Lamar Jackson é um novo homem. Logo no início do novo regime do Baltimore Ravens, o quarterback mostra seu comprometimento com a franquia ao assumir uma nova postura, algo que não era visto desde que chegou ao time há alguns anos.
Sua nova versão mostra amadurecimento e comprometimento com que o novo regime do Baltimore Ravens tenta impor ao elenco, principalmente em termos de cultura. Parece algo banal, mas a presença de Lamar Jackson nos treinamentos voluntários dos Ravens nesta offseason é um excelente indicador.
Lamar Jackson sempre foi criticado por sua ética de trabalho, especialmente durante a offseason. No caso dos treinamentos voluntários da NFL, o quarterback nunca participou, já que não é obrigatório. Isso era problema para alguns e para outros, não. Mas isso mudou nesta offseason.
O Baltimore Ravens foi um dos muitos times que mudou de treinador nos últimos meses. Jesse Minter assumiu a função após o desligamento de John Harbaugh (hoje treinador do New York Giants). Por conta disso, os Ravens têm permissão para iniciar seu programa de pré-temporada duas semanas antes do resto da liga — e eles aproveitaram ao máximo. E para a surpresa de muitas pessoas, Lamar Jackson foi um dos jogadores que participou dos primeiros treinamentos do início da era Minter em Baltimore.

Nova postura de Lamar Jackson
A presença de um quarterback que recebe US$52 milhões por ano nos treinamentos voluntários é uma vitória para qualquer franquia da NFL. Mas o caso de Lamar Jackson é um triunfo ainda maior para os Ravens.
O jogador de 29 anos tem um histórico irregular quando se trata de comparecer a atividades não obrigatórias, tendo perdido centenas de milhares de dólares em bônus por participação em treinos nos últimos anos, enquanto disputas contratuais ofuscavam suas contribuições em campo pelos Ravens.
Minter deixou claro que os Ravens querem que seu programa voluntário de pré-temporada seja um terreno fértil para o sucesso, respeitando também as regras da liga quanto à sua natureza voluntária. A franquia mostra que tem o objetivo de levar à sério a temporada de 2026.
“Trata-se de criarmos um ambiente onde [os jogadores] queiram estar”, disse ele na semana passada. “Onde eles sintam que estão tirando muito proveito disso… Precisamos criar um ambiente onde eles sintam que estão melhorando.”
Deixando de lado a questão ética de trabalho de Lamar Jackson em sua carreira, Baltimore também comemora a mensagem que o quarterback passa nesta offseason: os Ravens são o fator importante.

Precisamos lembrar que Lamar Jackson e Baltimore Ravens discutem um novo contrato para os próximos meses, já que o quarterback tem vínculo com a franquia até o final da atual temporada. A expectativa era que Lamar assinasse um novo contrato antes do início da nova temporada da liga, o que não aconteceu. Em vez disso, Jackson reestruturou seu contrato para dar ao clube mais espaço no teto salarial em 2026.
Essa negociação ainda deve levar algum tempo, mesmo assim o Baltimore Ravens sinaliza que o futuro da posição de quarterback da equipe é Lamar Jackson, e Jesse Minter concorda.
“Queremos aproveitar o que ele já é”, explicou Minter na semana passada. “Acho que ele é o melhor jogador da NFL. Queremos construir um ataque que, às vezes, permita que ele brilhe, [e] às vezes alivie um pouco a pressão sobre ele. Queremos uma linha de scrimmage dominante, um jogo terrestre dominante, queremos construir a melhor defesa da liga para jogar ao lado dele, e acreditamos que criaremos um ambiente onde ele ainda poderá dar um passo ainda maior.”
A era Jesse Minter começou muito bem para o Baltimore Ravens. Ter o apoio de Lamar Jackson neste momento do ano é excelente indicador para o futuro. Os Ravens é uma das equipes mais pressionadas nesta temporada por resultados positivos, contudo o futuro tende a ser positivo para Minter e Lamar Jackson.
(Foto principal: Charles LeClaire-Imagn Images)