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NFL: 3 times que podem bagunçar o Draft com trocas grandes

O Draft da NFL de 2026 se aproxima cercado de expectativas, mas com um elemento extra de tensão: a possibilidade de movimentações agressivas envolvendo algumas franquias. Entre rumores, necessidades de elenco e estratégias financeiras, três equipes surgem como protagonistas nesse cenário de incerteza e especulação: Dallas Cowboys, Los Angeles Rams e Jacksonville Jaguars.

Cada uma delas chega ao Draft com contextos distintos, mas com um ponto em comum: todas têm motivos concretos para mexer no tabuleiro e, potencialmente, redefinir a dinâmica da primeira rodada.

Dallas Cowboys precisa de jogadores de qualidade no elenco

No caso dos Cowboys, a discussão gira em torno de uma velha dualidade. De um lado, há uma análise racional que sugere cautela. A franquia possui duas escolhas valiosas na primeira rodada (12 e 20) e enxerga profundidade suficiente, especialmente defensiva, para encontrar titulares imediatos sem precisar se movimentar.

Essa leitura faz sentido dentro de um contexto financeiro delicado. O elenco já apresenta sinais de saturação no salary cap, com contratos pesados concentrados em poucas estrelas. Em um cenário de teto salarial rígido, contratos de novatos, com até cinco anos de controle, tornam-se ativos preciosos para manter competitividade de forma sustentável.

Por outro lado, existe um fator que historicamente desafia qualquer planejamento lógico em Dallas: Jerry Jones. Conhecido por decisões ousadas e, por vezes, impulsivas, Jones não costuma ignorar oportunidades quando enxerga talento geracional disponível.

Se um prospecto considerado “All-Pro em potencial” estiver ao alcance, especialmente entre as escolhas 4 e 6, a tendência é que os Cowboys explorem uma troca para subir no Draft. Ainda assim, o volume de rumores tão antecipados levanta dúvidas. Movimentos dessa magnitude raramente são tão previsíveis dias antes do evento, o que indica que parte do “barulho” pode ser estratégico ou até inflado.

No fim, Dallas representa o clássico dilema entre disciplina e ambição na NFL. E, historicamente, essa balança nem sempre pende para o lado mais conservador.

Los Angeles Rams tem carências para buscar um título

Se os Cowboys flertam com a ideia de subir, os Rams parecem caminhar para uma decisão mais direta: reforçar seu ataque a qualquer custo. A equipe chega ao Draft da NFL com lacunas claras no setor ofensivo, especialmente após a instabilidade envolvendo nomes importantes e a falta de profundidade no elenco. A escolha número 13 se torna, portanto, um ponto crucial, tanto para selecionar um talento imediato quanto para servir como moeda de troca.

A tendência é que os Rams busquem um “playmaker”, alguém capaz de impactar o jogo de forma explosiva. Isso pode significar um wide receiver de elite, um tight end moderno ou até um running back versátil, dependendo de como o board se desenrolar.

O problema é que outras franquias da NFL também identificam essa necessidade. Isso cria um efeito dominó nas escolhas intermediárias (entre 7 e 12), onde equipes podem antecipar movimentos de Los Angeles e selecionar jogadores que seriam alvos diretos dos Rams.

Nesse contexto, subir algumas posições pode deixar de ser um luxo e se tornar uma necessidade. A questão é o custo. Trocar escolhas futuras por um jogador específico pode acelerar o processo competitivo, mas também comprometer a flexibilidade a médio prazo. Os Rams, portanto, entram no Draft pressionados por um senso de urgência, e isso raramente é um bom conselheiro em negociações.

Jaguars querem continuar surpreendendo na NFL

Se Dallas representa o cálculo e Los Angeles a necessidade, os Jaguars simbolizam a imprevisibilidade. Sem escolha na primeira rodada, a equipe tem 11 picks no total, mas só começa a selecionar na posição 56. Esse cenário, por si só, já sugere movimentações.

Historicamente, a franquia tem mostrado disposição para trocar, subir, descer e acumular ativos. Esse perfil “agressivo” indica que dificilmente ficará parada durante o Draft. Uma das possibilidades mais intrigantes envolve a tentativa de voltar à primeira rodada. Para isso, Jacksonville precisaria empacotar múltiplas escolhas ou até considerar envolver jogadores do elenco atual.

Mesmo declarações públicas de que determinados atletas são “inegociáveis” devem ser vistas com cautela. No ambiente da NFL, essas afirmações frequentemente fazem parte de estratégias de negociação e podem mudar rapidamente quando propostas concretas surgem.

Além disso, com tantas escolhas, os Jaguars têm flexibilidade para assumir riscos calculados — seja apostando em talentos com maior teto ou realizando trocas que outras equipes evitariam. Esse perfil pode transformar Jacksonville em um dos principais agentes de caos do Draft, influenciando decisões de várias outras franquias.

(Foto: Sam Hodde/Getty Images)