor solução para Bia Haddad. No entanto, a brasileira sempre assumiu uma posição de ‘nunca desistir’. O que sempre nos trouxe orgulho dentro de quadra, pode ser prejudicial para sua saúde mental. E, caso decida persistir, mudanças em sua equipe pode ajudar nesse momento ruim.
Nesta quinta-feira (18), a paulistana sofreu mais uma derrota. Disputando o WTA 500 de Seul, onde defendia o título, Bia perdeu para Ella Siedel, em três sets. Com o resultado, a nossa n.º 1 caiu para a 40ª posição do ranking. Dependendo de resultados de outras tenistas, pode até sair do top 40 antes da próxima atualização.

Mudanças são necessárias para Bia Haddad
Já está mais do que óbvio que Bia Haddad não está bem. Acima de tudo, sua maior dificuldade hoje parece ser mental, algo até mesmo já reconhecido pela tenista. E, por isso, entendemos que a melhor solução seria uma pausa no tênis.
No entanto, Bia não parece pensar o mesmo e, desde o começo da temporada, tem feito os jogos. Sem confiança e ‘sofrendo’ em quadra, a brasileira parece ter entrando em um buraco sem fim. Nesse momento, caso insista em continuar jogando, mudanças podem ajudar.
Troca de técnicos no tênis não ocorrem da mesma forma que acontece no futebol, por exemplo. Antes que isso aconteça, diversos aspectos são avaliados e a decisão é unicamente do tenista. Por vezes, do treinador. Entretanto, chega em momentos onde isso é necessário, quando a parceria já não funciona mais.
Que fique bem claro: não sabemos como é a relação entre Bia Haddad e sua equipe, em especial seu técnico, Rafael Paciaroni. Contudo, nas partidas, o profissional que levou a atleta ao seu melhor também parece estar perdido. E é apenas nesses momentos que vemos o seu trabalho com a brasileira.
Em março desse ano, Haddad Maia encerrou parceria que durou apenas quatro meses com o técnico Maxime Tchoutakian. No período que esteve com a equipe da paulistana, não houve uma grande evolução da atleta. No entanto, também não houve melhora após sair.
Iremos reforçar: o maior problema parece ser a própria tenista, que não vive um bom momento consigo mesma. No entanto, trocas na equipe podem ajudar, já que serão novas perspectivas sendo apresentadas. Além disso, seu atual técnico, que ajudou Bia a chegar ao top 10, também não aparenta saber o que fazer para ajudar.

Bia ainda tem dois WTA 1000 pela frente
Apesar de não estar bem, Bia Haddad não deve escolher parar nesse momento. Mesmo com muitos apontando como uma pausa poderia ser bom para a tenista, a brasileira está inscrita nos próximos torneios da WTA. Sem uma posição oficial da atleta ou de sua equipe, a expectativa é que continue com a programação já estabelecida até o fim do ano.
Na próxima semana, a paulista estará no WTA 1000 de Pequim. E, na sequência, também deve participar do WTA 1000 de Wuhan. Ambos torneios são na China, parte da gira da Ásia que Bia já está participando. No primeiro, a ex-top 10 chegou apenas na segunda rodada, enquanto foi para as oitavas do segundo.
Apesar de não ser muitos pontos para defender, Bia precisa pontuar. Em caso de nova derrota nas primeiras rodadas, a brasileira pode sofrer nova grande queda. E, se não quiser parar, isso pode se tornar um problema para as próximas competições.
Foto: Korea Open Tennis Championships



