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Brasileirão Futebol

Grêmio não consegue estabilidade e vive fim de ciclo com Mano Menezes

O Grêmio estava com uma festa preparada com mais de 35 mil torcedores presentes na Arena em busca de uma vitória para definir de vez sua fuga do rebaixamento e principalmente a continuação até o fim pela disputa por uma vaga na Libertadores, mas a 37ª rodada do Brasileirão terminou de forma muito amarga para o Imortal após a derrota por 2 a 1. As vaias da torcida representaram o completo esgotamento com um estilo de jogo que não está mais rendendo grandes resultados e parece ter “batido no teto”, sinalizando que Mano Menezes dificilmente seguirá no comando técnico da equipe após o término da atual temporada.

É importante ressaltar o cenário atual do Grêmio neste final de ano: o clube entrou em campo com somente dois uniformes provisórios por causa da passagem de bastão para o início da gestão de Odorico Roman, presidente que afirma não ter tomado uma decisão sobre o planejamento envolvendo a comissão técnica. Diante de todas as questões envolvendo a administração do estádio e as finanças do clube surgindo como prioridades urgentes, fica difícil imaginar que neste choque de ordem tenhamos Mano Menezes no comando técnico, principalmente considerando que Renato Gaúcho está livre no mercado e aparentemente longe da aposentadoria.

Os grandes problemas do Grêmio contra o Fluminense

Uma análise mais aprofundada sobre o desempenho do Grêmio contra o Fluminense torna injusta a colocação de toda culpa nas mãos de Mano Menezes, pois Tiago Volpi merece as críticas depois de mais um jogo que confirma sua péssima fase neste segundo semestre, muito longe do goleiro confiável que já foi algum dia. No primeiro gol marcado pelos cariocas, falhou gravemente ao não achar a bola depois de cair antes da finalização, algo que lembrou o erro cometido diante do Corinthians. Depois de já ter sido ovacionado em diversos momentos, recebeu uma chuva de xingamentos e vaias da torcida.

E justamente diante deste cenário que outros jogadores importantes também não conseguem mais entregar o rendimento esperado. Alysson passou o tempo inteiro sem conseguir criar jogadas de maior perigo e errou bastante nas poucas tentativas de finalização. No meio-campo, Cuéllar (ex-Flamengo, time que levantará a taça de campeão brasileiro logo mais) até ocupou espaços na fase defensiva e ajudou na marcação, mas falhou em praticamente todos os lançamentos pelo meio. No mesmo setor, Dodi ficou bastante perdido na marcação e não justificou sua escalação em mais uma partida, enquanto Edenílson voltou a colaborar muito pouco com o setor ofensivo em nova atuação discretíssima.

Por fim, é importante ressaltar o sistema defensivo formado por jogadores que não trazem confiança para o torcedor do Grêmio. No duelo contra o Fluminense, o lateral Marcos Rocha poderia ter impedido as vaias de Tiago Volpi se tivesse acompanhado Soteldo, permitindo que o adversário tivesse espaço e tempo para finalizar nas costas do marcador, expondo que a defesa de Mano Menezes ficou exposta em vários momentos do início ao fim. Contra o rebaixado Sport, espera-se nada mais do que uma vitória para enfim iniciar 2026 e fechar uma das temporadas mais esquecíveis da história do Grêmio.

Imagem: Divulgação