Heung-min Son
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Son tem retorno emocionante e vê um Tottenham mais competitivo

Son Heung-min voltou ao norte de Londres como quem nunca deixou de ser a cara do clube. Foram anos vestindo a camisa do Tottenham, gols históricos, noites europeias memoráveis e uma idolatria que cresceu jogo após jogo. Desde sua despedida rumo ao Los Angeles FC, os torcedores ficaram com aquele sentimento de que faltou um último abraço, um último “obrigado” dentro do estádio.

E essa chance finalmente chegou. Son retornou ao Tottenham Hotspur Stadium para um jogo grande da Champions League, daqueles que fazem o coração do torcedor bater mais forte. Antes da bola rolar, ele foi ao centro do campo, falou com a galera e recebeu um carinho absurdo das arquibancadas. Era como se o estádio inteiro tivesse esperado por esse momento.

Para deixar tudo ainda mais simbólico, o Tottenham venceu com autoridade o Slavia Praga por 3 a 0. E não tem como negar: a presença do sul-coreano trouxe um clima especial, como se nada pudesse dar errado naquela noite.

Frank sob pressão, mas vivendo o melhor momento

Thomas Frank sabia que precisava reagir. A temporada do Spurs vinha marcada por cobranças pesadas, protestos e muitas dúvidas sobre sua capacidade de comandar um clube com ambições tão grandes. Ele até se complicou quando criticou parte da torcida que vaiou o goleiro Vicario em um jogo recente. Uma estratégia arriscada que só faz sentido quando os resultados aparecem.

E eles começaram a aparecer justamente quando o técnico estava no limite. Primeiro, um empate importante fora de casa contra o Newcastle, mostrando força para buscar o resultado mesmo em um ambiente hostil. Depois, uma vitória convincente contra o Brentford, o antigo time de Frank, que teve sabor de afirmação.

Agora, essa vitória na Champions confirma uma pequena virada de chave. Não foi uma atuação perfeita, é verdade, mas mostra que o time está no caminho para recuperar a confiança que faltou durante boa parte do ano.

Os números mostram uma mudança importante

Até esse jogo com o Slavia Praga, o Tottenham tinha apenas três vitórias em dezesseis partidas em casa em 2025 pelo campeonato inglês. Uma estatística que assusta e explica o clima tenso na temporada. Jogar em Londres estava virando sinônimo de pressão e cobrança.

Mas a Champions está sendo uma história diferente. O resultado de 3 a 0 colocou o time praticamente dentro do top 8 do grupo classificatório geral, posição que garante vaga direta no mata-mata. Além disso, a defesa, que sofreu muito no começo, está bem mais firme. Quatro jogos de seis na competição sem levar gols: um contraste gigantesco com aquela derrota por 5 a 3 para o PSG, quando o time até jogou bem, mas sucumbiu à qualidade dos franceses na reta final.

Simons e Kudus pedindo passagem

Uma das coisas mais animadoras nessa recuperação é o crescimento individual de alguns jogadores. Xavi Simons, por exemplo, tinha chegado com expectativa lá em cima, mas demorou a engrenar. Agora, está mais confiante, participando da criação, driblando e acelerando a transição ofensiva. Contra o Brentford, deu assistência e marcou gol. Contra o Slavia, voltou a ser decisivo.

Mohammed Kudus também merece destaque. Ele começou a temporada voando, caiu de rendimento e muita gente já duvidava se daria certo. Só que agora recuperou o ritmo, a explosão e a ousadia nas jogadas. Os dois até “disputaram” quem cobraria os pênaltis no segundo tempo — algo que Frank provavelmente não vai gostar muito, mas que mostra confiança e personalidade.

Os lances que garantiram a vitória

O primeiro gol saiu de forma curiosa. Após escanteio cobrado por Pedro Porro e desvio de Romero, o zagueiro Sima do Slavia acabou mandando de cabeça contra o próprio patrimônio. Daí para frente, o Tottenham dominou e resolveu tudo com tranquilidade na etapa final.

Kudus bateu o primeiro pênalti e marcou. Depois ele saiu para a entrada de Mathys Tel, e aí Simons foi quem pegou a bola e converteu o segundo pênalti, fechando o placar e garantindo uma das noites mais leves da temporada para o torcedor londrino.

Son sorrindo, torcida feliz e um técnico respirando

No apito final, Son estava com aquele sorrisão clássico. A torcida estava igual. Era como se, por alguns minutos, todo o stress, toda a cobrança e toda a desconfiança sobre o trabalho de Frank fossem engolidos pela felicidade do momento.

Claro que ainda falta muito. O Tottenham precisa seguir vencendo, especialmente em casa, para reconstruir a relação com os torcedores. Mas noites como essa fortalecem vínculos e fazem o torcedor acreditar novamente.

E, convenhamos, tem algo muito especial em ver um ídolo voltando para casa e testemunhando um recomeço. Foi um roteiro daqueles bem cinematográficos: Son no estádio, Spurs jogando bem, vitória convincente e o ambiente finalmente respirando esperança.

Se esse é o ponto de virada da temporada? Ainda é cedo para afirmar. Mas que parece muito com isso, parece.