Falar sobre Champions League é falar sobre craques que decidiram jogos sozinhos. Mas alguns foram além: transformaram uma noite comum em uma exibição absurda, daquelas que ficam marcadas para sempre. E quando o assunto é marcar cinco ou quatro gols em um único jogo, a lista é mais curta do que parece.
Ao longo das décadas, poucos jogadores conseguiram alcançar esse nível de protagonismo. Uns fizeram história recente, outros remontam a um futebol de outra época, em gramados e contextos completamente diferentes. Mas todos têm algo em comum: dominaram uma partida de Champions como se fosse um treino particular.
E é justamente esse grupo seleto que aparece aqui, começando por um nome que não sai de nenhum ranking: Lionel Messi.
Messi e o início do clube dos cinco na Champions League
O primeiro jogador da era moderna da Champions a anotar cinco gols em um único jogo foi Lionel Messi. Em março de 2012, o Barcelona atropelou o Bayer Leverkusen por 7 a 1, e o argentino simplesmente decidiu que seria a sua noite. Ele marcou cinco vezes, comandou o jogo e escreveu uma das atuações mais absurdas da história do torneio.
O mais impressionante é que esse nem foi o auge dele na temporada. Messi terminou 2011-12 com 73 gols pelo Barcelona. Nenhum outro jogador na história do clube chegou perto disso. E mesmo com tantos momentos marcantes, esse jogo contra o Leverkusen virou referência imediata quando o assunto é domínio individual.
Mas Messi não foi o primeiro da história geral da competição a marcar cinco. Antes da Champions League como conhecemos hoje, ainda na era da antiga Copa dos Campeões, outros nove jogadores já tinham alcançado a marca.
Outros nomes que chegaram aos cinco gols
Entre esses pioneiros estão jogadores como Owe Ohlsson, Altafini, Raymond Crawford e Gerd Müller. Eles brilharam nas décadas de 1950, 1960 e 1970, numa era completamente diferente do futebol, mas que também permitia atuações tão dominantes quanto.
Esses jogos ajudaram a construir o mito da competição, criando uma memória histórica que atravessa gerações. Ainda assim, para a maioria dos torcedores, a era moderna é a que pesa mais, tanto pela competitividade quanto pela visibilidade. É por isso que, depois de Messi, o mundo foi à loucura quando alguém conseguiu igualar o feito.
E esse alguém foi Luiz Adriano.
Luiz Adriano e a noite perfeita contra o Bate Borisov
Em 2014, Luiz Adriano entrou para a história ao marcar cinco gols no massacre de 7 a 0 do Shakhtar Donetsk contra o BATE Borisov. Quatro deles vieram ainda no primeiro tempo, em uma atuação simplesmente imparável.
O brasileiro gostou tanto do adversário que fez mais três gols no jogo da volta. Foram oito gols contra o mesmo time na fase de grupos – um recorde até hoje. Não é exagero dizer que aquela foi a temporada da vida dele na Champions.
Mesmo assim, ninguém imaginava que o próximo integrante desse clube chegaria com ainda mais impacto midiático. Mas ele chegou. E veio da Noruega.

Haaland: o fenômeno que destruiu o Leipzig
Em 2023, Erling Haaland decidiu que também queria fazer parte da matemática impossível da Champions: cinco gols em um único jogo. E ele fez isso num 7 a 0 do Manchester City sobre o RB Leipzig.
A atuação foi tão absurda que Guardiola o tirou aos 63 minutos. Se tivesse ficado até o final, provavelmente teria feito seis, sete… ninguém duvida. Haaland terminou aquele jogo batendo recordes de velocidade para alcançar 30 gols no torneio, além de se tornar o jogador mais jovem a atingir essa marca.
A sensação era clara: estávamos vendo um novo capítulo da história ser escrito ao vivo.

O clube dos quatro gols e as noites inesquecíveis
Abaixo do seleto grupo dos cinco gols vem outro clube especial: o dos jogadores que marcaram quatro vezes em um só jogo. E aqui os nomes são muitos, mas alguns se destacam pelo contexto, pela importância do duelo ou pelo impacto histórico.
Marco van Basten inaugurou esse clube na era Champions em 1992. Depois dele vieram Simone Inzaghi, Dado Prso, Ruud van Nistelrooy, Andriy Shevchenko, Messi de novo, Gomis, Gomez, Lewandowski, Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo, Gnabry, Ilicic, Giroud, Haller, Harry Kane e Mbappé.
Todos eles tiveram uma noite em que tudo dava certo: bola sobrava, chute entrava, defesa adversária não sabia o que fazer.
E alguns desses jogos se tornaram emblemáticos.
Lewandowski, Kane e Mbappé: capítulos recentes dessa lista
Lewandowski talvez seja o mais impressionante entre eles. Em 2013, ele marcou quatro gols no Real Madrid, em uma semifinal, algo praticamente inimaginável. E repetiu a dose anos depois pelo Bayern, mostrando que não foi acaso.
Harry Kane também entrou recentemente no grupo, com quatro gols contra o Dinamo Zagreb, incluindo três pênaltis – algo que ninguém tinha feito antes.
E o mais novo integrante é Kylian Mbappé, que marcou quatro contra o Olympiakos em 2025, seu primeiro poker com a camisa do Real Madrid. Mais uma amostra do que ele pode fazer quando está solto em campo.

O resumo dessa história
A verdade é simples: marcar quatro ou cinco gols em um jogo de Champions League é raro demais. São noites em que talento, confiança, momento do time e até um pouco de caos se combinam para criar algo enorme.
Esses jogadores não só venceram partidas. Eles criaram capítulos inteiros da história da competição. E cada nova adição à lista reforça o quanto a Champions é um palco especial, onde os maiores realmente aparecem.