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Como Diego Lopes superou rivais para ter revanche contra Volkanovski no UFC

O presidente do UFC, Dana White, oficializou nesta quinta-feira (27) a revanche entre Alexander Volkanovski e o brasileiro Diego Lopes pelo cinturão dos penas — a luta será o confronto principal do evento UFC 325, marcado para 31 de janeiro de 2026, em Sydney, na Austrália.

Esta é a segunda chance de Diego Lopes disputar o título da divisão até 65,8 kg — o primeiro encontro entre os dois aconteceu em abril de 2025, no UFC 314, quando Volkanovski venceu por decisão unânime e retomou o cinturão.

Diego Lopes desbanca lutadores bem colocados

Para garantir essa revanche, Diego Lopes precisou superar uma concorrência respeitável: nomes como Lerone Murphy e Movsar Evloev estavam no páreo para desafiar Volkanovski, mas terão que esperar um pouco mais.

Murphy e Evloev acumulam campanhas impressionantes e são vistos por muitos como postulantes naturais ao cinturão. Entretanto, a combinação da popularidade de Diego, seu estilo de luta agressivo e — fundamentalmente — a vitória convincente sobre outro compatriota, Jean Silva, em setembro, pesou a favor do brasileiro.

Naquele combate, Diego levou o adversário à derrota por nocaute no segundo round — um resultado que quebrou a invencibilidade de Silva no UFC.

O diferencial de Lopes no UFC

Diego Lopes se destaca por um estilo de luta agressivo e versátil — com poder de nocaute em pé, mas também capaz de causar dano no solo. Essa agressividade o torna um risco real para qualquer campeão complacente, algo visível em sua trajetória recente.

Ademais, sua resiliência e capacidade de se recuperar de derrotas mostraram força de caráter: mesmo após perder o cinturão no UFC 314, ele não se acomodou. Pelo contrário, voltou a competir determinado — e sua vitória sobre Jean Silva foi expressiva, não apenas pelo resultado, mas também pela forma convincente, com finalização por nocaute.

Além dos predicados técnicos, Lopes tem um diferencial importante: seu carisma e popularidade entre os fãs do UFC. Este fator, como sabemos bem, também influencia a direção da organização na hora de definir a escolha da luta principal de um evento.

A revanche

O confronto no UFC 325 representa não apenas a ambição pessoal de Diego Lopes, mas também uma oportunidade de redenção. Depois de perder a disputa pelo título no UFC 314, ele terá agora a chance de “zerar a conta” diante de quem o derrotou.

Para o Brasil, a luta assume um peso simbólico adicional: caso Diego conquiste o cinturão, o país poderá terminar janeiro de 2026 com cinco campeões ativos no UFC — algo inédito na história.

Para isso, entretanto, o MMA brasileiro terá que ganhar outras duas lutas. Na primeira, marcada para 6 de dezembro, Alexandre Pantoja defendeu o título nos moscas contra Joshua Van. Depois, em 24 de janeiro, a baiana Amanda Nunes volta da aposentadoria para tentar recuperar o cinturão feminino dos galos, diante de Kayla Harrison.

Atualmente, Alex Poatan (meio-pesados) e Mackenzie Dern (palha feminino) são os representantes do Brasil campeões no UFC.

Desafios e expectativas em Sydney

Do lado de Volkanovski, há toda a experiência de um campeão veterano, de 37 anos, com histórico de defesas bem-sucedidas, que conhece bem os meandros de uma disputa de cinturão. Apesar disso, o australiano já admitiu o respeito por Diego — reconhecendo que o brasileiro faz o UFC vibrar e que seu estilo agressivo transforma qualquer luta em imprevisível.

Para Diego, o desafio será manter o ritmo, controlar suas ansiedades e aproveitar a chance de redimir aquele revés sofrido em abril. Ele já demonstrou ter as armas para isso — força, técnica, agressividade e apelo junto à torcida.

Desta forma, a revanche marcada para 31 de janeiro de 2026 combina fatores esportivos e de entretenimento: representatividade, história, chance de redenção e a possibilidade do MMA brasileiro fazer história.

Foto: Divulgação/UFC