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NFL: Novo regime do New York Giants pretende deixar o passado para trás

O New York Giants é um dos times que precisa ser observado de perto na nova temporada da NFL. Após amargar novo ano com mais derrotas do que vitórias, a diretoria da franquia resolveu mexer, começando pela demissão de Brian Daboll ainda durante a temporada regular.

As mudanças não afetaram o trabalho de Joe Schoen na posição de gerente geral, algo que é pouco visto na liga nos últimos anos. Contudo, para 2026, ele terá a companhia de um grande nome da liga no New York Giants.

John Harbaugh foi o treinador escolhido para substituir o espaço deixado pela saída de Daboll. Essa foi considerada a melhor contratação do “carrossel” de treinadores da NFL nos últimos meses. A chegada de Harbaugh coloca um “ingrediente” a mais em um New York Giants que tem tudo para se destacar em 2026, devido ao seu jovem elenco.

O relacionamento entre Harbaugh, que é um dos principais técnico em atividade na NFL, e Schoen, que, para muitos, deveria ter sido demitido junto com Daboll, é de extrema importância para o sucesso da franquia.

Foi por conta disso que os dois focaram em desenvolver o seu relacionamento nos últimos meses, para que não haja discordância no trabalho, seja em contratações ou no draft. Mas, o mais importante é que o New York Giants deixe os erros do passado no passado.

“Isso é passado”, diz Harbaugh. “A vida é melhor compreendida olhando para trás. Então você olha para trás — foi assim que aconteceu — e eu realmente não tenho grandes arrependimentos. Mas é melhor vivê-la seguindo em frente. Vamos analisar, vamos conversar. Temos desafios, cara. Não tenho tempo para ficar sentado pensando: ‘ Nossa, o que eu poderia ter feito de diferente em Baltimore?’. Sei lá, o tempo está passando, o draft está chegando.”

New York Giants: Joe Schoen e John Harbaugh (Foto: USA TODAY Sports)
New York Giants: Joe Schoen e John Harbaugh (Foto: USA TODAY Sports)

História está à favor do New York Giants?

Por incrível que pareça, esse tipo de casamento arranjado tem funcionado bem ultimamente na NFL. Três dos quatro finalistas de conferência da última temporada eram liderados por gerentes gerais (ou gerentes gerais de fato) que sobreviveram a demissões de treinadores e ajudaram suas organizações a obterem resultados excelentes com as contratações seguintes. Em dois dos três casos, Broncos e Patriots, o treinador contratado era um nome consagrado e experiente, com uma visão clara de como queria construir o time (o outro foi apenas Sean McVay).

E um fator crucial nos casos de Sean Payton e Mike Vrabel foi que o gerente geral dos Broncos, George Paton, e o vice-presidente executivo dos Patriots, Eliot Wolf, eram executivos com pouca ambição, dispostos a adaptar seus métodos aos ideais do treinador. Curiosamente, foi exatamente isso que Harbaugh presenciou ao trabalhar com a lenda dos Ravens, Ozzie Newsome, quando este se tornou treinador principal pela primeira vez, duas décadas atrás.

“O que me lembro sobre o Ozzie é que fiquei realmente impressionado com o fato de que, sendo um cara digno do Hall da Fama em todos os sentidos, a humildade dele é inacreditável”, disse Harbaugh. “Quer dizer, essa é provavelmente a maior qualidade dele. E não é falta de confiança. É simplesmente humildade básica e fundamental, e respeito pelas pessoas. E eu vejo isso no Joe, um verdadeiro jogador de equipe. Você quer trabalhar junto; você tem confiança. E você sabe que está construindo algo bom.”

Tudo isso mostra o quão importante é John Harbaugh e Joe Schoen estarem alinhados, para o bem do New York Giants. Muito é esperado pela equipe em 2026. Jaxson Dart estará em seu segundo ano na NFL, enquanto outros destaques ofensivos voltam de lesão. O futuro de Dexter Lawrence ainda é um problema, mas também serve como prova final para sabermos como será o relacionamento de poder entre Harbaugh e Schoen.

(Foto principal: Ed Mulholland-Imagn Images)