Seattle Seahawks
NFL

Defesa brilha, e o Seattle Seahawks vence o New England Patriots e conquista o Super Bowl 60

Na noite do último domingo, 8, tivemos a grande final da NFL, com o Seattle Seahawks vencendo o New England Patriots por 29 a 13. Como era esperado, o Super Bowl LX foi um confronto defensivo, com os ataques tendo espaço para trabalhar apenas no último quarto. Os detalhes acabaram sendo o grande fator para o resultado final.

Kenneth Walker (Foto: Doug Benc / Associated Press)
Kenneth Walker (Foto: Doug Benc / Associated Press)

As defesas de Seattle Seahawks e New England Patriots foram superiores durante boa parte da partida. Os dois sistemas defensivos exporam as principais fraquezas do ataque. Drake Maye e Sam Darnold foram pressionados, Rhamondre Stevenson e Kenneth Walker precisaram de muita coisa para produzirem, já Jaxon Smith-Njigba e Stefon Diggs tiveram uma noite apagada. No geral, as defesas dominaram.

O ataque do Seattle Seahawks conseguiu enfrentar melhor a defesa dos Patriots, mas saiu de campo muitas vezes com apenas um field goal. E isso fez com que New England ficasse “vivo” durante boa parte do jogo, mesmo que o ataque não fizesse nada. Drake Maye sofreu, foi caçado e derrubado. O quarterback quebrou o recorde da pós-temporada da NFL em sacks sofridos. Mesmo que Maye tentasse, os Patriots não saíam do lugar.

Tudo mudou no último quarto. A pressão dos Seahawks finalmente quebrou os Patriots, e Maye sofreu o primeiro turnover do jogo. A oportunidade foi muito bem aproveitada, com AJ Barner sendo o protagonista do primeiro touchdown da partida, nos minutos iniciais do último quarto. A sucessão de field goals (cinco, recorde do Super Bowl) criou certa vantagem para Seattle, e o touchdown aumentou ainda mais a vantagem.

Novamente, Drake Maye até tentou, mas a defesa do Seattle Seahawks foi superior, mais uma vez. A pressão de Seattle foi muito para a linha ofensiva de New England aguentar, Maye sofreu turnover após turnover.

O Seattle Seahawks não precisou ser perfeito no ataque. Sem erros, sem turnovers e com o jogo corrido sendo protagonista, enquanto a defesa fazia a sua parte. Sam Darnold não teve a mesma atuação como contra os Rams; nem precisou, para falar a verdade. No momento em que precisou, o quarterback “girou o punhal”.

A defesa do Seattle Seahawks foi o grande protagonista do Super Bowl LX, ao lado de Kenneth Walker (27 corridas para 135 jardas), MVP do Super Bowl. Atuação de gala de um dos melhores sistemas defensivos da NFL, e o título é resultado disso.

Uchenna Nwosu (Foto: AFP via Getty)
Uchenna Nwosu (Foto: AFP via Getty)

A primeira campanha do Seattle Seahawks no Super Bowl teve potencial, porém ficou apenas no field goal. A equipe tentou acionar Jaxon Smith-Njigba em alguns momentos durante o drive, mas a defesa dos Patriots marcava muito bem o wide receiver. Kenneth Walker, porém, teve seus momentos, longe de ser efetivo. Sam Darnold lançou mais do que o necessário e quase cometeu dois turnovers. A defesa dos Patriots levou a melhor ao ceder apenas três pontos, em uma campanha que poderia ter terminado no touchdown.

Na vez do ataque dos Patriots, jogadas simples. Corrida pelo meio, Drake Maye lançando passes curtos. Mas a defesa dos Seahawks apareceu logo cedo. Mate foi derrubado e bem pressionado, e o punt foi inevitável.

Sam Darnold voltou a campo em seguida, mas, assim como Maye, teve momentos complicados. O quarterback foi novamente acionado várias vezes, flertando com a interceptação algumas vezes. Ele também desperdiçou o que poderia ter sido o primeiro touchdown do jogo, ao perder Jaxon Smith-Njigba completamente livre.

Após as primeiras campanhas, Drake Maye parecia mais consistente, enquanto Sam Darnold estava mais nervoso. O jogo corrido não estava produzindo ou sendo efetivo para os dois times. No geral, grande parte do primeiro quarto foi dominado pelas defesas.

Drake Maye (Foto: Thearon W. Henderson/Getty)
Drake Maye (Foto: Thearon W. Henderson/Getty)

A impressão inicial da partida é que as duas equipes não estavam interessadas em apostar no jogo corrido, devido ao talento das linhas defensivas. O ataque dos Seahawks facilitava a ação da defesa dos Patriots por deixar a bola nas mãos de Sam Darnold, para o quarterback resolver com o talento de seu braço. Como o esperado, o sistema defensivo de New England anulou o seu adversário.

Do outro lado, os Patriots tinham muito respeito pela defesa dos Seahawks — talvez, um pouco demais. New England não forçava e apostava em jogadas simples, com corridas que não produziam muitas jardas e passes curtos. Mesmo assim, Drake Maye parecia estar mais no jogo do que Darnold.

Demorou, mas Sam Darnold soltou o braço logo no início do segundo quarto. No primeiro momento em que o quarterback mostrou confiança na partida, ele quase acertou um “home run” com belo passe em profundidade, mas a secundária dos Patriots evitou que a bola chegasse ao wide receiver. E o ataque dos Seahawks engrenou depois disso. Walker foi acionado mais vezes e conseguiu duas grandes corridas, enquanto os a defesa dos Patriots parecia perdida pela primeira vez no Super Bowl. Porém, mais uma campanha interessante que terminou em field goal para os Seahawks.

Para Drake Maye, a defesa do Seattle Seahawks chegava com cada vez mais frequência no quarterback dos Patriots. A pressão de Seattle era “asfixiante” e Maye não tinha para onde ir, e a linha ofensiva de New England “ruía” mais a cada jogada.

Se a defesa de Seattle fazia sua parte, o mesmo não podia ser dito do ataque. O jogo corrido era efetivo em alguns momentos, até a defesa dos Patriots derrubar Walker atrás da linha de scrimmage. Então, Sam Darnold tinha que fazer o ataque avançar em campo, o que nem sempre resultava em algo positivo.

O jogo foi para o intervalo com o placar de 9 a 0 para o Seattle Seahawks, graças a Christian Gonzalez. O cornerback dos Patriots evitou o que poderia ter sido dois touchdowns para Seattle, com duas grandes jogadas defensivas.

Mack Hollins (Foto: Ronald Martinez/Getty)
Mack Hollins (Foto: Ronald Martinez/Getty)

Vimos mais do mesmo durante boa parte do terceiro quarto, com os Seahawks conquistando jardas, mas deixando o campo com apenas três pontos. O ataque de Seattle não conseguia vencer o duelo contra a defesa de New England em campo curto, o que resultou em mais oportunidades desperdiçadas.

Do outro lado, a defesa do Seattle Seahawks fazia a sua parte ao anular o ataque dos Patriots quase que completamente. Drake Maye não era tão eficiente quanto no primeiro tempo, e o quarterback errava passes com mais frequência. O jogo corrido, por sua vez, também não era fator. Se os Seahawks saíam de campo com três pontos, os Patriots ficavam apenas no punt.

Notícia ruim para o Seattle Seahawks: Jaxon Smith-Njigba foi para o vestiário por conta de uma lesão. Isso deixou o ataque da equipe ainda mais unilateral, e a defesa do Patriots focou em parar o jogo corrido (mais acionado devido a ausência de Smith-Njigba) e limitar os outros recebedores do time adversário. Enquanto isso, Christian Gonzalez manteve seu alto nível em campo.

Drake Maye (Foto: Julio Cortez / Associated Press)
Drake Maye (Foto: Julio Cortez / Associated Press)

Já nos segundos finais do terceiro quarto, fumble para Drake Maye. O quarterback estava flertando com isso durante boa parte da partida, e o turnover foi o início do fim do New England Patriots.

AJ Barner anotou o primeiro touchdown do Super Bowl logo após o turnover, no início do último quarto. Por incrível que pareça, precisou o Seattle anotar o primeiro touchdown para o segundo acontecer logo depois. Drake Maye soltou o braço pela primeira vez na partida. Campanha rápida e que terminou em belo touchdown de Mack Hollins. Apesar da recepção, méritos totais para Maye.

O desespero fez de Drake Maye vestir a capa do “Super-herói”, como Josh Allen fez muitas vezes durante a temporada. Maye parecia imparável em vários momentos, lançando e correndo com a bola, até que o preço disso foi cobrado pela defesa do Seattle Seahawks. Maye forçou demais e acabou sendo interceptado, e a tentativa de virada dos Patriots “morreu” ali.

O Seattle Seahawks chutou e converteu mais um field goal, mas o último “golpe” foi da defesa. Caçado pela defesa adversária, Drake Maye lançou mal a bola, que foi recuperada por Uchenna Nwosu. O defensor só parou na endzone. Stevenson ainda anotou um touchdown para os Patriots, mas a vitória já estava garantida.

Final: Seattle Seahawks (14-3) 29 x 13 New England Patriots (14-3)

(Foto principal: Adam Hunger / Associated Press)