A chegada de Gable Steveson ao UFC representa um movimento estratégico importante para a organização. Campeão olímpico na luta livre nos Jogos de Tóquio-2020, o norte-americano foi anunciado como novo reforço do Ultimate.
No último final de semana, durante o UFC 327, em Miami, o presidente Dana White confirmou o acerto, encerrando uma negociação que já era aguardada há bastante tempo. Steveson, portanto, surge como uma aposta relevante para renovar a divisão dos pesados.
A contratação de Steveson atende a um desejo antigo de Dana White e também a uma necessidade evidente dentro da categoria. Embora o peso-pesado seja historicamente a principal vitrine do UFC, nos últimos anos a divisão tem sofrido com a falta de novos nomes capazes de gerar grande impacto.
Nesse contexto, a chegada de Steveson pode representar uma mudança significativa no cenário competitivo, especialmente quando combinada com a ascensão de Alex Poatan Pereira.
Renovação necessária na elite dos pesados
A divisão dos pesados sempre foi associada a grandes estrelas e lutas de alto apelo popular. No entanto, o envelhecimento de alguns nomes e a ausência de novos talentos dominantes criaram uma lacuna. É nesse espaço que Steveson aparece como uma possível solução. Jovem, com apenas 25 anos, ele reúne características que o colocam como um atleta diferenciado.
Steveson construiu uma carreira sólida no wrestling. Bicampeão universitário pela NCAA e medalhista de ouro olímpico, ele é amplamente considerado um fenômeno na modalidade. Esse histórico o credencia como um lutador com base técnica extremamente sólida, algo que costuma ser decisivo na transição para o MMA.
Além disso, Steveson não se limitou a uma única trajetória esportiva. Antes de focar definitivamente nas artes marciais mistas, ele experimentou o telecatch na WWE e até tentou ingressar na NFL. Essas experiências, embora distintas, contribuíram para o desenvolvimento de sua capacidade atlética e de adaptação, características importantes em um esporte tão dinâmico quanto o MMA.
Steveson tem potencial técnico e expectativas elevadas
Desde que decidiu migrar de vez para o MMA, Steveson tem mostrado evolução rápida. Apesar de sua base no wrestling, ele também vem se destacando pela força nos golpes em pé, acumulando três vitórias por nocaute em lutas profissionais. Isso indica um perfil mais completo, capaz de atuar tanto no grappling quanto na trocação.
Outro fator que aumenta as expectativas é sua relação com Jon Jones. Considerado um dos maiores lutadores da história do UFC, “Bones” atua como uma espécie de mentor. Steveson treina ao lado do ex-campeão e recebe suporte direto em sua preparação, o que pode acelerar seu desenvolvimento dentro da organização.
Estreia de Steveson e projeção
A estreia já tem data marcada: 11 de julho, no UFC 329, em Las Vegas, durante a tradicional Semana Internacional da Luta. Embora o adversário ainda não tenha sido definido, o evento deve marcar o início de uma trajetória cercada de atenção e expectativas.
Se conseguir se adaptar rapidamente ao ritmo e às exigências do MMA de alto nível, Steveson pode trilhar um caminho semelhante ao de outros atletas que tiveram sucesso em mais de uma modalidade. Um exemplo clássico é Brock Lesnar, que também fez a transição do wrestling para o UFC e chegou a conquistar o cinturão dos pesados.
Nesse sentido, Steveson não chega apenas como mais um nome no elenco, mas como um projeto de estrela. Sua combinação de juventude, conquistas e potencial técnico o coloca em posição privilegiada para impactar a divisão. Ao mesmo tempo, o desafio é grande: transformar expectativa em resultados concretos dentro do octógono.
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