A temporada 2025 do tênis feminino chega ao seu momento decisivo com a definição das oito melhores jogadoras do ano, que disputarão o WTA Finals, em Riad, na Arábia Saudita. No último fim de semana, Jasmine Paolini tornou-se a sétima tenista a garantir presença no torneio que reúne a elite do circuito, juntando-se a Aryna Sabalenka, Iga Świątek, Coco Gauff, Amanda Anisimova, Jessica Pegula e Madison Keys.
Agora, resta apenas uma vaga — e ela será decidida entre duas protagonistas de gerações distintas: Elena Rybakina, campeã de Wimbledon em 2022, e Mirra Andreeva, a sensação adolescente do circuito.
A disputa pela oitava posição na “Race to the WTA Finals” — o ranking que contabiliza apenas os pontos conquistados na temporada — chega à última semana em aberto, mas com uma vantagem clara: Rybakina é a única das duas em ação nesta semana, no torneio de Tóquio. Com isso, o cenário é simples: se a cazaque alcançar as semifinais, ela ultrapassa Andreeva e confirma sua vaga em Riad; caso perca antes disso, a russa de 18 anos ficará com o último bilhete para o torneio das campeãs.
A reviravolta de Ningbo: Rybakina reage no momento certo
A briga entre Rybakina e Andreeva ficou ainda mais acirrada após o WTA 500 de Ningbo, realizado na semana passada. Enquanto Andreeva foi eliminada logo na estreia, Rybakina teve uma campanha impecável e conquistou o título, derrotando Ekaterina Alexandrova na final por 2 sets a 1.
Com esse resultado, a diferença que era de 406 pontos caiu para apenas 14 — 4.319 para Andreeva, contra 4.305 para Rybakina. O título em Ningbo não apenas recolocou a ex-número 3 do mundo no centro das atenções, como também demonstrou sua capacidade de reagir sob pressão, depois de uma temporada marcada por lesões e irregularidades.
O desempenho em Ningbo serviu também como um lembrete da consistência que fez de Rybakina uma das jogadoras mais temidas do circuito. Seu saque poderoso e o estilo agressivo de base voltaram a aparecer com intensidade, e a vitória sobre Alexandrova — que vinha embalada após estrear no top 10 — mostrou uma Rybakina mentalmente mais firme.
Andreeva: a promessa que desafia o futuro
Do outro lado da disputa pelo WTA Finals, Mirra Andreeva representa o frescor da nova geração do tênis feminino. Aos 18 anos, a russa já demonstrou maturidade impressionante, alcançando resultados expressivos ao longo da temporada — incluindo vitórias sobre top 10 e campanhas consistentes em torneios de médio porte.
Sua presença entre as nove melhores da temporada é um feito notável, considerando que ela começou o ano fora do top 20. Com um jogo versátil, boa leitura tática e notável calma sob pressão, Andreeva conquistou o respeito do circuito, mas agora depende de uma combinação de resultados para confirmar sua estreia no WTA Finals.
Caso Rybakina alcance as semifinais em Tóquio, Andreeva terminará o ano como primeira suplente, o que ainda seria um marco expressivo em sua jovem carreira. Já se a cazaque tropeçar antes da penúltima fase, Andreeva fará história ao se tornar a mais jovem tenista a disputar o Finals desde Caroline Wozniacki, em 2009.
O panorama do WTA Finals 2025
Com sete das oito vagas já preenchidas, o WTA Finals deste ano promete reunir uma mescla equilibrada entre força, juventude e experiência. Sabalenka e Świątek continuam o duelo que dominou o circuito nas últimas temporadas, enquanto Coco Gauff e Amanda Anisimova representam o vigor da nova geração americana. Jessica Pegula e Madison Keys completam o quarteto dos Estados Unidos, mostrando a força do país no circuito.
Paolini, por sua vez, chega como a outsider capaz de surpreender, enquanto a última vaga — seja de Rybakina ou Andreeva — deve adicionar um tempero final a uma temporada já marcada por alternâncias no topo.
Foto: Taya Gray/The Desert Sun