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Colby Covington decide subir de categoria no UFC e já tem dois ex-campeões na mira

O norte-americano Colby Covington, ex-campeão interino dos meio-médios no UFC, decidiu que irá tomar uma atitude ousada em sua reta final de carreira: subir de categoria e lutar nos pesos-médios. Fora do octógono desde dezembro de 2024, o atleta de 37 anos demonstra confiança de que poderá se sobressair diante de adversários maiores, de até 83,9 kg, apostando em velocidade, preparo físico e volume de luta como diferenciais. Conhecido tanto pelo estilo agressivo dentro do cage quanto pelo personagem provocador fora dele, Covington parece disposto a buscar novos holofotes após um período de resultados irregulares.

Em entrevista à emissora “Submission Radio”, o veterano deixou claro que a mudança não é apenas estratégica, mas também física. “Sei que posso me sair bem na categoria dos médios. Aqueles caras são muito mais lentos. Podem ser maiores, podem bater mais forte, mas são muito mais lentos. Sou tão forte quanto eles. Estou ganhando bastante massa muscular e ficando mais forte ultimamente”, afirmou. A confiança reflete não só o trabalho recente na academia, mas também a leitura que Covington faz do atual cenário do UFC, especialmente na divisão dos meio-médios, onde já foi protagonista.

Para ele, o problema não é apenas esportivo, mas também de mercado. “Sinto que há muito mais lutas interessantes na categoria dos pesos-médios agora do que na dos pesos-meio-médios. Simplesmente não há estrelas. É uma pena que não haja estrelas na categoria dos pesos-meio-médios, então acho que terei que subir para os pesos-médios para conseguir algumas lutas importantes.” A declaração revela um atleta atento ao entretenimento e à relevância midiática, fatores que sempre caminharam lado a lado com sua carreira no UFC.

Dois ex-campeões na mira de Covington

Ao projetar sua chegada aos médios, Covington já aponta alvos claros — e de peso. Dois ex-campeões da categoria aparecem no radar: Israel Adesanya e Sean Strickland. Ambos são nomes consolidados, com forte apelo junto ao público, algo que o americano valoriza abertamente. “Acho que alguém como Israel Adesanya me intriga, um ex-campeão como eu, alguém que gera expectativa, tem seguidores, uma plataforma e uma marca. Então, acho que a luta contra o Izzy faz muito mais sentido do que qualquer outra coisa, e é alguém de quem eu realmente não gosto.”

A rivalidade, segundo Covington, já extrapola o aspecto esportivo.”Ele já falou muita besteira sobre mim no passado, então vamos ver se ele consegue mesmo provar o que disse.” A animosidade promete combustível para uma eventual promoção, algo que o UFC historicamente valoriza. Já no caso de Strickland, a análise é mais técnica — ao menos no discurso. “Eu adoraria lutar com o Sean Strickland. Ele é um kickboxer de cardio. Eu o venceria em qualquer situação. Você viu o que o Dricus (Du Plessis) fez com ele? Eu faria o mesmo.”

Últimos atos em busca de grandes bilheterias

A movimentação de Covington indica que o foco vai além do cinturão. Aos 37 anos, ele parece mirar o show, as grandes bilheterias e lutas que mantenham seu nome em evidência. Fora do octógono desde dezembro de 2024, o americano vem de três derrotas em suas últimas quatro apresentações, um retrospecto que enfraqueceu sua posição na elite dos meio-médios. Nesse contexto, a subida para os pesos-médios surge como uma tentativa de reinvenção.

No entanto, o desafio é significativo. Enfrentar atletas naturalmente maiores, mais acostumados ao impacto e à força da divisão, não é uma transição simples, por mais confiante que Covington se mostre. A categoria dos médios reúne estilos variados, desde strikers técnicos até lutadores fisicamente dominantes, o que exigirá ajustes finos em sua estratégia. Se a aposta renderá vitórias ou apenas grandes eventos ainda é incerto, mas uma coisa é clara: Colby Covington não pretende sair de cena sem barulho.

Foto: Getty Images