Chelsea
Futebol UEFA Champions League

Chelsea enfrenta falta de profundidade em seu elenco

O Chelsea ficou muito próximo de convencer seu torcedor de que possui um elenco suficientemente bem profundo capaz de modificar escalações em diversas oportunidades para se manter firme em jogos competitivos, e isso havia ficado ainda mais claro (para estes que defendem a tese) depois da goleada impressionante de 5 a 1 sobre o Ajax na UEFA Champions League. No entanto, a rodada seguinte desta competição continental trouxe novas dúvidas, com os Blues perdendo para uma fragilizada Atalanta pelo placar de 2 a 1, desperdiçando uma oportunidade de ouro para ficar solidificado nas primeiras posições.

Essa estratégia é totalmente baseada na filosofia de Enzo Maresca, que está em uma temporada que pode chegar próximo de 70 partidas depois de uma Copa do Mundo de Clubes em que os Blues foram muito exigidos sobretudo no mata-mata. O técnico acredita que a rotação constante faz com que o Chelsea evite lesões importantes e possa gerenciar a qualidade de estrelas individuais, com Reece James sendo um bom exemplo dessa execução considerando que o atleta esteve envolvido em várias lesões nos últimos três anos, mas conseguiu uma regularidade impressionante em 2025.

Números divulgados pela Opta mostram que Enzo Maresca aumentou muito o seu número de substituições nesta temporada ultrapassando a barreira das cem trocas já neste momento da temporada, uma média de 4,39 mudanças por jogo, acima do que qualquer outro técnico empregado na Premier League. É importante ressaltar que foram poucos os que ficaram incomodados com essa filosofia de preservação e controle quando uma vitória por 3 a 0 sobre o Barcelona acabou sendo um dos triunfos mais comemorados nos últimos meses.

Chelsea pode manter a mesma abordagem?

Os resultados de novembro permitiram que Maresca dobrasse a aposta em sua estratégia no Chelsea, mas os últimos três jogos (com 16 alterações em equipes titulares e 12 substituições) acabaram permitindo o surgimento de três resultados bem adversos, com duas derrotas (para Leeds United e Atalanta) e um empate (contra o Bournemouth). Isso chamou atenção considerando que está difícil para os Blues manterem o alto nível de desempenho mostrado no início da temporada, pois ao todo, o clube perdeu mais de um quarto (seis em 23) dos seus jogos em todas as competições e empataram outros cinco, um aproveitamento de apenas 52%.

Maresca defendeu a estratégia em entrevista coletiva e possui total apoio dos dirigentes do clube para administrar o elenco desta forma segundo informações da imprensa inglesa. Algumas alterações são obviamente aplicadas devido a lesão ou suspensão. Maresca também fica preocupado quando um jogador, principalmente o defensivo, recebe cartão amarelo, tendo sido essa a motivação que fez Wesley Fofana ceder seu lugar para Chalobah contra a Atalanta, mas o atleta que entrou foi muito lento nas jogadas e ajudou muito o sistema ofensivo italiano no meio-campo.

Para piorar a situação, o francês teve de sair devido a uma pancada no olho e Tosin Adarabioyo entrou em jogo aos 76 minutos sem conseguir causar o impacto imaginado. Agora, depois de tantos resultados negativos, será que veremos o retorno de uma abordagem mais simples com a definição dos “11 titulares”? De toda forma, é interessante ver um debate tão “brasileiro” sendo aplicado no futebol inglês.

Imagem: Getty Images