A decisão da última vaga para a Libertadores 2025 foi o confronto mais emocionante. O Estudiantes tinha que reverter uma desvantagem de um gol e conseguiu no tempo normal, mas nos pênaltis, Rossi pegou dois e o Flamengo é quem garantiu a vaga para enfrentar o Racing, também da Argentina.
A partida foi muito equilibrada, porém o Estudiantes, mesmo sem muita criatividade, mordeu mais, lutou mais, achou um gol no final do primeiro tempo e mereceu reverter a vantagem por conta de toda essa vontade.
O Flamengo claramente tinha mais condições técnicas, teve posse de bola superior, mas não conseguia organização ofensiva e nem criatividade para incomodar o goleiro Muslera, principalmente no segundo tempo.
O duelo foi tenso, mas quase sem lances de perigo, mostrando que muitas vezes a falta da bola e a menor qualidade técnica, pode ser compensada na entrega, e o Estudiantes se entregou ao máximo.
Agora, o Flamengo precisa rever algumas questões como a contundência ofensiva, a energia defensiva abaixo do necessário e a necessidade de ter mais alternativas para criar jogadas em velocidade, pois só assim o rubro-negro poderá ter mais tranquilidade em jogos contra argentinos raçudos como o Estudiantes e o próximo adversário, o Racing Club de Avellaneda.
Confira como foi a difícil classificação flamenguista nesse confronto que foi bem mais difícil para os rubro-negros do que todos imaginavam.
Estudiantes vai para o intervalo na frente
O jogo começou muito morno, com o Estudiantes tendo mais ofensividade, mas não conseguindo espaço para finalizar. Os primeiros 15 minutos foram sonolentos e sem emoção, e isso era muito bom para o Flamengo.
Entretanto, aos 16’, o Flamengo fez uma linda jogada, com Jorginho roubando a bola, Samuel Lino disparando pela esquerda e Pedro finalizando, sem goleiro, em cima de Rodríguez, na primeira grande oportunidade de gol da partida.
O Estudiantes continuou sendo mais ofensivo, tentando chegar ao ataque na base da troca de passes, mas tendo muita dificuldade de quebrar as linhas do Flamengo, apesar de exercer uma pressão. Aos 31’, Palacios ajeitou de peito e Arzamendia chutou para boa defesa de Rossi.
Depois de sofrer um pouco, o Flamengo, que tinha mais a bola, voltou a ser perigoso. Samuel Lino fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Saúl, o espanhol bateu por baixo de fora da área e Muslera desviou levemente, mas o suficiente para a pelota beijar a trave.
Mesmo com o Estudiantes mais ofensivo, o Flamengo tinha bem mais posse de bola e criava as melhores chances. Aos 42 minutos, Saúl deu um lindo chute de fora da área que passou muito perto do gol de Muslera. Parecia que o rubro-negro tinha a partida sob controle.
Eis que no último lance do primeiro tempo, Benedetti recebeu um lançamento longo e, fechando para a área da esquerda para dentro, acertou um lindo chute de primeira para vencer Rossi e abrir o placar, dando um drama a mais para o duelo. Os times foram para o intervalo com o placar agregado igual. Haja coração!

Luta, equilíbrio e quase nenhuma chance de gol
A segunda etapa começou de forma equilibrada, com os dois times parecendo mais preocupados em defender e não levar gol, do que em fazer. Os primeiros 15 minutos foram muito mais de disputa física do que de futebol técnico e vistoso.
O jogo era parelho, brigado, de muita marcação e pouca criação. Até que aconteceu um susto enorme para a torcida do Flamengo aos 27 minutos. O Estudiantes descolou um lançamento longo, Carrillo desviou de cabeça e Benedetti saiu na cara de Rossi para marcar um gol de cavadinha. Porém, para a sorte dos rubro-negros, o ala do time argentino estava impedido.
O Fla tinha mais posse de bola, mas era improdutiva, o time lançava a bola em Samuel Lino e o ponta tinha que se virar para criar algo de importante no ataque. E, se não bastassem os problemas ofensivos, o Flamengo ainda dava muito espaço. Aos 38’, Cetré teve boa oportunidade para o time argentino, mas ele chutou para fora.
Na reta final, parecia que o Flamengo estava menos satisfeito com os possíveis pênaltis do que o Estudiantes. O rubro-negro esboçava tentativas de criação de jogadas com cruzamentos ou bolas esticadas que não davam em nada.
Nos acréscimos o Flamengo chegou a rondar a área, enquanto os jogadores do Estudiantes desabavam em campo, estafados e também com a clara intenção de fazer cera, claramente querendo a decisão nas penalidades. E assim, com a partida amarrada, o tempo normal terminou, com os times indo para a loteria dos pênaltis para decidirem a última vaga nas semifinais da Libertadores 2025.
Batedores vão bem e Rossi pega dois pênaltis para colocar o Flamengo na semifinal
O Flamengo começou batendo e Jorginho, com sua categoria de sempre, abriu o placar. Porém, o experiente Sosa chutou com muita categoria para empatar.
Luiz Araújo também bateu bem e não deu nenhuma chance para Muslera, recolocando os visitantes na frente. E, para a situação ficar ainda melhor para o time brasileiro, Rossi fez a defesa da penalidade cobrada pelo autor do gol no tempo normal, Benedetti.
Carrascal foi mais um a cobrar com extrema categoria, fazendo 3 a 1 para o Flamengo. Mas Cetré bateu um pênalti indefensável para manter o Estudiantes na disputa.
Só que Léo Pereira chutou no ângulo, anotando o quarto gol rubro-negro de forma espetacular, jogando muita responsabilidade para Ascacíbar. O meio-campista foi para a bola e tremeu, batendo muito mal, consagrando Rossi como o herói da classificação do Flamengo.
Final: Estudiantes (2) 1x0 (4) Flamengo
(Imagem de capa: Libertadores/X)