O Arsenal entrou na Data Fifa cercado por preocupações médicas, mas a ideia de uma crise de lesões pode estar sendo inflada além da realidade. Em poucos dias, cinco jogadores importantes do elenco principal foram retirados das convocações de suas seleções, aumentando o alerta em um momento decisivo da temporada da Premier League.
Entre os casos mais sensíveis estão os zagueiros Gabriel Magalhães e William Saliba, pilares do sistema defensivo montado por Mikel Arteta. Ambos apresentaram problemas físicos (o brasileiro com dores no joelho e o francês com um desconforto no tornozelo) e acabaram liberados para recuperação.
Outros nomes como Jurriën Timber, Leandro Trossard e Eberechi Eze também ficaram de fora dos compromissos internacionais, ampliando a sensação de fragilidade no elenco. Apesar do número elevado de ausências, o contexto sugere cautela antes de classificar a situação como uma crise.
Situação do Arsenal ainda não é desesperadora
A Data Fifa de março é composta majoritariamente por amistosos, jogos sem peso competitivo imediato. Isso faz com que clubes e seleções optem por preservar atletas que apresentam desgaste acumulado ao longo da temporada. No caso de Saliba, por exemplo, o problema não exige afastamento prolongado: a previsão é de cerca de 10 dias de recuperação, o que indica retorno rápido aos gramados. Enquanto isso, Gabriel apresenta um quadro descrito apenas como dor, sem indicação de lesão grave.
Com isso, podemos apontar que há uma expectativa interna muito bem definida: ambos devem estar disponíveis para os próximos compromissos do Arsenal, incluindo jogos importantes de mata-mata pela UEFA Champions League, competição onde possui favoritismo notável para ao menos chegar na decisão.
Além disso, um ponto central levantado é a cultura do futebol de elite de atuar “no sacrifício”, pois jogadores frequentemente competem mesmo com dores, especialmente em fases decisivas da temporada. No entanto, esse comportamento aumenta significativamente o risco de lesões mais sérias. O exemplo mais recente consiste em Kylian Mbappé, que insistiu em atuar com desconforto e acabou enfrentando problemas recorrentes no joelho ao longo da temporada.
Arsenal precisa ficar em alerta mesmo sem crise
Cabe relembrar também que, em temporadas anteriores, o Arsenal já utilizou essas paradas para jogos de seleções com o objetivo de preservar atletas-chave, especialmente quando os compromissos pelas seleções não tinham caráter decisivo. Esse comportamento também é comum em outras seleções e clubes, pois técnicos e departamentos médicos preferem evitar riscos desnecessários quando o calendário oferece margem para descanso.
Até mesmo treinadores de seleções reconhecem essa lógica, com casos recentes em que jogadores deixaram de ser convocados mesmo estando próximos do retorno físico, priorizando a recuperação completa. No entanto, apesar da situação não se configurar em uma crise, o Arsenal precisa ficar atento com alguns pontos que merecem atenção maior.
Essas lesões apontam um possível desgaste acumulado do elenco nesta reta final de temporada e uma possível necessidade de rotação nas próximas partidas, quando teremos jogos cada vez mais decisivos, aumentando o risco de queda de desempenho em jogos decisivos. Isso se torna ainda mais relevante após a derrota para o Manchester City na final da Copa da Liga, resultado que aumentou a pressão sobre o grupo na reta final da temporada.
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