Uma nova tradição da MLB têm surgido nos últimos anos com os novos uniformes “City Connect”, onde as franquias criam um novo design visando o que liga a cidade e/ou algo relacionado a franquia nas novas camisas. Pode ser marcante para o lado positivo e/ou o lado negativo.
Os novos uniformes ganharam uma nova versão com o “City Connect 2.0“. Os lançamentos, seja por ordem da MLB e/ou alguma influência da fornecedora oficial, a Nike, as novidades são entregues de maneira a conta-gotas. Ou seja, algumas equipes terão seus novos uniformes lançados para a temporada em questão.
No caso de 2026, oito franquias foram selecionadas para lançar suas novas camisas: Atlanta Braves, Baltimore Orioles, Cincinnati Reds, Kansas City Royals, Milwaukee Brewers, Pittsburgh Pirates, San Diego Padres e Texas Rangers. Alguns optaram por uma mudança completa. Outros seguiram por menos alterações.
O foco deste texto das notas aos novos uniformes e explicar os motivos para a mudança em cada uma delas. Sem mais delongas, os novos City Connect 2.0!
Atlanta Braves – Aderindo aos clássicos (Nota: 6,5)

O azul claro marcante de Atlanta de quatro décadas atrás ganha forma com as novas camisas. Sem abandonar o “A” em letra cursiva, a inspiração foi baseada na década em que Dale Murphy e cia eram os caras dos Braves. Destaque para a manga com o “ATL” sendo referenciado com a logo do canal americano “TBS” como eram nos anos 80.
O uniforme será utilizado em todos os jogos de Atlanta como mandante, aos sábados, no Truist Park. Exceção para a série deste fim de semana, onde será utilizado nos três jogos contra o Cleveland Guardians.
Baltimore Orioles – Homenageando o próprio lar (Nota: 8,0)

A primeira mudança radical. O Orioles optou por fazer de seu novo uniforme a cara do seu estádio: Oriole Park at Camden Yards. Usando o tom de creme, com as mangas verdes em alusão as cadeiras e portões de sua casa. Os detalhes em laranja, com os cortes referenciando os blocos da B&O Warehouse. O patch na manga, das marcações dos Home Runs na Eutaw Street. O icônico “Corrupião”, que é o pássaro que dá nome ao time.
O “BMORE”, uma abreviação ao nome da cidade, foi o que mais rendeu críticas junto ao logo “B” no boné, que faz referência ao primeiro time de beisebol da cidade no final do século XIX.
Cincinnati Reds – Alterar sem mudar o resultado (Nota: 8,0)

Para que mexer no que deu certo? Cinicinatti optou por manter a mesma estrutura, mas ao invés de um uniforme todo preto (e que será mantido), será todo vermelho. De acordo com Ralph Mitchell, vice-presidente sênior de marca e conteúdo da franquia: “existem cinco tons de vermelho no uniforme”.
A logo “C” passou a ser branca com as bordas pretas. Os números mudaram de vermelho para preto. E na manga, a Fountain Square foi homenageada com o nome “Cincy”. Os Reds usarão o uniforme 1.0 às sextas e o 2.0 aos sábados nos jogos em casa.
Kansas City Royals – Pelas fontes e conexão com os Beatles (Nota: 7,0)

No Kauffman Stadium, é comum ver as fontes que ficam próximas ao campo central. Mantendo a tradição, os Royals escolheram essa temática com as letras referenciando sua marca registrada na cidade e as unindo com o pôr-do-sol da região durante o verão. O gradiente de fúcsia (púrpura) com azul dá o tom único deste uniforme, que será usado nos jogos de Kansas City como mandante às sextas-feiras.
E onde entra o Beatles? No colarinho da camisa foi adicionado a frase “HEY, HEY, HEY, HEY”, que foi eternizada pela banda britânica em um show na cidade em 1964. Desde então, virou o “tema da vitória” dos Royals.
Milwaukee Brewers – O “State Connect” da MLB (Nota: 6,5)

Saindo da cidade para homenagear todo o estado de Wisconsin. Essa foi a inspiração para as novas camisas dos Brewers, saindo do azul claro com a “Brew Crew”. Segundo explicações da franquia e da Nike, o azul foi escolhido para referenciar os inúmeros lagos do estado e o “Wisco” é para representar toda a região de Wisconsin.
Como é tradição, o tailgate é comum nos jogos do American Family Field. Com isso tem uma churrasqueira representada no uniforme. As mangas com desenhos de trigo em alusão a indústria cervejeira (e que dá nome ao time) com uma repaginada no “homem do barril” com o desenho do estado ao fundo. O mesmo se aplica ao boné, mas com o “W” no lugar.
Pittsburgh Pirates – Casamento entre passado e futuro (Nota: 9,0)

Nas palavras de A.J. Burnett, o uniforme traz “vibes de Batman”. E com razão, a nova camisa dos Pirates é a que menos encontrou rejeições não só dos fãs da equipe como de toda a MLB. Usar as letras com um toque para parecer que estão derretendo e com um olhar mais agressivo que até intimida já chama toda a atenção para si.
E ao reintroduzir o “pirata” do fim dos anos 90 e início dos 2000, foi outro grande acerto com o dourado de fundo. Além do boné onde a logo retrô marca sua presença. O marketing de Pittsburgh acertou em cheio, e com o time em ascensão tem tudo para ser um dos uniformes mais vistos de 2026.
San Diego Padres – Aprofundando raízes mexicanas (Nota: 7,5)

Por ser uma cidade próxima a fronteira com o México, é comum ver os locais da parte sul da divisa torcendo para o time de San Diego. A identidade que dava um ar mais “moderno” na primeira interação dos uniformes, foi alterada em algumas partes para reforçar os laços de um time com torcida “binacional”, segundo explicação dos Padres.
As fontes de letra e números foram inalterados. A camisa agora é preta e o que destaca é o patch na manga em referência a um dos feriados mais tradicionais do país latino: “O Dia de los Muertos”. Com La Catrina usando uma coroa de flores ao fundo aqua, representando o oceano Pacífico.
Texas Rangers – Incorporando a cultura Tex-Mex (Nota: 7,5)

Também inspirado na cultura mexicana, os Rangers incorporam ainda mais da cultura do país vizinho no seu uniforme. Começando pelo nome “Tejas” e reintegrando o vermelho em sua camisa (que não usava desde 2022), é uma homenagem as raízes da cultura local, unificando com as fontes de letras inspirados nos anos 70 e 80.
A alusão a tradição do “papel picado” como outras inspirações no folclore mexicano, a aposta dos Rangers é diferente e justificável. Outro detalhe quanto ao retorno do vermelho: era a cor usada nos uniformes da primeira vitória de playoffs da história do time, que aconteceu há 30 anos atrás.
E vocês: tem a sua favorita dessa nova leva das City Connects? Deixem nos comentários.