O Arsenal já gastou pesado, já montou um elenco competitivo e já voltou a brigar no topo, sonhando bastante com o título da Premier League, e quem sabe até na Champions League… mas, pelo visto, Mikel Arteta ainda quer mais. E o “mais” da vez tem nome, sobrenome e muita habilidade: Khvicha Kvaratskhelia.
Sim, o craque do Paris Saint-Germain entrou no radar dos Gunners para a próxima janela de transferências. E não é aquele interesse tímido, não. A ideia em Londres é clara: adicionar criatividade individual, drible e imprevisibilidade a um ataque que já é bom, só que ainda pode subir de nível.
Na última janela, o Arsenal investiu quase €300 milhões. Um número que, por si só, já colocaria qualquer clube em modo “calma, chega”. Mas não é bem assim que funciona com Arteta. O treinador espanhol quer um elenco ainda mais completo, principalmente pensando em brigar forte pela Premier League e pela UEFA Champions League.
Além de Kvaratskhelia, outros nomes estão sendo monitorados. Jogadores como Sandro Tonali, Valentino Livramento, Rafael Leão e Francesco Pio Esposito aparecem na lista. Ou seja: não é só uma peça que falta, é um ajuste fino de elenco nível “modo carreira no videogame”.
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Kvaratskhelia: o diferencial que falta no Arsenal?
A possível chegada de Kvaratskhelia não é só sobre número, é sobre perfil. O georgiano é aquele jogador que quebra linhas sozinho, que transforma um jogo travado em uma jogada de gol. E, convenhamos, isso faz falta em momentos decisivos.
No PSG, sob comando de Luis Enrique, ele já soma 35 participações em gols em 69 jogos. Números sólidos, principalmente considerando o contexto competitivo do clube francês.
E tem mais: segundo informações recentes, o entorno do jogador vê com bons olhos uma ida para o Emirates Stadium. O problema? Convencer o PSG. O clube francês não deve facilitar a saída de um dos seus principais nomes, ainda mais pouco tempo depois de tirá-lo do Napoli.
Como o Arsenal ficaria com Kvara?
Agora vem a parte que empolga o torcedor: como esse time jogaria? A base não mudaria tanto. David Raya segue como titular no gol, protegido por uma linha defensiva sólida com Jurrien Timber, William Saliba, Gabriel Magalhães e Piero Hincapié.
No meio, a trinca formada por Martin Zubimendi, Martin Ødegaard e Declan Rice deve continuar sendo a espinha dorsal da equipe. Equilíbrio, intensidade e qualidade no passe, difícil mexer nisso.
Mas é no ataque que a coisa muda de verdade. Kvaratskhelia chegaria para ser titular imediato, ocupando o lado esquerdo. E aí vem a questão: quem sai? Gabriel Martinelli ou Leandro Trossard provavelmente teriam que abrir espaço. Decisão difícil, diga-se de passagem.
Do outro lado, Bukayo Saka segue intocável. Mesmo com uma temporada mais irregular, ele continua sendo peça-chave do projeto.
No comando de ataque, Viktor Gyökeres deve manter a titularidade, pelo menos inicialmente. Mas o interesse em Julián Álvarez indica que a concorrência pode aumentar e muito.
Provável escalação
Pensando nesse cenário, o Arsenal poderia alinhar assim:
Goleiro: David Raya
Defesa: Timber, Saliba, Gabriel Magalhães, Hincapié
Meio-campo: Zubimendi, Ødegaard, Rice
Ataque: Saka, Gyökeres, Kvaratskhelia
Um time que mistura juventude, intensidade e, principalmente, talento individual.
Nem todo mundo sai ganhando nessa história. Jogadores como Noni Madueke e Kai Havertz tendem a virar opções mais situacionais, entrando em jogos específicos ou atuando mais em copas, sem esquecer de Eberechi Eze. E isso é natural. Times que querem brigar por tudo precisam de profundidade — mas também de hierarquia bem definida.
Vale o investimento?
Essa é a pergunta de milhões (ou melhor, de muitos milhões de euros). Kvaratskhelia elevaria o nível do Arsenal? Sim. Resolveria todos os problemas? Provavelmente não. Mas futebol de alto nível é isso: somar qualidade até ficar difícil para o adversário respirar.
Se a negociação acontecer, o Arsenal manda um recado claro para a Europa: não está satisfeito em bater na trave. Quer título. E quer agora. E com Saka de um lado e Kvaratskhelia do outro… bom, aí é melhor os laterais começarem a rezar antes dos jogos.
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