Mbappé, Real Madrid, Vinicius Jr
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Vinicius Júnior ajudou a trazer Mbappé e Bellingham ao Real Madrid; Entenda

Quando se fala em Real Madrid e contratações bombásticas, o primeiro nome que vem à cabeça é Florentino Pérez. Mas, nos bastidores das chegadas de Kylian Mbappé e Jude Bellingham, outro personagem teve papel ativo: Vinicius Junior. E não foi pouco. O brasileiro revelou que mandava mensagens, pressionava, perguntava “quando você vem?” e basicamente atuava como um verdadeiro agente informal do clube.

No caso de Bellingham, a novela foi intensa. O inglês quase foi para o Liverpool antes de desembarcar em Madrid por mais de 100 milhões de euros em 2023. Já Mbappé foi uma saga ainda maior. Foram anos de rumores, idas e vindas com o Paris Saint-Germain, até finalmente chegar ao Santiago Bernabéu após encerrar contrato.

Durante todo esse período, Vinicius estava lá, insistindo. Segundo ele mesmo contou, fazia lobby pesado no direct. A lógica era simples: quer ganhar tudo? Então joga com os melhores. Só que no Real Madrid, essa equação nem sempre funciona do jeito que parece no papel.

A filosofia galáctica vive

O pensamento de Vinicius — mais estrelas significam mais títulos — é praticamente um espelho da filosofia de Florentino Pérez. No início dos anos 2000, o presidente construiu o projeto dos Galácticos trazendo Luis Figo, Zinedine Zidane, Ronaldo e David Beckham. Era um desfile de superestrelas. Marketing, talento e impacto global.

O problema? Para equilibrar as contas, o clube vendeu Claude Makelele, peça fundamental no meio-campo. Zidane chegou a ironizar a decisão. Resultado: muito brilho, pouca estabilidade. O time perdeu equilíbrio e os títulos diminuíram.

Na segunda passagem de Pérez, a história se repetiu. Vieram Cristiano Ronaldo, Kaka e Karim Benzema. Depois, o clube vendeu Angel Di Maria para abrir espaço a James Rodriguez. Mais uma vez, o equilíbrio foi afetado.

A chegada de Mbappé parece seguir essa mesma lógica. O Real Madrid vinha de uma temporada histórica, conquistando La Liga e Champions League com um elenco sólido, que incluía até um centroavante clássico como Joselu cumprindo bem seu papel. Mas a tentação de adicionar mais uma camada de “ouro” falou mais alto.

O impacto em campo nem sempre é imediato

Individualmente, Mbappé entrega números absurdos. Mas coletivamente, a engrenagem ainda não encaixou como se imaginava. Tanto Carlo Ancelotti quanto Xabi Alonso acabaram pagando o preço em meio a oscilações do time.

Vinicius, curiosamente, talvez seja quem mais sentiu o impacto. Mbappé gosta de cair pela esquerda, exatamente o território onde o brasileiro sempre brilhou. A parceria tem lampejos espetaculares, mas falta constância. Os números mostram uma queda na média de gols de Vinicius quando divide o campo com o francês.

Fora de campo, porém, a relação é excelente. Mbappé faz parte do círculo mais próximo de Vinicius no vestiário, ao lado de Eduardo Camavinga e Ferland Mendy. Eles convivem intensamente, viajam juntos, treinam juntos. A química pessoal existe. A questão é transformá-la em química tática.

Quem será o próximo alvo de Vinicius?

Se Vinicius continuar desempenhando o papel de “agente”, talvez o próximo pedido precise ser mais estratégico do que midiático. O Real Madrid sente falta de um meio-campista controlador, alguém que substitua o legado deixado por Toni Kroos. Um jogador capaz de ditar ritmo, esfriar o jogo quando necessário e organizar o caos.

Alguns nomes surgem no radar europeu, mas existe um que seria impactante: Rodri. Campeão de tudo com o Manchester City e vencedor da Bola de Ouro, ele tem exatamente o perfil que falta ao time.

O detalhe curioso é que Rodri foi justamente quem superou Vinicius na disputa individual mais recente, gerando tensão e até boicote do clube a uma cerimônia em Paris. Mas o futebol dá voltas. E, se o objetivo é ganhar tudo, talvez seja hora de deixar o orgulho de lado.

No fim das contas, Vinicius Junior mostrou que já pensa como dirigente. Quer os melhores ao seu lado, quer fortalecer o elenco e manter o Real Madrid no topo. A pergunta agora é: ele continuará recrutando estrelas ou vai perceber que, às vezes, o que falta não é mais brilho — é mais equilíbrio?