Mikel Arteta, técnico do Arsenal. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Futebol Premier League

Arsenal projeta verão decisivo: renovação de Arteta, mercado agressivo e joias da base em risco

O torcedor do Arsenal vive aquele momento raro: olhar pra tabela, ver o time líder e começar a fazer conta regressiva pra um título da Premier League que não vem há mais de duas décadas. E vale lembrar, muitas das vezes que estiveram perto, viram alguém chegar depois de tirar de suas mãos.

Mas enquanto a bola rola e o sonho segue vivo, nos bastidores o clube já está em modo planejamento pesado. Porque, independente de levantar taça ou não, o Arsenal sabe que o próximo passo é fundamental pra não voltar ao velho roteiro de “quase”. E esse verão promete.

Arteta no centro de tudo (como sempre)

Se tem uma figura que resume o Arsenal atual, é Mikel Arteta. O espanhol não é só técnico, é praticamente um gerente geral com apito. Tem influência em tudo: contratações, estilo de jogo, decisões estratégicas. E, sejamos justos, ele conquistou esse poder.

Desde que assumiu, o Arsenal saiu de um time irregular para um candidato constante ao título e presença firme na Champions. O famoso “trust the process” finalmente deixou de ser meme pra virar realidade.

Só que tem um detalhe importante: o contrato de Arteta vai até o fim da próxima temporada. As conversas para renovação já começaram e caminham bem, mas foram pausadas por um motivo simples, foco total na reta final da temporada. Ainda assim, a diretoria vê a extensão como prioridade absoluta.

E não é só uma questão de assinatura.

Arteta quer garantias de que o clube vai continuar competitivo, com investimento forte no elenco. Além disso, claro, entra o fator salário. Hoje, ele já está entre os técnicos mais bem pagos da Europa, atrás basicamente de nomes como Pep Guardiola e Diego Simeone.

A pergunta é: o Arsenal vai subir ainda mais esse patamar?

Vendas podem financiar o próximo salto

Se por um lado o Arsenal quer contratar, por outro também precisa vender. E não é só por estratégia esportiva, é questão financeira. Depois de gastar cerca de £250 milhões na última janela, o clube precisa equilibrar as contas e respeitar as regras da liga. Resultado: algumas saídas importantes podem acontecer.

E aqui vem a parte que pode dividir a torcida. Os jovens Ethan Nwaneri e Myles Lewis-Skelly, duas das maiores promessas da base, podem ser negociados. Sim, dói. Mas tem explicação: como são formados no clube, qualquer venda vira “lucro puro” no balanço. Ou seja, ajuda diretamente a aumentar o poder de investimento.

O Arsenal espera arrecadar algo na casa dos £100 milhões pelos dois. E não faltam interessados, principalmente de clubes que adoram lapidar jovens talentos, como o Borussia Dortmund.

Além deles, outros nomes mais consolidados também podem sair. Gabriel Jesus, Ben White e Gabriel Martinelli estão entre os que podem ser negociados dependendo das propostas. Ou seja: ninguém é totalmente intocável.

Reforços na mira: Newcastle no radar

Se vai vender, vai comprar também. E o Arsenal já tem alvos bem definidos. A ideia é reforçar três setores principais: lateral, meio-campo e ponta esquerda. E um clube aparece com força nesse radar: o Newcastle.

O lateral Tino Livramento agrada bastante, apesar do histórico recente de lesões. Já no meio, Sandro Tonali é visto como peça ideal para dar mais qualidade e controle. Na frente, o nome que volta à pauta é Anthony Gordon, que já esteve no radar anteriormente.

Além disso, o clube monitora oportunidades de mercado, como o lateral Óscar Mingueza, que pode ficar livre. E tem também a situação de Julián Álvarez. O interesse existe, mas depende de saídas no setor ofensivo, como Kai Havertz ou até mesmo Gyokeres (caso chegue ou saia de cena nos planos, algo que deve ser muito difícil de ocorrer).

Odegaard preocupa no Arsenal? Nem tanto

Outro ponto que poderia gerar barulho é a situação de Martin Odegaard. O capitão entra nos últimos dois anos de contrato, o que normalmente acende alerta. Mas, internamente, a ideia é clara: manter o camisa 10, não é uma questão a ser pensada, é uma certeza da equipe londrina.

Arteta vê o norueguês como peça-chave não só tecnicamente, mas também na liderança do grupo. Ou seja, qualquer especulação deve ficar só nisso mesmo.

O mais curioso de tudo isso é que o planejamento não depende diretamente do resultado da temporada. Se o Arsenal for campeão, o objetivo é claro: se consolidar como potência e buscar mais. Se não for, a missão é dar o passo que falta para finalmente chegar lá.

De qualquer forma, o clube entende que está perto, muito perto de voltar ao topo de vez. E, convenhamos, depois de tanto tempo batendo na trave, ninguém em Londres quer deixar essa chance escapar. O recado é simples: o Arsenal já é forte. Mas quer ser dominante.

E esse verão pode ser o início dessa transformação definitiva.

Foto: Justin Setterfield/Getty Images