Mikel Merino, Arsenal
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Arsenal pode ter reforço inesperado para o fim da temporada

Arsenal pode ter uma novidade importante para o fim da temporada e daquelas que não aparecem no mercado de transferências. O possível “reforço” atende pelo nome de Mikel Merino, que está mais perto do retorno do que muita gente imaginava. E quem trouxe essa esperança foi ninguém menos que Mikel Arteta.

Essa pode ser uma luz no fim do túnel, de um momento que não está nada interessante para os Gunners.

Arsenal conta com um otimismo que empolga

Na coletiva antes do duelo contra o Bournemouth, Arteta abriu um sorriso (coisa que não tem sido tão comum ultimamente) ao falar sobre a recuperação de Merino.

Segundo o treinador do Arsenal, o meio-campista já deu passos importantes no processo de recuperação. A bota de proteção ficou para trás, os treinos físicos já começaram a ganhar intensidade e, talvez o mais importante: sem dor.

Arteta foi além e praticamente deixou no ar aquele famoso “olho nele”:

“Mikel é um grande exemplo de superar limites. Já não usa a bota, está fazendo muitos exercícios e reagiu muito bem à operação. Não sente dor. Se há alguém capaz de acelerar esse processo, é ele.”

Lesão que travou a temporada

Pra entender o peso dessa possível volta, é preciso lembrar o que aconteceu. Merino sofreu uma lesão óssea no pé direito em janeiro, em um jogo contra o Manchester United.

Na hora, o diagnóstico foi daqueles que assustam. Tempo de recuperação indefinido, risco de ficar fora até da Copa do Mundo… cenário pesado para todos, principalmente para o clube londrino que considera o atleta uma peça vital.

Desde então, ele virou desfalque constante e o Arsenal sentiu.

Mais que um meio-campista no Arsenal

Se você acha que Merino é só mais um volante organizador, tá vendo o filme errado.

No sistema do Arsenal, ele virou praticamente um “coringa ofensivo”. Arteta passou a utilizá-lo muitas vezes como um falso 9, jogando de costas, brigando com zagueiros e aparecendo na área como elemento surpresa. E não é teoria, não. Os números mostram isso.

Na temporada, o espanhol soma 33 jogos, 6 gols e 3 assistências. Para um meio-campista, é um impacto considerável, ainda mais em um Arsenal que trabalha muito jogadas de infiltração, bola aérea  e segunda bola. Em outras palavras: Merino virou um atalho para o gol, numa realidade em que Gyokeres não andava dos melhores, e Gabriel Jesus lesionado.

Queda de rendimento sem ele

Coincidência ou não, o Arsenal começou a oscilar justamente após a lesão de Merino. O time acabou ficando pelo caminho em duas competições importantes:

perdeu a final da Copa da Liga

deu adeus à FA Cup

Além disso, o desempenho geral caiu. Nada catastrófico, mas aquele nível dominante que o time mostrava antes já não aparece com tanta frequência, e normalmente, isso acontece nesta altura da temporada, onde ainda tem brechas de perder o que tanto lutou para ter.

E aí entra um ponto importante: quando você perde um jogador que resolve jogos de forma “não óbvia”, o impacto é maior do que parece. Porque não é só substituir peça por peça. É perder uma alternativa tática.

Retorno pode mudar o cenário do Arsenal

Se Merino realmente voltar antes do fim da temporada, o Arsenal ganha mais do que um jogador.

Ganha:

uma opção diferente no ataque;

presença física no último terço;

chegada surpresa na área;

e, principalmente, mais alternativas para Arteta mexer no jogo;

E em reta final de temporada, isso pode ser a diferença entre brigar até o fim… ou só cumprir tabela.

Expectativa x realidade

Claro, ainda existe cautela. Lesão óssea não é simples, e acelerar demais pode ser arriscado. Mas o tom de Arteta indica que o clube vê a situação com bastante confiança. E, sinceramente, o torcedor já começa a fazer conta.

Porque, se voltar em bom nível, Mikel Merino pode ser aquele “reforço interno” que muda o rumo de jogos importantes. E no futebol moderno, onde todo detalhe conta, ter uma carta escondida na manga pode valer ouro.

Agora resta saber: ele volta só pra completar elenco… ou pra decidir?

Se depender do histórico recente, a segunda opção parece bem mais provável.

Foto: Getty Images